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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO DA NOSSA DECEPÇÃO...

Atrasada ingloriamente por uma hora por causa do jogo da nossa Selecção, lá teve lugar a anunciada Assembleia Municipal.

Desta vez, no ponto reservado ao público - que no caso da Assembleia Municipal é logo no início - não houve como me impedirem de formular a incómoda questão que o novo presidente me recusou numa reunião pública de a Câmara: O facto de esta e ele próprio conviverem - pelos vistos muito bem - com a situação do director do Departamento de Urbanismo, o arquitecto Vítor Sá ter sido condenado a uma pena superior a três anos de prisão (em recurso) por corrupção passiva no âmbito das suas funções.

Pior do que isso, foi terem-lhe sido delegadas competências pelo novo presidente, já depois da sentença da primeira instância ter sido proferida.

Ora bem... Cada qual sente o 'aperto da bota' à sua maneira e o Dr. João Paulo - que na Assembleia de hoje (ontem) estava muito irónico - pelos vistos 'comprou' a dita já com um ou dois números acima para não lhe sentir 'aperto' nenhum.

 

Adiante!


Como a Ordem do Dia fazia prever e aconteceu de facto, foi uma sessão sem história e como quase sempre acontece nas sessões sem história, o mais relevante aconteceu à margem da agenda.

Foram levantadas questões relacionadas com obras de remodelação no 'gabinete presidencial' que gerando supostamente despesa ou tratando-se de 'doações' deveriam sempre ir a reunião de Câmara para serem 'aceites',  e foram dadas respostas evasivas e incompletas, que explicaram pouco ou quase nada - por exemplo, como é que o CEO do gabinete de arquitectura mais conhecido a norte do rio Douro, nomeadamente em Alfena, aparece na Câmara com uma série de materiais que fez questão - respondendo a uma pergunta de um dos membros da equipa que o acompanhava - de anunciar em voz suficientemente audível, que 'eram para o gabinete do presidente'.


A dúvida é razoável e tem razão quem a coloca.  Foram doados? Mas então, teriam de ir à mesma a reunião de Câmara. Foram pagos através da 'vaquinha' que o presidente referiu - dividindo os custos das remodelações entre ele, o novo vereador e a vice presidente? Mas se foi assim, deverá existir pelo menos uma guia de transporte dos mesmos - ou será que o Sr. Camilo Moreira correu o risco de ser interceptado no caminho por uma patrulha da GNR e ter de pagar uma pesada multa vendo ainda a viatura apreendida?


Depois, falou-se de nomeações para a chamada 'macroestrutura' da Câmara, a tal que vai emagrecer até ao verão. Só se for através daquelas 'dietas malucas' porque no verão já nós estamos e como se constata, continua a engordar. Refiro-me concretamente, à escolha da nova figura do assessor do presidente - um jovem engenheiro da sua comissão política concelhia e porta-voz da mesma, a exercer funções numa empresa privada, mas que transita para a função pública trazendo consigo o seguramente enorme saber acumulado e de experiência feito - que pelos vistos, só o presidente tem o direito de conhecer.


Para 'ajudar à festa', o presidente da Assembleia, permitiu que se descambasse para uma situação idêntica àquela a que já estamos habituados aqui por Alfena, que é a do presidente de Câmara entrar num jogo de palavras pouco edificante, comparando currículos - o do seu assessor com o do líder da bancada do PS - numa toada irónica a que não tem direito, pois os membros do executivo estão ali (apenas) para responder a questões, quando tal lhes é pedido, mas nunca numa posição de sobranceria, de chicana política e de ironia inconveniente em relação aos membros do Órgão deliberativo.

Nas Assembleias - Municipal e de Freguesia - Órgãos constituídos (apenas) pelos deputados eleitos e pela Mesa, quem dirige os trabalhos é o seu presidente, a quem compete dar a palavra - aos deputados ou aos membros do executivo - e nenhum deles a toma sem que aquele lha conceda, sendo que no caso dos membros do executivo, não lhes cabe de forma alguma o direito de assumirem a postura que ontem assumiu o seu presidente.

Não foi bonito o que se passou, como também não o foi o facto de alguns deputados da maioria terem afinado pelo 'diapasão' do Dr. João Paulo, na dita ironia inconveniente.


Como foram feitos desafios para que o presidente dissesse quanto vai custar à Câmara a nomeação do seu assessor e para que publicasse uma nota curricular do mesmo, eu vou tentar poupar-lhe a segunda parte - o resumo curricular público que coloco a seguir.


Fica portanto a faltar a questãozinha dos números, mas essa julgo que respeitará os parâmetros legais. Mesmo assim, representará mais uma dificuldade acrescida para os 'duodécimos pequeninos'com que a Câmara por enquanto vai navegando.


 

 

 

 

publicado às 02:11

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