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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

NÓS TENTAMOS, NÓS CONSEGUIMOS!

Parafraseando Obama, 'we tried, we did it!'. Valongo alijou alguma da carga que o constrangia e limitava!

Prefiro a língua de Camões que alguns tentam atropelar com o semi trailer atravessado a que chamam acordo ortográfico para dizer que Fernando Melo se vai embora, porque 'Nós tentamos! Nós conseguimos!'

É claro que Valongo e arredores, vai assistir nos próximos dias ao enorme esforço de 'contenção de danos' - que aliás, já começou a ser ensaiado, do género 'vou embora porque estou cansado, porque a saúde já não é a melhor, já tenho alguma dificuldade de locomoção...'

Se fosse apenas por isso, só teríamos que respeitar, de sermos até solidários - porque Fernando Melo como pessoa, deve merecer-nos o mesmo respeito que todos os valonguenses merecem e a quem ele em boa verdade nem sempre tem respeitado!

No entanto, pagar na mesma moeda, poderia satisfazer alguns, mas ficaremos bem melhor connosco próprios não cometendo os erros que ele cometeu ao longo dos seus mandatos.

Portanto, não sendo pelas razões avançadas, Fernando Melo só pode ir-se embora, apenas porque não tem orçamento para continuar a funcionar à sua maneira - a dos velhos  tempos áureos das 'vacas gordas' e do inesgotável 'filão das minas de Valongo'.

Fernando Melo vai-se embora, porque não aceita ter de adaptar as suas despesas de representação a um cartão de crédito a que o estado de falência obrigou a  retirar demasiados quilates com a consequente e significativa perda do ofuscante brilho que o tom 'dourado' lhe dava. Ora todos sabemos que o brilho do ouro, num 'cartão/chave virtual', tem o efeito semelhante à sua correspondente física: abre muitas portas e até consegue transformar plebeus em autênticos reis (da festa). 

Fernando Melo vai-se embora, porque se cansou de ouvir vezes demais para o seu gosto, exigências de processos disciplinares, críticas contundentes, questões desagradáveis envolvendo gente amiga - e de lhe virem sistematicamente com a velada ameaça: 'se o Senhor Presidente não se sentir confortável, nós apresentaremos a proposta por escrito para ser votada por esta Câmara' e ter que respirar fundo, contar até dez e depois responder que não seria preciso, porque mandaria fazer o que diplomaticamente lhe estava a ser exigido.

Fernando Melo vai-se embora, porque retirou o Pelouro das finanças ao Vereador emigrante que o detinha, alegadamente para o reforçar (ao Pelouro)  com o peso do seu estatuto político e o seu poder de lobby(?) e ao fim de todos estes meses, o resultado está à vista.

Fernando Melo vai-se embora, porque como tem ficado patente em muitas das intervenções dos seus parceiros de coligação na Assembleia Municipal, o 'estado de graça' já se esfumou há imenso tempo e já não conta com os incondicionais 'adoradores de deuses falsos' do costume.

Finalmente, Fernando Melo vai-se embora, não por ter deixado de gostar de ser Presidente, mas por ter constatado que nós já há muito que tínhamos deixado de gostar de o ver por ali - pela Câmara - de vez em quando e pela Assembleia Municipal, quase nunca!

Fernando Melo merece no entanto o nosso agradecimento, por nos poupar o esforço supremo em termos democráticos que seria o de mais tarde ou mais cedo termos de o 'empurrar democraticamente borda fora': a profunda reflexão que nos prometeu numa reunião de Câmara umas semanas atrás e que o conduziu ao anúncio da sua saída, tornado público na passada sexta feira, tem pelo menos o mérito de poupar dinheiro ao País em campanhas eleitorais antecipadas numa altura em que ele faz falta para pagar a factura da luz e do gás e até a conta do padeiro. 

Bem haja por isso 'dinossauro excelentíssimo' por ao menos por uma vez ter tido uma atitude desprendida que nos merece incondicional aplauso - embora umas más línguas tenham vindo logo a público dizer que chegou a perguntar aos Serviços se não teria direito a alguma indemnização.

Coisas de gente maldosa que não é capaz de respeitar os vencidos numa altura em que eles já estão por terra e merecem pelo menos, ser tratados de acordo com a 'Convenção de Genebra' - com as devidas adaptações à nossa escala...

publicado às 21:58

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