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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ALFENA - SERVIÇO PÚBLICO...

Ontem escrevi sobre a minha cidade com algum azedume reconheço-o.

Não tem nada a ver com ela que é linda, que apesar de uns quantos de nós não lhe tornar-mos a vida fácil, mesmo assim nos mima, se embeleza o melhor que pode para nos alegrar, que umas quantas vezes por ano até se aprimora de forma especial, escolhe os seus melhores trajes e constrói da noite para o dia tapetes de mil cores por onde deveríamos caminhar quase religiosamente, mas que alguns se limitam a pisar de forma displicente e desrespeitosa como o fazem com muitos dos seus concidadãos.

Que nos delicia  na época certa do ano com a sombra aprazível das suas árvores frondosas, que procura dividir connosco a relação muito especial tem com o Leça, permitindo-nos assistir às carícias e aos afagos que este lhe vai fazendo ao percorrer todas as deliciosas curvas do seu corpo/território - sem qualquer intenção exibicionista da parte dela, nem qualquer intuito de suscitar em nós algum tipo de criticável voyerismo, mas tão somente para que possamos desfrutar da beleza no seu estado mais puro.

Verdade que alguns de entre nós não valorizam muito este esforço que um e outro fazem - a Cidade e o Rio - para nos dar prazer.

Verdade que muitos de entre nós a diminuímos, a achincalhamos publicamente com os nossos actos, como se vivêssemos ainda em pleno período feudal e ela fosse apenas e ainda a escrava, a serviçal e nós os senhores com direitos especiais de dispormos dela do seu corpo/território, noite e dia em todas as noites e dias da sua vida!

Mas não! Já não vivemos numa sociedade feudal. O 25 de Abril aconteceu mesmo!

Em 1974 mais propriamente, para uns quantos a quem a memória já vai pregando partidas e também para alguns caudilhos que apesar dos decibéis das músicas da Revolução que então deram o sinal ao mundo sobre o relevante acontecimento, não se aperceberam disso nem da queda de privilégios relevantes (para eles) que daí resultou.

Vem esta longa introdução, a propósito do Poder Local e mais concretamente, da versão "quero posso e mando" em formato alfenense.

Alfena tem uma página na Internet que para além da completa aridez do seu conteúdo, é também ela própria um atentado a um dos direitos essenciais dos cidadãos: o direito à informação.

Depois de muita luta de uma parte da oposição, de muitos desaforos que tivemos que ouvir sobre o assunto, el caudilho ordenou que se começassem a publicar alguns escritos, mas tudo dentro de limites "razoáveis" - que a plebe não deve nunca saber demais...

E ordenou ainda el caudilho, que aqueles que mesmo assim se atrevessem a querer saber o pouco que lhes vai sendo servido "com conta peso e medida", devem solicitá-lo e deixar registado "para memória futura" que em determinado dia e hora se atreveram a tal desaforo!

E disse ainda el caudilho repetidas vezes - de forma implícita umas quantas e explícita muitas outras: "a Lei sou eu" - como se dessa repetição ou prática resultasse de facto alguma limitação de direitos para o cidadão comum.

A verdade, é que não resulta, nem el caudilho se pode esquecer que "o poder de poder exercer o poder absoluto" já não faz parte das suas atribuições:

Porque existe um Estatuto do Direito da Oposição, porque existe legislação que regula o exercício do Poder Local e sobretudo, que não pode dispor do poder dos outros, nomeadamente do que cabe ao Presidente do Órgão deliberativo de onde emana o seu "poder limitado".

Curioso vai ser ouvir no próximo dia 30 de Junho pelas 21,30 horas, dia de Sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, o Presidente da Assembleia de Freguesia  - a primeira figura do Poder Local da nossa cidade - dizer de viva voz se concorda que outros decidam por ele sobre o livre acesso dos cidadãos alfenenses aos documentos do Órgão a que preside - ou dizendo de outro modo, talvez um pouco mais rude, se aceita ser reduzido ao papel de uma espécie de "Rainha de Inglaterra" em formato alfenense...

publicado às 00:31

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