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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

EPITÁFIOS PRÉ-PÓSTUMOS...

Nos termos do artº. 7º. nº. 3 da lei 0001/2012 de 8 de Abril (direito de resposta) - acabei de legislar sobre o assunto - e porque me considero um blogger responsável e respeitador da lei vigente - ainda que emanada de mim próprio - publico a seguir um texto de desagravo de um leitor descontente com o que tenho andado a escrever sobre a gestão danosa do nosso Concelho, praticada pelo Dr. Fernando Horácio, digníssimo presidente da CLCMV (Comissão Liquidatária da Câmara Municipal de Valongo):


"Este é O Nosso Presidente.

O Nosso Querido Líder!

Afinal, 2012 começa da mesma forma como terminou 2011. Valongo que nunca fora a capital do nada passou a ser o centro de tudo. A comunicação social após ter descoberto, neste paleozóico Concelho, um filão de notícias, está apostada – viciadamente apostada – em chatear tudo e todos. Já estou farto. Bastante farto!

E mais farto fico quando, por dar cá aquela palha, tentam, essas aves agoirentas, destruir e apagar dos Anais da História o mito de um homem que, só ainda não foi canonizado porque o grupo sanguíneo não é divinamente compatível. Este homem ímpar – assim conhecido por ganhar eleições em anos ímpares – é único, insubstituível e só se verga à casta da Barca Velha.

Este sim, é O Nosso Presidente.

Não basta um qualquer Tribunal de Contas vir por aí acima, como quem apanha o comboio para a Régua, e dizer que afinal de contas, contas feitas, ainda há contas por fazer. Assim não vale. Mais parece um ajuste de contas… e não um acerto de contas.

O povo, o povinho e o povão não dorme. Não é o Terreiro do Paço que nos vem dar a volta ao miolo e dizer mal de quem só fez bem. Deve-se a nós o provérbio que Para cá do Douro, quem reina quer ouro. E nós, orgulhosamente nós, sabemos quem temos: O Nosso Presidente.

Muito do que por aí dizem é verdade, verdadinha. Dizem que em 2009 foi um forrobodó. Que novidade. Como se não soubéssemos. Em 2009 – ano de eleições, ano de soluções – O Nosso Fernando Melo autorizou o pagamento de 11,979 euros em refeições. E não é de autorizar? Dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, é crime? Precisa de justificação? Numa Câmara de Excelência, onde tudo está feito e corre às mil maravilhas, porque não aproveitar o tempo em almoços e jantares?!. Não é necessário alimentar a alma e revitalizar o comércio local?

Têm os senhores jornalistas a distinta lata de dizer que os ditos cujos almoços e jantares, alguns foram pagos mediante facturas em que o Município “não é sequer referido como cliente”. E precisa? Para quê gastar tinta em tempo de crise? Então os clientes não são sempre os mesmos? Repetitivamente, os mesmos? Basta colocar Idem e mais nada. Dizem, à boca cheia, que as “despesas com refeições tem de ser, por lei, previamente autorizado… e ser demonstrado o interesse público”. E não foi? A lei não é O Nosso Melo? E alguém, que tenha um naco de testa, contesta a utilidade e o interesse público de comer? Será que comer é um interesse privado? Quem disse isso, foi a Troika ou a Maçonaria? É por estas e por outras que, não deixando o homem, nem comer, nem beber que ele vai-se abaixo. Querem-no fraco, aposto.

Continuam os jornalistas, esses trogloditas do teclado, a matracar na questão das férias. Então já que não pagam a quem vai de férias, que mal existe em pagar a quem cá fica? Isto não é poupança? Então para que serve o “Vá para fora cá dentro”? Não é melhor do que ir para o Staites, Santa Comba Dão, o Zé do Telhado ou Nova Iorque?

Acusam, desmioladamente, O Nosso Presidente de não ter autorizado, nem dado ordens e dizer que sim a alguns pintelhos de coisas. Mas porque razão vem agora os tipos “de lá debaixo” embirrar com a tradição? A nossa velha e orgulhosa tradição?!...

