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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

EU ARGUIDO, EU LESADO - E A SAGA CONTINUA...

Bem...

Lá fui hoje como previsto, dar trabalho ao Ministério Público - novo Tribunal de Valongo, com óptimas condições de funcionamento, bons acessos, estacionamento sem constrangimentos e pelo que vi também, dotado de gente profissionalmente competente e simpática.

Às vezes temos uma ideia errada sobre os Tribunais, atulhados de papéis, com gente stressada e por via disso, ás vezes menos simpática no atendimento, sobranceira por reacção defensiva ao comportamento de uma parte dos cidadãos que lhes passam pelas mãos - e como no caso que hoje lá me levou, pelo trabalho absolutamente desnecessário com que os fiz perder tempo.

Mas não foi nada disso que pude constatar e tenho muita pena se aquilo que se anuncia - retirada de competências ao Tribunal de Valongo, com a sua transferência para Gondomar ou Porto - se vier a concretizar.

Não me levou lá, ao contrário do que Fernando Melo anunciou publicamente na presença de valonguenses e jornalistas na reunião de Câmara de 1 de Março passado, uma queixa 'por lhe ter chamado vigarista na reunião anterior'.

O homem já confunde tudo e confundindo tudo, enrola-se irremediavelmente na teia que ele próprio tece.

A queixa dele, tem a ver com o meu Blog - com o que politicamente escrevo sobre a imagem de corrupção que a Câmara de Valongo faz passar para o exterior e que os jornais aproveitam para transformar em notícia.

E também, pelo facto daquilo que escrevo não poder ser dissociado do  facto de ser membro da Direcção da Coragem de Mudar - uma parte da oposição que o tem incomodado de facto.

Depois, como quase sempre acontece, Fernando Melo em vez de tomar medidas para que a notícia não aconteça, nomeadamente adoptando uma prática capaz de por si mesma as desmontar, persegue o mensageiro, quando não tenta 'matá-lo' através do 'habitual processo de tortura' que ele, desactualizado que anda, ainda imagina que seja a prática normal dos Tribunais para obterem a pretendida confissão de factos não ocorridos.

Felizmente (infelizmente para Fernando Melo) já não é assim que a justiça funciona.

Felizmente que a máquina humana de base (e não só) da nossa justiça já não é como ele a imagina.

Do que ele se queixou, foi sobre o que eu tenho andado por aqui a escrever - isto é, tentou atingir o mensageiro esquecendo-se da notícia que a partir de vários jornais e outros blogs, vai alimentando a mesma.

Foi uma audição simpática com uma Funcionária simpática a escrever o que precisava de ser escrito e a esclarecer-me com todo o detalhe sobre os meus deveres e direitos como arguido.

Para quem como eu não tinha experiência destas coisas, foi uma boa 'primeira vez'.

Claro que saí de um gabinete e entrei noutro, com a Acta certificada da reunião de Câmara de 1 de Março, onde na página 38 é referido - "Interveio o Senhor Presidente da Câmara, Dr. Fernando Melo, dizendo que o Senhor Munícipe, Senhor Celestino Neves, na ultima reunião tinha referido que ele era um vigarista, informando que tinha posto uma acção em Tribunal e o Senhor Munícipe teria de responder pelo que havia dito" - para apresentar uma queixa crime por 'denúncia caluniosa', feita com pompa e circunstância, na presença do público e vários jornalistas e que para aqueles que me conheçam menos bem, deve ter deixado - imagino eu - uma imagem nada 'simpática' sobre o tipo de cidadão que eu sou.

Não era minha intenção à partida 'pagar na mesma moeda', mas perante a completa falta de dignidade de uma pessoa que me faz ir ao MP com um objectivo, quando à partida já sabia que o motivo era outro, outra coisa não podia fazer!

Agora é só esperar que tal como acredito, a justiça tenha maior discernimento do que este tipo de autarcas, que perante uma Câmara em ruínas e a cair aos poucos, incumpridora das suas mais pequenas obrigações e compromissos, ainda encontra tempo para se entreter com este tipo de litigância de má fé.


PS: Ainda consegui chegar a tempo do final da reunião de Câmara - e também a tempo de fazer levantar de surpresa, uma série de cabeças na mesa - talvez por imaginarem que o 'cliente do costume' pela primeira vez tivesse prescindido do enorme prazer com que os poucos valonguenses que por ali vão passando nestes 'quatro dias solenes' de cada mês para se deleitarem com a imensa imensa panóplia de assuntos 'relevantes' que ali são abordados e com a sabedoria e o assinalável 'discernimento' com que costumam ser tratados.

 

 

publicado às 15:24

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