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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

AS "BALAS & BOLINHOS" DE VALONGO...

Há uma constatação cada vez mais recorrente - pelo menos na minha perspectiva muito pessoal - em relação às iniciativas ditas culturais que nesta altura do ano, com muitos emigrantes de visita às suas terras de origem, os municípios se sentem na obrigação de organizar um pouco por todo o lado:

Têm muito pouco daquilo que assumem ser - culturais...

Como seria de esperar, vou centrar-me naquelas que ocorrem neste nosso pequeno microclima de Valongo e numa muito em particular, que tenho seguido na página do Facebook do Dr. João Paulo Baltazar, o nosso vice presidente de Câmara e que tem gerado algumas críticas, exactamente porque apoiada/patrocinada pela Câmara: "Balas & bolinhos" - um filme português realizado por Luís Ismael em 2001 com o apoio da SIC Radical.

A sua principal característica - principal mas nem por isso relevante - longe de girar em torno da importância do conteúdo, tem mais a ver com a média de palavrões por palavras contidas nos diálogos, para além de algum conteúdo de cariz sexual, que não sendo propriamente explícito, anda lá bem próximo.

Até aqui, nada de especial. Estou convencido que a maioria dos valonguenses não é propriamente constituída por "meninos(as) de coro" e não lhes fará pior a eles que - a acreditar na versão disponível no Yutube - aos outros 17.972 visitantes da versão online, para além de todos os outros.

O problema - verdadeiro problema mesmo - é que foi exibido ao ar livre, sem restrições e para um público "diversificado", devendo entender-se por diversificado, a presença de muitas crianças.

O Dr. João Paulo Baltazar, embora pessoalmente declare que não considera de muito bom gosto os pais levarem as crianças a ver o dito filme, acha no entanto, que este "é apenas arte e que a responsabilidade quanto à presença de crianças em face do conteúdo, cabe inteiramente aos ditos pais".

Nada de mais errado! Pelas seguintes e principais razões:

1) Não se tratou de uma exibição caseira ou sequer privada e de acesso controlado;

2) A Autarquia apoiou logística e financeiramente a mesma;

3) Perante a Lei, não teria qualquer relevância o facto de qualquer pai, para tentar entrar com um filho de 8 ou 10 anos para assistir a um filme para adultos, se  dispor a assinar uma declaração, assumindo a responsabilidade por isso!

Por último, parece ser uma pecha muito portuguesa - e neste caso, Valongo não foge à regra - achar que o êxito de uma qualquer obra teatral ou cinematográfica é directamente proporcional ao número de palavrões ou cenas mais ou menos fortes que contenha!

É lamentável sobretudo por envolver uma autarquia e mais ainda, porque essa autarquia é a nossa!

publicado às 21:26

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