As coisas fazem-se à moda do Simplex. Nada de “amigo não empata amigo”. Já não basta cerca de duas arrobas de dirigentes para mandar cá na Câmara? E também querem que seja O Nosso Presidente a mandar? Não é gente a mais? E logo ele que só vê “quem atrapalha”.

Barafustam, os gajos do tablóide, que no ano de 2009 – até parece que O Nosso Presidente andou escondido nos restantes anos – foram pagas horas extraordinárias a 366 funcionários. Mas afinal qual é o problema? Isto é uma questão de mobilidade e flexibilidade laboral. Por todos é reconhecido que a Nossa Câmara tem pessoal a mais e espaço a menos. Como não há condições para fazer o trabalho com todos presentes, só depois de 57% abalar até ao dia seguinte, é possível que os restantes 43% possam fazer alguma coisa… pouca que seja. Há algo de extraordinário nesta medida? Para isso é que servem as horas extraordinárias…

Embirram – e só pode ser má fé – que deu-se abono para falhas a catorze funcionários e com categorias profissionais diferentes. E admiram-se como se isto fosse uma roubalheira. Saberão esses iluminados que esta é a Câmara com mais falhas no país? Não é para as falhas que o subsídio serve? Querem melhor exemplo de Democracia partilhada. Lá diz o povo que Dinheiro parado é negócio falhado. Quantos exemplos já demos ao país e ao mundo – mormente nos últimos meses – que em Valongo o dinheiro anda de mão em mão?!...

Até nos telemóveis querem pegar com O Nosso Presidente. Lá por a Câmara dar 198 telélés só significa optimização de recursos e gestão fluida da informação. Como ninguém sabe quem faz o quê, onde e quando, nada melhor que ter um vibrador falante à mão e ser chamado apenas quando é preciso. Isto sim, é o expoente máximo do teletrabalho e do telelazer. Dois em um…

É por tudo isto que ando zangado. Fazem de nós burros, quando somos responsáveis.

O Nosso Presidente é responsável por deixar às gerações futuras, a responsabilidade de viver como puderem. Dá-lhes a liberdade de emigrar, de pagar as dívidas e reconstruir o Concelho.

Rompe-me a dor quando tiver que contar ao meu filho, que em Valongo, o Concelho não teve passado. Que tivemos um grande homem que, mesmo estando ligado à máquina e sem cair da cadeira, não largou o poder só para não nos abandonar. Que apesar de sofrer de Eutanásia Política, ora respira ora suspira, como quem apaga velas. Foi um homem que nunca roubou, mesmo honestamente que fosse. Dir-lhe-ei, mesmo em testamento, que O Nosso Fernando não sendo Santo foi um Santuário.

Mais que Meu Presidente, choram-me as pedras da calçada de, se não for mais cedo, ver partir para sempre O Nosso Querido Líder!

José Manuel Pereira

(especialista em epitáfios)"


Cumprido o estipulado na lei, o blogger que administra este modesto quintal mantém na íntegra todas as críticas que tem vindo a fazer, sem retirar sequer uma vírgula, antes pelo contrário, acrescentando algumas em falta detectadas após apurada revisão dos meus post.

O autor pretende ainda protestar contra a artimanha deste ilustre "desconhecido" especialista em epitáfios, que ao atirar-me com este extenso e eventualmente comovente panegírico para a prateleira das publicações obrigatórias, mais parece aprontar-se para conquistar um lugar ao sol na futura Associação de Concelhos Agregados, cuja génese - espécie de primeira pedra - foi lançada por aquela célebre entrevista do Querido Lidere ao JN, a mesma em que disse que já não gostava de ser presidente da Câmara.

De facto, ser presidente de uma Associação de Municípios Agregados, representa um estatuto substancialmente mais elevado o que dá sempre muito jeito na hora de pagar a despesa e eventualmente, recuar um ano ou dois na prateleira do Barca Velha.

 

 
publicado às 23:12

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