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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

DIMENSÃO HUMANA - INVERSAMENTE PROPORCIONAL À REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL...

Pobre País que tem de conviver com a desdita de se ver representado por alguém de quem se esperaria uma dimensão humana e política próxima ou tendencialmente aproximativa da dos seus maiores - que isto de ser supremo de qualquer coisa, significa muito pouco e às vezes até se resume quase só à continência das tropas em parada, respeitadoras no gesto, mas indignadas por dentro, face à obrigação de prestar vassalagem a figuras que não se dão ao respeito, mas apenas o sabem impor.

O País real sufoca minado, roído por dentro, despojado, roubado, vendido ao desbarato em leilões iguais àqueles onde se vende a casa confiscada pelo banco o automóvel cuja prestação deixou de ser paga ao stand, a courela abocanhada pelo fisco porque o IMI deixou deixou de chegar com a regularidade pendular dos 365 dias do ano.

O País real, aquele que ainda consegue, depois de muito mendigar, obter a espécie de taluda que hoje representa a obtenção de um emprego com horário das 8 às 18, 5 dias por semana e mais uns bocados extra não remunerados ("se quer quer, se não quer há mais quem queira") em troca do salário mínimo mais pequeno da Europa - este País que apesar destes números, ainda tem muita gente abaixo deste limiar de pobreza, descobriu ontem que tem de se quotizar para reforçar a "mísera" reforma de cerca de 10 mil euros que a nossa versão de sua majestade aufere por cada período de 30 dias em que contempla do alto do seu trono a fingir, o trabalho dos seus modestos súbditos.

Ontem ao ouvi-lo lamentar-se perante os jornalistas da dificuldade com que se debate para pagar ao merceeiro, ao senhorio, à EDP, à mulher a dias - que com a vida social que o casal tem, não lhes deve sobrar tempo para o aspirador e o pano do pó - ficou-me a dúvida apesar de tudo razoável, sobre se terá sido a tirada que lhe saiu canhestra ou se foi mesmo e só, gratuita e provocatória insensibilidade humana.

Está bem que fisicamente, já não vai para novo, a cabeça já não é o que era, mas há por aí muitos ilustres centenários, incapazes de proferir tamanha canhestrice com o ar mais sério do mundo.

Já não bastou andar a proteger durante anos os muitos ladrões que por aí se pavoneiam - já sei que "até à sentença ser ditada e transitar em julgado, são todos inocentes!" - para agora ainda se dar ao desplante de não se coibir minimamente mencionar as tais poupanças que agora o ajudarão a equilibrar o orçamento, embora tenham (algumas) sido provenientes de actos ilícitos praticados pelos tais "presumidos ladrões", resultado de informação privilegiada - "compre agora tudo que puder" e passado algum tempo, mercê de um providencial e oportuno segredar de uma voz a meio de um sono reparador "venda tudo rapidamente!"

Cavaco Silva é pequeno demais para a dimensão do País e é-o já desde a sua fase de governação, onde o monstro começou a ser alimentado, foi-o durante todo o percurso que se seguiu, enquanto o monstro foi crescendo em volume e perigosidade, até atingir a preocupante dimensão de predador que agora nos devora o corpo e a alma.

Cavaco Silva pode não conseguir viver dignamente com 10 mil euros mensais, mas tem sempre bom remédio: emigrar como o fazem tantos súbditos bem mais merecedores de ficar por cá nem que fosse para ganhar apenas um terço desse valor!

publicado às 11:37

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