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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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ALFENA E O "PLANO DE NAVEGABILIDADE" DOS RIOS LEÇA e FERREIRA...

 

Existem comentários que tenho o privilégio de receber no meu Blog, que merecem (muito) mais do que aquele modesto espaço de espécie de nota de rodapé (foi assim que a plataforma do SAPO organizou os templates...)

É o caso deste, que tomei a liberdade de guindar "cá para cima":


"Peço-lhe licença para retomar o tema do "Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Alfena"
Fontes bem colocadas, absolutamente fidedignas, facultaram-nos acesso ao dito, o que nos permite desde já, em primeira mão, divulgar alguns detalhes interessantes. A referência aos rios Leça e Ferreira não surge por mero acaso. A sua inserção "no seio dos corredores litorais" da "rede de acessibilidades da Região" é fundamental para a viabilização destas interessantes iniciativas, já que o "Plano Estratégico" assenta essencialmente nas "acessibilidades" que a enorme mais- valia que a navegabilidade destes rios, dos seus afluentes e subafluente acrescentará ao projecto. No que respeita ao Leça o plano prevê a navegabilidade do seu afluente Tabãos, o qual no Vale Meão recebe as águas do Junceda e do Chãos, dos quais falaremos mais à frente. A montante, mais precisamente no Meixo das Águas, onde confluem, vindo dos lados dos Sete Caminhos, o ribeiro de Vale de Nabos, o ribeiro do Fojo e o ribeiro das Lameirinhas que desce das encostas dos Montes da Vela e do Prêto, será construído um terminal portuário, apto a receber Cruzeiros que a "zona de lazer comportando unidade hoteleira", sem dúvida, justifica. Pelo Junceda, na parte ainda não entubada nem soterrada (o crime ambiental continua, impune) far-se-á o escoamento das pedras de amolar a extrair das pedreiras do Enguieiro e do ouro da Pena d'Era, do Serradinho e do Fojo, já que está prevista a reactivação destas actividades do sector primário, a primeira inactiva desde finais dos anos cinquenta do Século passado e a segunda do tempo da ocupação romana, como se descreve no livro "Romanização das Terras da Maia", da autoria do Prof. Carlos Alberto Ferreira de Almeida, da Faculdade de Letras da U. P. Também pelo Junceda sairão os adubos orgânicos a produzir na futura unidade de transformação de resíduos biológicos de origem equina, abundantes nos campos dos Cairos,próximos de Vale Meão. O ribeiro de Chãos, que como se sabe , corre paralelamente ao Tabãos desde a sua nascente, junto às represas do regadio de Chãos, até encontrar o Junceda e o Tabãos em Vale Meão, poderá vir a ser utilizado no alargamento do canal de navegação se o aumento do tráfego fluvial assim o exigir.
Passemos agora à parte que no "Plano Estratégico" diz respeito ao rio Ferreira. Pelo seu afluente Fontelhas, que nasce na encosta Nascente do Monte do Prêto, passa na Portela do Fojo e Quintarrei onde se situa uma base da Portucel,desaguando no Ferreira, próximo das antigas instalações da CIFA. Em Quintarrei prevê-se a construção de um cais para carga de toros de eucalipto com destino às celuloses de Cacia,Viana, Figueira da Foz e Mitrena, no estuário do Sado. Numa segunda fase equaciona-se a hipótese de uma outra "acessibilidade" fluvial ao rio Ferreira pelo Vale da Cobra, com terminal na zona dos Sete Caminhos.
O plano inicial que previa a ligação directa do Ferreira mais o Leça ao porto de Leixões, acabou por ser abandonado, à frente explicamos porquê. Assim o tráfego fluvial a partir do Fontelhas e do Vale da Cobra, seguirá directamente pelo Ferreira, via Couce, até ao Douro e por este ao mar oceano. O plano inicial de desaguar o Ferreira no porto de Leixões, em Matosinhos, existiu mesmo, não se trata de ignorância ou iliteracia dos seus autores como gente invejosa, de má fé insinuou. Nós explicamos: a ligação do Ferreira ao Leça far-se-ia, aproveitando as depressões dos vales dos rios Simão, S.Bartolomeu e ribeira de Cabêda. A grande atracção turística seria a nossa ponte dos Sete Arcos, que assim entraria nos circuitos turísticos internacionais, bem como os santuários de N.S. da Paz, N.S. da Conceição e S. Bartolomeu do Rêgo. Porém, este plano não avançou devido aos mamarrachos dos Lagueirões, cujo espectáculo degradante poderia afugentar os turistas e desportistas em trânsito para a "unidade hoteleira , com equipamento desportivo", que ficaria às moscas.
De fonte segura sabe-se que o "Plano Estratégico" da autoria de duas sumidades, doutores em Chicologia, oriundas do Alto Douro vinhateiro e do planalto Mirandês, paredes-meias com o rio Douro do qual beberam todos os saberes da ciência hidráulica, ramo navegabilidade fluvialRamo em "águas turvas".

Contaram, é claro, com a colaboração de uma figura,normalmente na sombra,mandatária política e intermediário nas suas negociatas, que ao plano acrescentou a sua conhecida e reconhecida competência na área esotérica,que, como é sabido já vem de longe.
A componente financeira está assegurada pela mobilização de capitais actualmente recuados em offshore e bancos helvéticos, provenientes de comissões em P.P.P., derrapagens, concessões e empréstimos bancários, por chorudos rendimentos obtidos em esquemas piramidais do tipo Bernard Madoff e, ainda, por conhecidos investidores do jogo da Bolha, tudo gente afecta à situação vigente.

Praticamente garantidos estão ainda os financiamentos provenientes de elementos ligados ao "gangue do multibanco" versão Pacheco Pereira e de receitas das dádivas, donativos e outras extorsões angariadas nos circuitos da carne assada.

Para o acto de inauguração está previsto um espectáculo de animação lúdico/cultural recriando as antigas rusgas das romarias da nossa e das terras vizinhas. Fontes insuspeitas asseguraram-nos que os promotores/autores do plano participarão activamente ao ritmo da Chula, modalidade do folclore actualmente muito em voga, da qual são reconhecidamente exímios praticantes, entoando modinhas da nossa terra : São Bartolomeu do Rêgo Tem um irmão em Nogueira, São Lázaro mora na Rua S. Roque na Codiceira.

 

A. da Vicência

publicado às 13:14

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