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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

MUNDO DE MERDA!

 São tempos de dúvida (e de revolta) estes em que me movo: algemado, manietado, amarrado à pendular ditadura dos analógicos ponteiros ou da digital precisão dos números de um qualquer, inevitável e omnipresente relógio…

Indica-me a sua alegada infalibilidade, que é tempo de viver o descanso, de dormir, de me libertar da realidade que me pretende bem acordado para que eu não possa alegar que não reparei nela! Porque não sinto então a força a motivação e a vontade para obedecer e teimosamente insisto nesta vigília noite dentro - mesmo quando não encontro nessa realidade, razões apelativas para esta resistência?
Há razões que a razão desconhece para que eu prefira estar acordado a maior parte possível das vinte e quatro horas disponíveis, quando o mais salutar seria provavelmente tentar hibernar e regressar daqui a um par de séculos a ver se isto entretanto melhorava! Porém não o faço - não posso (hibernar...) e nem sequer tento perceber porque não o tento
E porque o tempo de vigília é talvez demasiado – quase sempre superior ao daqueles que gravitam à minha volta - sobram evidentemente minutos, que somados resultam em  horas mais que suficientes para me questionar sobre o contexto em que me insiro:
Descubro por exemplo, que gosto de viver num País onde apesar de tudo, consigo dizer no meio da rua e em voz alta (se me apetecer) que os actuais governantes, os anteriores e quase de certeza os próximos são, foram e serão seguramente uma merda, sem correr riscos de ser preso! Quando muito haverá uma data de pessoas a chamar-me maluco (ou pelo menos a pensar que o sou…)
Descubro ainda, que gosto de viver num País onde posso se me der na real gana questionar em público a sanidade mental dos nossos governantes, quando decidem sobre a vida de todos nós, melhor dizendo, sobre a maneira como nos lixam a mesma e ainda por cima se auto-convencem que nos convenceram em relação aos benefícios que advirão para todos do facto de eles estoirarem os milhões de milhões de Euros previstos para a construção do TGV, do novo aeroporto de Alcochete, da nova ponte sobre o Tejo e de mais uns quantos “elefantes brancos”!  Adoro poder gritar “cambada de anormais!” sem ter a polícia à perna...
Mas depois, descubro também  – sou induzido a isso pelas notícias que vão pingando do canal noticioso da TV a que me esqueço sempre calar o bico enquanto leio ou navego na parte útil da Net – que afinal, nesta espécie de balanço entre o deve e o haver, a parte esquizofrénica, criminosa, assassina, mafiosa dos donos do mundo, dos novos senhores da guerra, incluindo muitos que nos são próximos (histórica e linguisticamente falando) se vai alargando cada vez mais e que o número daqueles que não sendo propriamente criminosos na verdadeira acepção do termo  (e estes, territorialmente bem próximos) também aumenta e aumentando, nos rouba também  uma parte cada vez maior do quinhão que não lhes pertence de todo.
E descubro ainda (porque o som continua a pingar da TV) e  porque os media seleccionam sempre essa parte das notícias para os “títulos dos jornais que iremos ter nas bancas de  amanhã” que alguém matou alguém – em Portugal ou no mundo – sem motivos conhecidos ou aparentes, mas apenas porque lhe apeteceu…
Descubro (ouço) que em Portugal ou no mundo, alguém espancou, violou ou matou (ou as três maldades juntas) uma criança, sem qualquer razão – que neste caso nunca pode existir uma razão! – só porque era dia de praticar o mal…
E é aqui que geralmente me rendo à repetitiva insistência do relógio: Se não posso mudar o mundo, se não posso substituir as sinistras figuras que o governam, se por último não posso hibernar, ao menos vou tentar umas cinco ou seis horas de alheamento!  
publicado às 18:39

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