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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

CÂMARA DE VALONGO - DESLIGUEM A MÁQUINA!

Foi deprimente, foi desprestigiante para a Câmara, foi tudo aquilo que quisermos adjectivar em termos negativos, o que hoje se passou na Câmara de Valongo. E bastaram dois assuntos apenas para transformar a reunião ordinária, numa ordinária reunião:

Primeiro:

Fernando Melo começou com uma explicação requentada sobre a acusação de favorecimento da ex nora na sua passagem irregular ao quadro, precisamente na véspera de perder as funções delegadas, sem ter sequer um relatório de avaliação do estágio senhora, por parte do júri - "quando foi enviado o aviso para publicação no DR, já não existia nenhuma afinidade comigo, uma vez que o divórcio com o meu filho, já tinha ocorrido há cerca de um ano". Depois passou àquela encenação lamentável da última reunião por parte da chefe de divisão de recursos humanos (que andou fora e dentro à procura de um relatório que nunca existiu) com a única finalidade de o apoiar na sua afirmação em sentido contrário: que o referido relatório de avaliação do júri existia e estaria apenas mal arquivado, dizia a senhora, sabendo que estava a mentir à Câmara, até porque fazendo ela própria, parte do júri, não havia como não saber!

"Afinal, o relatório não estava mal arquivado, porque nunca chegou a ser elaborado" - disse hoje por outras palavras Fernando Melo.

E passaria à frente no assunto, se não fosseCoragem de Mudar exigir de imediato que fossem retiradas consequências desta mistificação:

a) A anulação do aviso no DR;

b) Instauração imediata de procedimento disciplinar contra a chefe de divisão, por falta de lealdade para com a Câmara, fugindo à verdade relativamente a um assunto em que só poderia estar bem informada, uma vez que como já foi dito, integrava o respectivo júri.

Melo ainda tentou empurrar o assunto para uma consulta ao gabinete jurídico, mas não houve volta a dar, foi mesmo decidido instaurar um processo disciplinar à senhora.

Lamentável!

Segundo:

O executivo minoritário volta a atacar com o processo da plataforma logística do grupo Jerónimo Martins. Desta vez com o pretexto de um convite feito aos grupos representados na Assembleia Municipal para se desloquem a Lisboa (amanhã) para uma visita à sede do grupo seguida de uma reunião de trabalho em que este tentará convencer os Deputados - e pelos vistos alguns Vereadores - das vantagens do investimento - e tanto quanto sabemos, tudo a expensas do promotor - para tratar de um problema de Alfena.

Não me custa nada acreditar, que no fim da profícua reunião de trabalho, possam sair todos de lá com um "cabaz de produtos seleccionados Pingo Doce" - quiçá até um pacotinho daqueles "chás holandeses" que por aqui ainda não são de venda livre...

Como disseram Pedro Panzina e Maria José Azevedo, o problema que se relaciona com o alegado projecto da Jerónimo Martins, está muito a montante e reside no famoso "caso de polícia" que envolve o ex Vereador José Luís Pinto e o grupo Novimovest, onde se tudo tivesse corrido de feição, teriam sido gerados 16 milhões de euros de lucro líquido que passariam a leste - ou a oeste, se quisermos - da Câmara.

Foi apresentada por isso uma proposta de resolução por parte da Coragem de Mudar, para que a Câmara tomasse a iniciativa do processo, o condicionasse à alteração do PDM e comunicasse ao coordenador do grupo de acompanhamento do processo de revisão daquele instrumento, para que considerasse o assunto da plataforma logística, como um assunto em aberto no referido processo de revisão.

Sujeita à votação ponto por ponto, o que se verificou é que a representação do PS, voltou atrás no tempo e considerou "útil ir a Lisboa -  E mais, valorizou muito a ideia do investimento, nesta altura de pobreza do País, em que todos os postos de trabalho são bem-vindos". Absteve-se por isso, como vem sendo habitual desde o tempo de Pilatos, acto que mereceu os maiores elogios do Vereador ambulante Arnaldo Soares, que durante a intervenção do Vereador PS, não se fartou de agitar a cabeça no sentido vertical e  que já antes desta intervenção tinha feito um discurso de fazer chorar as pedras da calçada, lembrando o trabalho que ele e os restantes elementos da brigada de garimpeiros alfenenses tiveram que levar a cabo para limpar o terreno de tudo que pudesse dificultar o acesso ao ouro.

Chegou mesmo ao gesto enternecedor de se voltar directamente - olhos nos olhos - para a representação do PS e apelar ao seu sentido de cidadania, revendo a sua posição nefasta de 15 de Dezembro.

Lamentável mais uma vez - principalmente para o PS!

Parece portanto que para este Partido, deixou de ser importante que devam existir regras semelhantes para todos os investidores e que inclusive, terá deixado cair aquela questão do "caso de polícia", estando-se por isso a borrifar - o termo é meu - para o facto de o negócio cheirar mal ou bem, desde que renda alguns empregos e desde que não se deixe fugir o Jerónimo, nem que seja para a freguesia ao lado - Campo - onde não seria difícil encaixar o investimento se a Câmara se empenhasse nisso. Só que a Novimoveste já repartiu demasiado dinheiro, para agora desistir e deixar fugir este segundo investidor.

Lamentável mais uma vez!

Valongo está como podemos ver, perfeitamente "entregue aos bichos" e só irá a algum lado - a algum lado que interesse ao Povo de Valongo - quando mudarem todos os protagonistas verdadeiramente relevantes naquilo que tem sido o avolumar desta tragicomédia verdadeiramente deprimente.

Pelas notícias que vamos acompanhando, parece que o PS se começa a Perfilar como um Partido de Poder para Valongo. 

A pergunta que se impõe é: Com este PS? Com esta postura de frágil haste de bambu ao sabor de todos os ventos? Com esta ausência de uma verticalidade, de rigor e visivelmente permeável face aos amigáveis acenos de cabeça dos procuradores dos donos do dinheiro?

Um Partido a duas velocidades - uma interventiva, substantiva, crítica, a nível da Assembleia Municipal e outra,"amorfa, sim senhor, abstencionista", a nível da Câmara, não é um Partido com dimensão suficiente para merecer o poder, a não ser - e isso teria graça - que resolvesse concorrer em duas frentes separadas: Câmara e Assembleia Municipal!

 

publicado às 20:40

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