Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

LARGAMENTE... ATRASADO!

De tão aguardado que era, o acontecimento já deve ser do conhecimento da esmagadora maioria dos valonguenses.

Mesmo assim, a saída de cena de Fernando Melo bem que merecia ser assinalada com a 'pompa e circunstância' pelo menos equivalente à que que teve o acto de coroação do 'dinossauro excentíssimo' quando subiu ao trono para levar supostamente até ao fim a 'Vitória de Todos' - por sinal, a vitória mais pequenina de todas e mesmo assim e pela primeira vez, aquela que passará a ser também a mais curta de todas.

Se o assunto não fosse sério demais para ser glosado, diríamos que Fernando Melo se limitou a uma 'rapidinha', o que no caso concreto não deixa de ser notável, logo ele que sempre gostou dos prazeres mais prolongados que uma 'boa gestão' sempre lhe proporcionou, com preliminares e tudo.

É que isto de governar uma Câmara como a de Valongo quase 18 anos, nunca foi compatível com pressas e envolveu sempre muito 'namoro' - com investidores quase sempre esquivos, descrentes devido anteriores relações falhadas, ou simplesmente desconfiados quanto ao 'real dote' do contraente.

Mas não! Desta vez Melo cansou-se mesmo do prazer que sempre retirou do acto de governar Valongo.

Tem acontecido a muitos e até mesmo 'casamentos' mais duradoiros têm acabado em divórcio.

Mas há um pormenor - ou como diria um amigo meu que gosta de brincar com as palavras, um 'pormaior' - que me desagrada solenemente, nesta altura que deveria ser como já disse, de festejos e foguetório:

O facto de Fernando Melo abandonar a 'relação' sem acabar sequer de 'pagar a boda'!

Deixa ao sucessor um cofre cheio de teias de aranha e como adorno principal da sua secretária de trabalho, um daqueles espetos metálicos de ponta afiada, com uma pequena base para o manter na vertical, usado à boa maneira de antigamente para ir espetando os talões das dívidas a pagar.

Consta-se - que eu cá nunca o vi - que já tiveram que lhe aumentar mais de meio metro na altura inicial, tantos os calotes que ali 'jazem' espetados, à espera de melhores dias.

A ser verdade, qualquer dia vai parecer-se mais com a Torre Eiffel do que com 'registo físico' das dívidas de Fernando Melo!

A oposição chegou a ameaçá-lo por várias vezes, com queixas no Minisério Público por gestão danosa. Não o fez no tempo certo e agora que o homem está cansado e já não gosta de ser o que sempre foi ao longo dos tais 18 anos, lá terão de o  deixar ir embora, livre como um passarinho.

Temos a certeza que irá sair de sorriso nos lábios, 'usando a imaginação' para fingir que escuta aplausos, salmos e louvores e que os pingos da chuva que ainda vai caindo, são lágrimas de tristeza dos seus  'súbditos' - como se a maioria deles fosse capaz de as chorar, depois de 18 anos de uma difícil relação do género 'padrasto/enteado' de que nos falam as histórias sobre tiranias domésticas.

E daí quem sabe se no dia em que entregar a chave do 'palácio' não irá estar um dia ameno e solarengo e a chuva não resolverá fazer um intervalo para que ao menos essa parte das 'lágrimas' não contribua para lhe massajar o ego.

publicado às 17:47

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D