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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

5º FEIRA: REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA - O REGRESSO DO GARIMPO DE ALFENA (OU VALONGO?)

Férias gozadas, baterias   recarregadas, parece que os nossos autarcas executivos - a avaliar pela ordem de trabalhos da próxima reunião pública de Câmara (5ª feira pelas 10 horas) - regressaram com o "gráfico" da carga no pico máximo...

Dispenso-me de anexar a cópia da mesma, tal a sua extensão e aridez em termos de assuntos relevantes - mas sobretudo, porque disfarçado no meio de tantos assuntos, existe um que, vá-se lá saber porquê, me fez acender uma série de luzinhas de aviso aqui no meu "painel de controle" (ver recorte ao cimo).

Ora bem...                                                                                           

Do que se trata afinal, ao que parece,  é de que os nossos investidores da "zona Industrial de Alfena" (a tal que se calhar já nem é de Alfena mas sim de Valongo e de Sobrado) têm a clara intenção de contornar a "dificuldade" resultante da publicação da Portaria 260/2011 de 1 de Agosto, que dando embora "luz verde" à maioria das pretensões dos mega investidores do (antigo) garimpo de Alfena, remete a aplicação prática das mesmas para depois da publicação da alteração do PDM que ainda anda às voltas no espaço intergaláctico.

Até lá, vigora o actual PDM, pelo que este ponto 5 e último da ordem de trabalhos mais não é senão o regresso ao velho assunto já chumbado por mais que uma vez em reunião de Câmara - para já, tentando aprovar a abertura de um período de discussão pública, para depois, regressarem (de novo) com o mais que massacrado pedido de excepção ao PDM.

Portanto, como dizia o outro "quem porfia mata caça" e o gabinete Dr. Arnaldo Soares & Associados (ou vice-versa) vai tentar um terceiro round (ou o quarto, que já lhes perdi a conta...) para reactivar a actividade de garimpagem, agora que os metais preciosos, sobretudo o ouro, estão em alta nos mercados.

Vão estar com o coração dividido (!) e a sangrar - ele que é um alfenense dos "sete costados" e mais o seu sucessor e continuador do projecto de transformar Alfena numa terra óptima para obter bons retornos para os investimentos - e bons retornos, significam por enquanto e no presente, multiplicar pelo menos por 10 o valor investido, dado que quanto ao futuro e devido à sua incompetência, tudo indica que os "royalties" vão ser pagos a Sobrado (ou Valongo, que também já me perdi nas diversas versões dos limites que vêm sendo reivindicados por cada uma das freguesias)...

É óbvio portanto, por todas estas razões e mais umas quantas que me dispenso de referir,  que o factor multiplicativo 10 vai falar mais alto do que o seu "amor incontestado" a Alfena (!)

Pior ficam todos aqueles que após secessivos assédios dos "testa de ferro" começaram a vender terrenos com pinheiros e eucaliptos "ao preço da uva mijona" - direi mesmo que vão ficar "pior que estragados" ao ver a velocidade com que as referidas plantas vão ser substituídas pelo gigantesco garimpo de onde brotarão, qual nascente de águas cristalinas, toneladas e toneladas de metal reluzente - tão reluzente que estou em crer que alguns dos "indrominados" quase ficarão cegos (de raiva).

Resumindo e concluindo, agora começamos a perceber porque é que a revisão do PDM demora tanto a sair:

É mais "rentável" - sobretudo agora em que a CCDR-N já deixou de impedir o garimpo - fazer alterações pontuais ao anterior e manter o novo em "banho maria" o máximo de tempo possível.

Para haver coerência por parte da oposição - Coragem de Mudar e Partido Socialista - este assunto só pode merecer a mais viva reprovação, se não agora na abertura do período de discussão pública, pelo menos aquando da discussão da proposta de excepção!

Querem garimpo? Então façam-no de acordo com a Lei: iniciem o "trabalho de parto" dando à luz o novo PDM e depois, conforme estabelece a Portaria já citada, quais mães africanas a executar as lides rurais, ponham o "bebé" às costas e lancem-se lá na garimpagem, mas sem habilidades saloias nem cantigas de embalar meninos - que é aquilo que o arquitecto Victor Sá (incumbido pelos seus superiores, evidentemente) tenta fazer na instrução desta proposta que agora vai ser presente à reunião de Câmara.


PS: Faltou só dizer - vejam lá a minha desatenção! - que este futuro pedido de excepção ao PDM, se baseia num PIP (pedido de informação prévia) apresentado pelo grupo Jerónimo Martins, para a construção de uma plataforma logístico/industrial (!) que promete criar cerca de 400 postos de trabalho - Sócrates foi mais ambicioso: prometeu 150 mil, o Grupo Trofa Saúde um "pouco menos", com a construção do Hospital privado de Alfena.

Por enquanto, o primeiro criou "postos" negativos (ou desemprego para os menos habituados a esta terminologia) e o segundo, veremos agora em Novembro aquando da inauguração (?)

 

publicado às 14:24

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