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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A EUROPA E O "FENÓMENO MERKOZY"...

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Alemanha e França defenderam hoje um novo tratado europeu, «mais forte», para todos os 27 ou apenas os 17 da zona euro, e «sanções automáticas» para os países que não respeitem o limite ao défice de três por cento do PIB. O novo Tratado seria redigido até Março de 2012" - SOL-hoje


E andamos nós a reboque deste directório de sorrisos de "plástico" afivelados em poses que não ficariam nada a perder numa qualquer revista cor de rosa, enquanto falam de coisas sérias e às vezes muito tristes - como sejam a fome dos povos de que se auto nomearam representantes (?) sem que ninguém lhes tivesse atribuído esse estatuto, as suas carências, as suas privações dos direitos mais básicos...


A Alemanha pelos vistos, tem memória curta e esquece-se da ajuda de que necessitou para se reerguer a seguir a II grande guerra. "Do mais pequeno", pouco pode ser dito a não ser que nos remete para uma figura triste na história do seu grande País - pequeno Pétain sem farda mas com subserviência quanta baste.


Esquecem-se os dois, que neste "clube" que por enquanto, tem 27 sócios, não são apenas os pobrezinhos que têm "beneficiado" com as ajudas dos fundos estruturais. Quem tem lucrado de facto, tem sido o grande capital especulativo que dita os juros dos empréstimos, as grandes empresas alemãs - e também francesas e de outros países altamente industrializados - que impuseram aos pequenos que se autodestruíssem (agricultura, pescas,indústria de construção naval...) para que eles conseguissem escoar a sua produção.


Para sermos claros, este é apenas um dos métodos - o menos agressiva apesar de tudo - de evitar as guerras:

A grande indústria só tem duas formas de continuar a ganhar dinheiro: obrigando "democraticamente" os países pequenos a comprar-lhes a produção, ou promovendo as guerras, que é a alternativa restante para colocar os seus produtos, recorrendo às ramificações e ao grande poder de lobby que desde sempre exercem no aparelho militar!


Por isso, é que quando ouço falar em "perda de soberania" a propósito da hipótese de nos imporem um limite ao endividamento através das constituições nacionais, ou mesmo na perda do direito de voto como castigo pelos pontuais incumprimentos, como também já foi falado, apetece-me rir - se a coisa não fosse mais para chorar.


É que nós já perdemos quase toda a soberania de que dispúnhamos ao abdicarmos do poder de controlar fronteiras, de termos a nossa indústria de pesca, a nossa frota bacalhoeira, a nossa indústria têxtil a nossa conceituada construção naval, a nossa agricultura e sei lá que mais!


E o pior de tudo, é que "desmontamos o estaleiro" há tempo demais, para conseguirmos pôr tudo a funcionar de novo, fora do Clube. Se vier a tornar-se inevitável, vai demorar tempo e provocará muito choro e ranger de dentes. Será que as rotativas da Casa da Moeda ainda funcionam? Será que os barcos ainda flutuam, os tractores ainda arrancam e serão capazes de lavrar a terra?


Será por outro lado, que as "necessidades" consumistas artificialmente induzidas no Povo que somos, conseguirão resistir ao apelo dos produtos resultantes da grande evolução tecnológica que nos chega de fora, mas que de certa forma, já fomos nós próprios a custear, para depois na fase seguinte, os pagarmos de novo na loja da grande superfície onde o mesmo aparecerá disponível, apelativo, incontornável?

publicado às 18:00

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