Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

SOMAR PARA (MELHOR) AJUDAR...

Apesar de algo longo, acho que há uma parte do meu post anterior que merece um pouco mais de desenvolvimento: aquela em que abordo a componente do trabalho autárquico relacionada com os apoios sociais às populações.

Dizia-me o amigo Sr. Silva Pereira há pouco, no comentário que me deixou ao referido post:

 

"(...) O poder político foi sempre invejoso da acção social que, geralmente de modo espontâneo, surgia nas comunidades e que é, actualmente, representada pela actividade das IPSS, as novas Misericórdias, pelo menos ao nível da freguesia.
E isto porque a sua legitimidade apenas deriva do voto e não do serviço desinteressado. Os apoios, neste campo, que se foram estendendo a outras áreas - associações de caracter cultural, recreativo e desportivo - transformaram o poder político numa espécie de "agência de eventos" - veja-se, a propósito, os sítios da Junta e da Câmara, de onde a política está arredada ou, no mínimo, bem escamoteada, ou, ainda, de acesso condicionado. Isto é exactamente o oposto do que deve ser o poder Local.
Mudança urgente, precisa-se, pelo menos de atitude, tanto mais que é o escasso dinheiro de todos que está em jogo. (...)"

 

Infelizmente, desde há muito que todos nós convivemos com esta triste - e ridícula também - realidade que se traduz numa espécie de disputa entre aqueles que dispondo de diferentes tipos e níveis de meios - autarquias locais que utilizam meios próprios reservados nos respectivos Orçamentos e também, mas em menor parte alguma ajuda benévola que vão conseguindo captar, ou de Instituições de solidariedade há muito implantadas no terreno e genericamente designadas por IPSS, que se suportam em grande parte nas ajudas de carácter benévolo que vão recebendo das populações mais solidárias por um lado e em protocolos estabelecidos com a Segurança Social por outro e que dessa forma lhes reconhece maior capacidade na optimização dos recursos com base num conhecimento mais próximo das realidades locais o que à partida representa sempre "ganhos de escala" significativos.

 

Em Alfena, vimos desde há muito a denunciar a política da caridadezinha praticada pela respectiva Junta - denúncia a que a Câmara também não escapa - porque sabemos quais os verdadeiros (e nem sempre suficientemente escondidos) objectivos de quem a pratica e quais os resultados que espera vir a obter como "retorno".

 

Aqueles a quem estas críticas são dirigidas, armam-se quase sempre em "vitimas" e pior do que isso, utilizam invariavelmente as verdadeiras vítimas como "armas de arremesso" contra quem lhes critica a forma de prestar apoio.

 

É uma reacção normal e esperada de quem mais não faz do que defender pequenos feudos que em períodos eleitorais lhes hão-de garantir ganhos significativos em termos de votos. Quem reage assim, sabe que a parte das ajudas que gere, vindas ou do erário público ou de apoios institucionais que consegue arrebatar àquele que deveria ser o bolo geral, não é de forma alguma desinteressada, não representa em termos de escala o mesmo ganho que representaria se fosse disponibilizada através das IPSS - no nosso caso concreto o Centro Social e Paroquial de Alfena - essas sim verdadeiras especialistas e também verdadeiramente distanciadas da parte menos nobre da política.


Por cá, chegamos ao ponto da disputa mesquinha entre Câmara e Junta, neste caso concreto, na área da dinamização cultural - e não importa aqui sequer saber quem tem mais ou menos razão - por causa da gestão de uma Escola Senior e de uma Academia Senior que parece que concorrem entre si!

 

Entretanto, continuam a ser investidos meios materiais e humanos que são sempre escassos, nestas pequenas "quintinhas", em vez de os utilizar para celebrar ou reforçar protocolos com quem sabe fazer melhor, porque o faz há imenso tempo,  na nossa terra.

 

Entretanto, continuamos a assistir à estranha miscelânea entre o papel desempenhado por uma Associação criada no âmbito da Junta, mas agora tem caracter privado, a quem foi atribuído recentemente o estatuto de IPSS - a AVA - e o pelouro social da Junta, os dois e concerteza por mero acaso, sob a responsabilidade da mesma pessoa que faz parte do executivo.

 

Entretanto, sempre que alguém pergunta sobre o tipo de protocolos estabelecidos nesta frente de trabalho e sobre o respectivo acompanhamento e nível de execussão dos mesmos, é olhado com desagrado, como se sindicar a utilização correcta dos meios destinados às ajudas sociais, fosse uma espécie de "defesa da sua extinção"!

 

Que tal e já que a AVA existe e tem até ao momento ao que nos dizem, desempenhado um papel meritório, especializar-se verdadeiramente no tipo de ajuda que quer e deseja prestar: deixar os apoios domiciliários e a ajuda alimentar, seja na forma de géneros seja na forma de refeições confeccionadas, para quem já o faz e bem, reforçando-lhe o nivel das ajudas, devidamente protocoladas - o CSPA - ponderando em contrapartida, o aproveitamento de todas as sinergias, na criação, na formação e na dinamização de um banco de voluntários divididos por especialidades, ajuda que às vezes representa um verdadeiro e significativo apoio para quem dele necessita e não dispõe de capacidade financeira para recorrer ao mesmo em termos de mercado de trabalho - electricistas, picheleiros, carpinteiros, serralheiros, pintores, etc. - a exemplo do que já vem sendo feito noutras autarquias?

 

Sendo a ajuda sempre escassa face ao agravamento das necessidades, ninguém tem o direito de dividir todos têm o dever de somar!

 

 

publicado às 22:39

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D