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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

À 'TRELA' DA GRANDE ALEMANHA...

Existem momentos na vida, em que em que faz todo o sentido somarmos a nossa revolta solitária - ainda que perfeitamente justificável -  à onda que já percorre as ruas e os 'espaços' de milhares de consciências, onde para utilizar uma linguagem técnica da prevenção de incêndios, o País está prestes a atingir o 'ponto de ignição'

A primeira figura do governo do País passou de repente a dar sentido àquela frase popular com que costumamos catalogar aqueles que não sabem fazer mais nada senão repetir asneiras sucessivas - 'cada cavadela sua minhoca':

"Admiro a paciência dos portugueses perante as adversidades, os sacrifícios e o nível de desemprego (...)".

O homem anda nitidamente a mangar connosco - ou então, tal como o do 'cluster dos pastéis de nata', tem apenas um neurónio em estado activo!

D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, insurgiu-se obviamente contra a frase desbocada e fê-lo com a mesma revolta do homem comum, ele que não é um Bispo comum, ele que exagerando talvez um pouco, se aproxima - no comportamento - daquela que seria a atitude de Cristo perante estes 'criminosos comuns' iguais aos 'vendilhões do templo' de há dois mil anos atrás.

Como o Bispo incomodou, logo os amigos do desbocado cerraram fileiras em torno da figura, falando no salário de D. Januário.

Ele é Bispo das forças Armadas e o vencimento dele é o que o Estado estipulou para a patente a que o seu cargo se equipara e que seguramente não esbanja em noites de copos ou a pagar almoços promíscuos nesta também promíscua relação entre política e negócios - já para não falar noutras promiscuidades menos recomendáveis.

Vale a pena ler o artigo que se segue, 'roubado' ao meu querido amigo e ilustre advogado, Dr. José António Barreiros que diz tudo sobre a falta de dignidade de quem para se defender daquilo que não tem defesa possível, não hesita em recorrer aos métodos mais torpes da 'contra informação' do senhor de há 50 anos atrás.

Foi publicado num dos Blogues da minha preferência - A REVOLTA DAS PALAVRAS - e espero que me perdoe o 'roubo' - afinal para quê reinventar a pólvora quando ela está aqui mesmo à mão, neste imenso espaço blogosférico?


O argumento ad hominem

Posted: 08 Jun 2012 09:16 AM PDT

Em certa política já nem a ordinarice tem limites.
Dom Januário Torgal Ferreira seguramente poderia ter usado a linguagem melíflua típica de um seminarista para se pronunciar sobre uma afirmação do primeiro-ministro o qual, com pose de duvidosa sinceridade, veio elogiar o povo português por sofrer em silêncio os efeitos da política de agressão salarial através dos impostos. Não o fez porque lhe subiu a revolta à boca.
Claro que "mão amiga" logo fez chegar ao jornal com maior difusão nacional o que diz ser o seu salário mensal. Queriam com isso atiçar a revolta do povo contra o clérigo contestante. A lógica era clara: porque, sendo ele padre, não poderia vencer aquele ordenado, deveria viver sim da caixa de esmolas das igrejas; porque ao ganhar o que ganhava era igual aos políticos que criticava.
Na teoria da argumentação há o chamado argumento ad hominem [contra o homem]. Se não puderes destruir o argumento destrói a credibilidade de quem argumenta. A política vive disto. 
Há só uma diferença: quem abriu a mesa deste jogo foram os da política. Fingiram-se contidos e remediados. Desde o Dr. Passos Coelho na primeira viagem ao estrangeiro a fazer de conta que viajava em turística como um exemplo, até às excepções das excepções aos cortes salariais a favor de uns quantos.
Mas há mais: ao fazerem constar quanto ganha um sacerdote que, afinal, pelo cargo que ocupa, está equiparado a major-general, gerando a noção de que é dinheiro a mais, queriam, eles próprios, incluindo os que ganham escandalosamente muitíssimo mais sem razão, esconder-se à sombra daquele que assim queriam emporcalhar.
A regra é simples: quem vive no chiqueiro lança lodo sobre os demais para que, tudo parecendo uma pocilga, não se note, no fundo, a diferença.
P. S. Escrevo isto com a legitimidade de quem já tomou pública posição quanto à ostentação da Igreja que se reclama de Cristo, quanto ao que se passa no IOR. Mas não é isso que está agora em causa. Ser pobre não dá mais razão. Ser pobre de espírito, isso, sim, faz perdê-la toda. A ver se em relação ao rebanho dos que não abrem a boca se publica a lista dos seus ordenados ou da riqueza que nem sabe de onde veio?
publicado às 19:47

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