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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A (MEGA) RUPTURA FINANCEIRA DE VALONGO...


 

Pois é...

Provavelmente os patrocinadores das várias campanhas de Fernando Melo e nesta última, também de Arnaldo Soares, nunca pensaram - porque nunca ninguém os "avisou" - que a moeda de troca que estavam habituados a receber e que como todos sabemos eram todos aqueles investimentos sem concurso público (os ajustes directos), espécie de cheque em branco onde os empresários amigos escreviam a quantia que "lhes parecia bem", a qual, como facilmente se imagina, já absorvia parte dos ditos patrocínios e incluía além do mais, uma "pequena almofada" destinada a amortecer as perdas a que a Câmara os foi habituando com o crónico atraso nos pagamentos iria um dia acabar...

O Dr. Melo numa certa reunião de pública em que se falava de saneamento financeiro, de dívidas e empresários em dificuldades devido à demora da autarquia em honrar os seus compromissos, até lhe "fugiu a boca para a verdade" ao ponto de dizer "que eles não tinham muito de que se queixar, porque quando apresentavam um orçamento para uma obra, já incluíam uma margem para cobrir esses atrasos"!

Isto não se faz Dr. Melo: dizer isto dos amigos que o suportam (suportar no sentido de amparar...) há tantos anos!

Claro que a gente sabe que as coisas funcionaram sempre assim durante o seu reinado...

Funcionaram. Mas chegou entretanto para as autarquias - como também chegou para os países da Europa que viviam há demasiado tempo com "respiraçação assistida" - a hora de ter de pôr as contas em dia e começar a pagar a "factura".

Negociado e rubricado um "plano de saneamento financeiro" da Câmara, com a ajuda da representação local do mesmo Partido que conduziu o País à (quase) bancarrota em que este se encontra, imaginaram estes autarcas de meia tigela e os investidores que os têm suportado que tudo estaria resolvido: A Câmara receberia um empréstimo de 25 milhões de Euros dividido por duas instituições bancárias, iniciaria os pagamentos aos fornecedores - começando se possível, pelos mais amigos, porque os 25 milhões não darão para cobrir todas as dívidas, nem nada que se pareça - o Dr. Melo continuaria a gerir o seu feudo da mesma forma de sempre, isto é, muito mal, o seu "cartão dourado" continuaria com  o plafond de números bem redondos e a possibilitar-lhe os desvarios habituais e a prodigalização das mordomias do costume aos amigos(as) também do costume...

Acontece que o paradigma do País mudou - ou está em vias de mudar - o governo finge que governa, mas no fundo, quem o faz é uma Troika vinda de terras estranhas e mais poderosas - e por isso, por muito que custe a Passos Coelho que até foi recebido apoteoticamente na Câmara, durante a campanha eleitoral, Valongo não vai ter nenhuma situação de excepção relativamente a erradicação da corrupção em que detém infelizmente,  um lugar cimeiro no "pódio". Vai ter de arranjar uma maneira de implodir as empresas municipais, vai ter de acabar com a esmagadora maioria dos vergonhosos ajustes directos, vai ter de cortar na componente salarial, vai deixar de fazer admissões - incluindo as de sobrinhos e afilhados do Dr Melo - e não está fora de hipótese, convém que todos tenham isso bem presente, a necessidade de despedir pessoas!

E isso vai doer, oh se vai!

Mas o pior de tudo, é que não vai doer só aos que merecem sofrer essa dor. Vai doer também àqueles a quem a Câmara habituou - e neste caso bem - a receber ajuda, sobretudo aqueles que dela necessitam e que imaginamos sejam a maioria dos que a ela têm recorrido!

A Câmara de Valongo está falida! Não ainda de portas encerradas e letreiro nos vidros da entrada, mas falida de facto e nem a omeleta mais simples consegue fazer-se sem ovos ou a mais pobre das sopas dos pobres se consegue confeccionar sem um mínimo de ingredientes para além da água...

Quem acreditou no Dr. Melo e no seu "projecto", quem acreditou no "bem falante" Dr. Arnaldo Soares e no seu "discurso redondo", vai finalmente e da pior forma possível, descobrir que "apostou no cavalo errado"!

(E já agora, se "destaco" de entre os restantes "executivos" o nome do Dr. Arnaldo Soares, é porque grande parte dos (actuais) desvarios têm a sua indisfarçável mãozinha - ele que foi para a Câmara com uma incumbência muito especial por parte do lobby da especulação imobiliária bem conhecido em terras de S.Vicente de Queimadela - a nossa cidade de Alfena - perito na chamada "técnica das escrituras sequenciais" em que o bem transaccionado se valoriza de forma exponencial sem que as cadeiras da Conservatória cheguem a arrefecer).

Tudo isto, por mais estranho que pareça, não vai deixar nenhum valonguense a dar pulos de alegria: porque podia ter sido evitado, podia ter sido travado nas últimas eleições!

Podia, mas não foi...

 

publicado às 13:06

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