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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - UNS "ASSALTAM O POMAR" OUTROS VIGIAM O DONO...

Em determinada altura da vida deste blog - faz já bastante tempo - escrevia eu sobre os indícios vários de corrupção que muitos imaginavam constatar na actividade de nossa autarquia  - e sublinho indícios, porque a corrupção é sempre difícil quando não impossível de ser provada pelo cidadão comum, que não pode investigar, não pode interrogar, não pode recolher provas e por isso mesmo, nunca faz acusações - quando uma figura proeminente do executivo camarário se me dirigiu numa conversa informal para me pedir/avisar (ameaçar?): "por favor, não me misture nessas suas histórias sobre corrupção. Eu tenho família e preservo muito o meu bom nome e o dos meus. Este até é o meu primeiro mandato e como é óbvio, não tenho nada a ver com o que se terá passado para trás, por isso mantenha-me à margem disso tudo". Foi mais ou menos assim que a curta conversa se desenrolou.

Nessa altura, lembro-me de lhe ter dito algo do género:

Número um: Eu não andava a falar (a escrever) nem sobre casos concretos de corrupção, nem sobre ninguém em particular, porque se os conhecesse, teria o dever de os denunciar junto do Ministério público. Como é sabido, a corrupção - activa ou passiva - é dos crimes mais difíceis de investigar e provar e por isso é que muitos são os denunciados, poucos os julgados e menos ainda os condenados.

Número dois: No que à personalidade concreta se aplicava, a minha actividade bisbilhoteira era quase inexistente e foi isso mesmo que fiz questão de lhe dizer. Não porque o considerasse acima de ninguém, mas porque, como ele próprio tinha referido, sendo o seu primeiro mandato, é natural que o aparelho, numa natural precaução defensiva, ainda o fosse mantendo relativamente à margem dos negócios informais que na "casa grande de Vallis Longus" se iriam desenrolando.

Portanto, nunca falei, nem em relação a ele nem em relação a quaisquer outros, em casos específicos de corrupção, porque se o tivesse feito, faria parte neste momento do número razoável de pessoas que em Valongo, conhecendo casos concretos e possuindo provas credíveis dos mesmos, são tão corruptos como aqueles que a "Vox Populi" vai referindo, precisamente por não os denunciarem.

Limitei-me por isso a fazer eco da voz do Povo, Povo esse que tem até algumas expressões bem a propósito: "quem não quer ser lobo não lhe veste a pele", "Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és", ou ainda "não há fumo sem fogo" - entre outras, mas que naquele momento, achei sinceramente ser ainda cedo para que merecesse que as mesmas lhe fossem atribuídas.

A verdade, é que desde o momento em que se desenrolou esta conversa, à margem de uma das muitas reuniões públicas de Câmara, tanta tinta correu, tanto foi dito sobre a má fama de Valongo, tantas intenções foram anunciadas, no sentido de acusar Fernando Melo de gestão danosa, que se torna difícil para mim manter a mesma posição neutra sobre a figura proeminente do nosso executivo.

Admitindo que a "Vox Populi" não conseguiria manter o mesmo nível de intensidade, ou até mesmo superior, sem motivos que o justificassem, o que se esperaria, é que relativamente a muitos dos casos nebulosos - quase acusações - que vai relatando, se verificasse uma clara demarcação da proeminente figura em relação aos mesmos.

Já no meu tempo de miúdo se dizia - a propósito das nossas incursões "criminosas" nos pomares dos vizinhos para roubar pêssegos ou maçãs, que tantos puxões de orelhas mereciam os que trepavam à árvore para os colher, como os que ficavam a vigiar o dono do pomar.

Não sei se o actual vice presidente - sim, porque para quem não tinha ainda lá chegado, é dele que tenho estado a falar - olha para o lado apenas por mera coincidência no momento em que alguém eventualmente trepa à macieira, ao pessegueiro ou à cerejeira e nesse caso não existe nenhum motivo válido para que a "Vox Populi" diga sobre ele o mesmo que diz sobre os restantes, ou então, tal como aconteceu algumas vezes comigo, que não tinha muito jeito para trepar às árvores, sujeita-se ao mesmo número de puxões de orelhas que a mim me couberam, nos poucos casos em que o dono nos apanhou.

Para quem tem aspirações - anunciadas - a ser o futuro dono do pomar, não cai muito bem ser apanhado com a maçã já dentada na mão, sobretudo, quando do outro lado do muro de onde a mesma veio, não existe nenhuma loja de frutas mas um pomar com um dono vociferando contra o raio dos miúdos que acabaram de lha dar depois de pular o mesmo.

 

publicado às 13:59

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