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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

"MICRO PERCURSOS" MATINAIS - UMA FORMA DIFERENTE DE RECARREGAR BATERIAS......

Seja porque hoje o dia se apresenta "com cara de poucos amigos" e a contradizer o calendário, seja por qualquer outra razão que me escapa, não recebi nenhum pedido do género "vamos dar uma volta, ver o mar, ouvir as ondas, sentir a brisa salgada no rosto, cansarmo-nos quanto baste num qualquer percurso pedestre?"  - dos muitos que (felizmente) já existem ao longo de extensos segmentos da nossa orla marítima de norte a sul do País...

É verdade que grande parte das Câmaras têm esbanjado uma fatia significativa dos seus orçamentos a realizar obras de fachada, a construir rotundas a seguir a outras rotundas, a erigir estátuas e outros monumentos de homenagem póstuma a quem por mais que se tente, não se consegue descortinar merecimento bastante para justificar tal esbanjamento de dinheiros públicos.

É verdade, mas também se pode constatar que algumas ao mesmo tempo - ou apenas - têm feito obras válidas e úteis. E nestas, incluem-se sem margem para dúvidas, os muitos quilómetros de requalificação da nossa orla costeira.

Mas voltemos atrás...

Hoje na ausência das tais solicitações do costume nesta altura do ano, apeteceu-me aproveitar a manhã, fresca por sinal, para passear os olhos e percorrer - são apenas umas escassas dezenas de passos -  o meu micro quintal com mais atenção, ver na laranjeira solitária as laranjas que ainda restam da produção anterior, dividindo os ramos com as que estão a crescer.

Decidi com base em recomendações dos anos anteriores, que tenho que atacar - como eu detesto ter de reconhecer a inevitabilidade do uso de certos químicos! - uma praga que está a provocar "sofrimento" à árvore e aos próprios frutos em desenvolvimento.

Depois dediquei alguma da minha atenção à tangerineira e ao limoeiro...

Aqui, não detectei nada de preocupante e por isso, cumprimentei-os e passei à frente - ao pé de maracujá que me vai prodigalizando já há algum tempo e a um ritmo aceitável os seus frutos saborosos e muito disputados cá em casa.

De caminho, olhei de relance para as poucas dezenas de couves galegas que me possibilitarão lá mais para o final de Outono e durante o inverno uns quantos caldos verdes ou mesmo umas vulgares sopas à boa maneira portuguesa com o indispensável naco de presunto - estas devidamente espaçadas no tempo mais por força deste último componente que pelo efeito das inofensivas e saborosas leguminosas.

Subi ao terraço sobre a garagem onde a dona e senhora do espaço aéreo é uma videira de uvas "americanas". Sento-me por breves momentos no banco de jardim - aqui perfeitamente deslocado em termos estéticos, mas prodigalizando descanso equivalente - inspiro a plenos pulmões o cheiro característico dos frutos sobre a minha cabeça. Hoje não me apetece "correr riscos" na habitual - e também desigual - disputa com as centenas de abelhas que todos os anos se acham com direitos iguais aos meus a desfrutar dos mesmos.

Confesso que ontem lhes preguei uma pequena "rasteira": quando já era quase noite escura e elas já se haviam acolhido ao seio do respectivo enxame, fiz uma breve incursão e colhi a quantidade suficiente para dois dias de consumo moderado - temos também aqui, no caso das uvas "americanas" de as consumir com a necessária moderação.

Terraço, sombra, brisa fresca vinda de norte, obrigaram-me abandonar a posição estratégica e a rumar desta vez ao micro jardim - cá em casa, os espaços exteriores - quintal e jardim - são ambos do tipo micro (a classificação é da minha inteira responsabilidade).

Mesmo assim e apesar da referida característica micro, os cerca de 40 metros quadrados de relva, ainda conseguem acolher - para além de duas japoneiras médias, um pé de  estrelícias, uma sica e mais um ou dois arbustos ornamentais - a minha preferida do momento: uma oliveira centenária, este ano, excepcionalmente carregada de frutos, os quais em devido tempo e utilizando o mesmo processo que me foi transmitido por quem já partiu, não sem antes me ter ensinado, entre tantas e tantas outras coisas úteis, a "técnica caseira de curtir azeitonas", me vão possibilitar pela primeira vez desde há muitos anos, executar a operação a uma escala relevante - o ano passado, a "experiência" confinou-se a cerca de duas dúzias de frutos (!) tantos os que, por razões que me escapam, ela pôs à minha disposição....

E pronto, neste vagaroso deambular dei por mim com carga suficiente nas baterias, para transformar em texto o resultado das minhas observações e - respondendo ao apelo subliminar da "mensagem odorífera" inconfundível que me chegava dos lados da cozinha (desta vez vou-me antecipar ao chamamento da "patroa") - dei por findo o percurso, não sem antes e involuntariamente,  ter feito a comparação entre o resultado do mesmo e aquele que teria obtido no mesmo espaço de tempo, esparramado em dois metros quadrados de toalha, disputados com os vizinhos do lado num qualquer areal à beira mar ou à beira rio...

 

 

publicado às 11:39

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