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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

CIDADE DE ALFENA - EM BUSCA DA "MAIÚSCULA" PERDIDA...

 

Alguns comentários sobre a Reunião pública de Junta de ontem...

 

(E antes que alguém faça a pergunta lógica "então porque não os fez na própria reunião, no ponto destinado ao público?" convém explicar, para quem não seja frequentador habitual daquele espaço democrático, que ali, faz-se uma pergunta, mas mesmo que acerca da mesma o querido líder se arrogue o direito de discorrer sobre a mesma durante vários minutos, por vezes com comentários no mínimo deselegantes em relação ao perguntador, este já não tem direito de contra resposta).


1. O nosso querido líder ficou preocupado com a "interpretação" que eu dei à sua afirmação sobre "o próximo arquivamento do processo da carrinha" que - segundo ele - foi o único motivo que trouxe a PJ à nossa cidade. Recordo-me até, que na altura, depois desta afirmação e da "segurança" com que a produziu ele acrescentou que mal isso acontecesse, os "denunciantes" seria processados por "denuncia caluniosa".

Ontem fez uma (quase) imperceptível inflexão de que só os mais atentos se aperceberam: "(...)é óbvio que o que eu disse foi que a fase de inquérito da PJ está preste a ser concluída, ou até já o terá mesmo sido. Agora, caberá ao Ministério Público avaliar se existe matéria para acusação ou não"(...).

Registamos a preocupação de rigor que ontem se sentiu na obrigação de manifestar.


2. De seguida o querido líder empunhou mais uma vez a "bandeira" do espaço sob o viaduto da A41, para em primeiro lugar, "zurzir" o Vereador da Coragem de Mudar que em Valongo se opôs à viabilização daquele projecto e - mais grave ainda - "vendendo" a ideia de que (...) "a Coragem de Mudar está contra qualquer investimento em Alfena, só para que os UPA não tirem dividendos desses investimentos".

Depois, introduziu uma pequena "nuance" no discurso até aqui oficial sobre o assunto - ontem parece que foi o dia das "nuances":

(...) " o que está em causa, é um projecto de requalificação daquele local, pondo-o à disposição da população como espaço lúdico, recreativo, de laser" (...)

Então e a tal "feira"? Será que alguém já o alertou de que isso poderia colidir, por um lado, com os termos do protocolo de cedência do ICERR e por outro, com os interesses concretos dos moradores - que são tão alfenenses como todos nós?

A verdade - a "única verdade mesmo verdadeira" sobre a posição da Coragem de Mudar assumida em Valongo, é de que:


a) Por um lado, ainda o acordo sobre o processo de saneamento financeiro da Câmara estava em fase de negociação e já estava a ser violado, com o avanço daquela "nebulosa" obra e sem que se saiba sequer, se o terreno pertence ao domínio Público ou Privado - foi requerida essa informação à Câmara que ficou de a prestar, motivo porque retirou o ponto da agenda;


b) A Coragem de Mudar fez questão ainda de dizer, que os alfenenses - sobre a feira e apenas sobre essa questão - merecem melhor do que ficarem debaixo da ponte a fazer compras, ou melhor, debaixo e em princípio ficariam os feirantes e as mercadorias, o que faz sentido, enquanto que os alfenenses ficariam com o céu por abrigo...


c) Nenhum Vereador da Coragem de Mudar combateu de forma truculenta (sic) os investimentos em Alfena;


d) Tampouco foi produzida por algum Deputado de Alfena qualquer intervenção na última Assembleia Municipal, contra o espaço sob o Viaduto, conforme o Dr. Palhau fez questão de anunciar completamente a despropósito, no decurso da última Assembleia de Freguesia - a tal que foi interrompida e vai continuar em 11 de Maio;


Concluindo:


Os alfenenses  - de facto - merecem mais do que têm tido da nossa Câmara, mas isso são "contas de um outro rosário" e não é à oposição que devem ser imputadas as culpas por esse desrespeito.

Aliás agora, com um Vereador no executivo da Câmara e que ontem foi muito elogiado pelo querido líder por continuar a ser um verdadeiro alfenense que até vem às reuniões de Freguesia as razões para que Alfena continue a ser preterida começam mesmo a escassear!


 

PS-1: Extractos de um diálogo entre um cidadão alfenense que pela enésima vez se viu obrigado a apresentar uma reclamacão relacionada com uma obra mal executada - ao que percebi - junto ao cruzamento de Cabeda:

Cidadão Alfenense - (desculpe não ter fixado o seu nome):


- (...) eu peço desculpa por ter que falar novamente naquele problema (...) que já sofreu várias reparações, mas sempre mal executadas e sem verdadeiramente o resolverem (...)

- Presidente de Junta:

- (...) não tem que pedir desculpa, se tem razão, pode falar as vezes que quiser até o problema estar resolvido (...) vamos mais uma vez verificar o que se passa. Sabe, nós não andamos todos os dias por todos os sítios de Alfena... mas vamos verificar...

- Mas olhe, acabei agora de me lembrar de ter ouvido o empreiteiro comentar que até já tinha sido "chamado à pedra" pelo Dr. Arnaldo aqui presente!


Resumindo:

Ponto um: "Democraticamente", os alfenenses podem falar nos seus problemas as vezes que quiserem. Quem sabe, um dia alguém vai - finalmente - ouvi-los e começar a resolver o que tem de ser resolvido - é que a Democracia não é um sitema perfeito, mas é o menos imperfeito de todos os restantes. Por isso, quem está no poder, tem o dever de nos deixar falar, criticar - podemos até "estorvar", para usar a terminologia de alguns "democratas" bem conhecidos  -  mas isso não significa que liguem alguma coisa ao que dizemos, ou aos problemas que levantamos. Para esse lado da "democracia" já é um privilégio que nos concedem deixarem-nos "falar as vezes que quisermos"...

Ponto dois: Alguém está a imaginar o Dr. Arnaldo a "chamar à pedra" um aluno, perdão, um empreiteiro mal comportado? Logo ele que é o verdadeiro exemplo da complacência (*) no que toca a exigências deste tipo...

 

(*)  No meu dicionário a palavra significa "permissividade" "transigência indevida" "laxismo", entre outros...

Mas se calhar, o meu dicionário está desactualizado...


 

E já agora, PS-2: Vale a pena ler também AQUI, o que outro alfenense empenhado e atento vai escrevendo sobre os problemas da nossa terra e neste caso, também sobre esta reunião.

 

publicado às 14:15

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