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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - CORTEM O CORDÃO UMBILICAL E "DESLIGUEM A MÁQUINA"!

Volta de novo a falar-se na redução do número de autarquias, agora com uma premência maior, devido à "governação" da Troika - sim, que para aqueles que ainda andam distraídos, quem nos governa de facto, embora não de direito,  é sobretudo esta espécie de "governo sombra" que foneticamente até nos devia remeter para um acontecimento histórico de tipo positivo...

Ora bem...

Eu concordo e sei que existem por esse País real fora muitos autarcas a concordar também - embora no caso de alguns, apenas se o processo não lhes bater à porta.

Já sei - ou quase tenho a certeza -  de que vai ser isso que vai ocorrer:

Que vão começar pelo argumento da "dimensão, da falta de escala, da impossibilidade de assegurar uma qualidade minima de seviços aos cidadãos" e por aí adiante...

Tudo argumentos politicamente correctos - que mesmo assim não evitarão resistências e nalguns casos, a eclosão de pequenas "guerras civis" - mas o que é facto, é que se a ideia for mesmo a de potenciar sinergias, de reduzir custos, de melhorar a qualidade dos serviços que se prestam aos munícipes ou aos fregueses, então terá necessariamente que se juntar a estes argumentos um outro, eventualmente mais relevante: o da corrupção, o dos níveis de incumprimento de parâmetros de seriedade mínima por parte de alguns autarcas, a questão dos níveis de endividamento e sobretudo, das razões que conduziram em muitos casos, ao descalabro, à percentagem de "ajustes directos" no que se refere ao número global de projectos, a "saúde financeira" das empresas municipais - uma espécie de "esperteza saloia" de algumas autarquias cuja finalidade única, foi a de contornar as limitações legais ao já referido nível de  endividamento.

E pronto.

Dito tudo isto, começam aqui já a surgir alguns contornos de vários "retratos robot" que nos remetem para s"suspeitos" bem conhecidos: Valongo, Lisboa, Almada e outros e que curiosamente contrariam a tal "lógica" - ou argumento da dimensão.

Mas também é verdade, que se alguns dos autarcas de serviço quiserem, ainda terão tempo de inverter a situação e credibilizar as instituições que gerem ou ajudam a gerir, e aí sim, podíamos centrar-nos unicamente na tal componente da dimensão e do número de eleitores.

E porque será que o caso que me ocorre logo em primeiro lugar, é o de Valongo?

Há valonguenses que se interrogam como é que é possível, que pessoas inteligentes e com voz, se deixem apagar voluntariamente, permitindo que a situação do nosso Município "apodreça" cada vez mais?

Vão perdoar-me a comparação algo tétrica que vou fazer, mas é quase como se num parto em que a mãe não consegue sobreviver, os médicos decidissem manter o cadáver "ligado à máquina" sem cortar o cordão umbilical ao bebé. Como é que este conseguiria sobreviver nestas condições?

Claro que em Valongo - e nas outras onde situações semelhantes ocorrem - a decisão é bem mais "fácil" de tomar, pois de um e do outro lado do "cordão umbilical" estão adultos já capazes de manusear a tesoura evitando males maiores - para os "bebés", obviamente...

publicado às 21:04

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