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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

CÂMARA DE VALONGO - ARGUIDOS E "NINHOS DE MARIMBONDOS" -

Neste País de arguidos por tudo e por nada - e às vezes pelos dois motivos - existe um certo tipo de humanóides que interiorizaram a ideia de que o Ministério Público é uma espécie de "bicho papão", de "velho do saco" para assustar meninos e que a simples apresentação de uma queixa-crime contra quem quer que seja que os incomoda, seja porque assobia alto demais, seja porque os chama de doutores quando não o são ou vice versa, seja porque o seu carro anda mais rápido que o deles, ou qualquer outro motivo fútil equivalente, vai fazer o milagre de silenciar os melgas.

Nada de mais errado, porque quando os que incomodam o fazem por motivos relevantes e os incomodados estão na posição de prevaricadores, o efeito conseguido é normalmente o inverso do pretendido.

Neste momento, o autor deste blog está "notificado na condição de arguido" para prestar declarações nos Serviços do Ministério Público de Valongo.

Supuseram os conselheiros jurídicos do Dr. Fernando Melo, que a recepção da intimação referida, constituiria medida bastante para silenciar o incómodo zumbido deste blog. Supuseram mal! E o pior, é que provavelmente garantiram ao velho dinossauro que seria isso que se iria passar, o que seguramente o tranquilizou, fazendo com  que até dormisse melhor na noite a seguir àquela em que lhe disseram que a notificação já tinha sido entregue.

Foi apenas mais uma das muitas maldades que lhe fizeram, pois eles deveriam saber - porque mais experientes nesta área da psicologia social e das reacções comportamentais - que no dia seguinte, a desilusão do senhor seria inevitável.

Constinuindo esta acção uma perfeita cretinice dirigida contra o autor do blog - só porque incomoda e faz aliás parte da Direcção de um Grupo Independente cujos eleitos também têm incomodado quanto baste, a reacção do mesmo não podia ser outra que não fosse a de reforçar ainda mais o nível da sua intervenção cívica passando a escrever ainda com mais ânimo sobre o estado de decadência a que a vida da nossa autarquia chegou e sobre os negócios pouco claros que por ali se praticam - às vezes até eu me surpreendo com a forma soft que às vezes dou aquilo que escrevo...

Portanto, o autor deste blog - um "blog com tomates" - não teme as Instituições do Poder Democrático como é o caso do Ministério Público, antes pelo contrário, só pode é desejar que elas actuem e tudo que possa fazer para as ajudar na nobre missão de fazer funcionar a Justiça e assegurar a legalidade que tanto vai rareando por terras de Vallis Longus, só lhe dará imenso prazer.

Já quanto àqueles que se aventuram em denúncias caluniosas, esses sim, talvez possam ter sérias razões para temer um Poder Democrático actuante, justo, sério e isento!

Quem se foi dando ao luxo de ao longo dos anos ir construindo casas com telhados de vidro, de vender (ou degustar) gordos cabritos, sem cabras ter, de exteriorizar sinais que para os mais atentos e perspicazes, indiciam tudo aquilo que o Ministério Público tem todo o interesse em investigar e combater esses sim, têm todos os motivos e mais alguns para temerem o "velho do saco"...

Não sei se os jurídicos conselheiros do presidente Fernando Melo lhe terão falado - quando lhe contaram aquela parábola do "vigarista" - na hipótese que deve ser tida sempre em consideração quando se mexe em "caixas de marimbondos" (é uma expressão brasileira a que acho alguma piada, mas "ninho de vespas" também serve):

É que às vezes o resultado acaba por ser o inverso do pretendido, isto é, pode suceder "ir-mos à caça e sermos caçados" ou então - outra expressão bem portuguesa - "virar-se o feitiço contra o feiticeiro".

A todo o tempo poderão vir a constatá-lo!

Já agora e em jeito de remate final - ou nota de rodapé - um pequeno comentário sobre a reunião de Câmara de ontem da qual já aqui escrevi:

Numa obra ilegal construída por uma empresa de Alfena - obra essa "não licenciável" segundo as palavras do vice presidente - "está a decorrer um concurso público para encontrar uma empresa que proceda à demolição."

Chega de brincarem connosco! Esta desculpa é demasiado ofensiva para a nossa inteligência!

Para obras de milhões de euros, fazem-se ajustes directos. Para fazer um contrato de telemóveis com a OPTIMUS para o ano de 2012, no valor de 45 mil euros, fez-se um ajuste directo. Mas para proceder a uma demolição que poderá custar uns escassos milhares de euros ou até mesmo apenas umas centenas, se for feita com meios próprios da Câmara, para isso e porque se está a tratar com valonguenses amigos, é necessário recorrer ao formalismo do concurso Público!

Esta gente que nos governa não tem a noção do ridículo em que se coloca quando nos vem com esta argumentação verdadeiramente naive?

publicado às 14:18

2 comentários

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    cneves 30.03.2012

    Pois... Mas para isso, para que a Câmara siga os procedimentos legais, necessita em primeiro lugar de ser isenta, de tratar a todos por igual!
    E no que a este processo se refere - mas também ao outro que referi relacionado com um caso semelhante de Sobrado - o que a Câmara menos tem demonstrado é isenção. O de Sobrado, depois de uma ordem de demolição que chegou a ser emitida, marinou 4 anos até à legalização final.
    Assim não vale!
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