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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

RALI CIDADE DE ALFENA - SÚPER ESPECIAL 'AÉREA'...

Sobre a Reunião pública de Câmara de hoje e apesar dos 23 pontos da Agenda, nada de muito relevante a destacar.

Parafraseando o ditado popular, 'muitos pontos pouca uva'...

 

Mas um deles, suscitado da forma acutilante habitual pelo vereador da Coragem de Mudar Pedro Panzina merece ser destacado:

 

Tem a ver com o processo disciplinar instaurado a uma funcionária superior, destacada na Biblioteca de Valongo - uma das protegidas de Fernando Melo - que pelos vistos se andou a esquecer de registar receitas (de fotocópias essencialmente) e evidentemente, não as  registando, é 'natural' que também não se pudesse lembrar de as devolver ao Departamento financeiro da autarquia.

 

Nomeado o instrutor do processo, um engenheiro da Câmara, ele fez aquilo que quem andou durante muito tempo a pactuar com os desvios dos dinheiros públicos lhe disse para fazer, isto é, entre piruetas e cambalhotas, lá tentou branquear o mais possível o processo, encontrando essencialmente atenuantes e quase nenhumas agravantes. Entre perdas e ganhos, o resultado 'apurado' foi a aplicação de uma multa - creio que de 400 euros. Quanto ao apuramento total do roubo - porque é disso que estamos eventualmente a falar - nada, o mesmo acontecendo relativamente à reposição dos valores correspondentes!

 

Obviamente na reunião de em que o processo veio pela primeira vez a reunião de Câmara, os vereadores - por unanimidade - consideraram a instrução do mesmo, profundamente deficiente e devolveram-no portanto ao instrutor, para que desenvolvesse novas diligências e completasse outras. Hoje voltou à reunião de Câmara para 'decisão final'- de uma forma perfeitamente inconcebível, arrogando-se o instrutor ainda o direito de, não apenas incumprir nas instruções recebidas da Câmara, mas também de tecer considerações sobre questões de direito e de constitucionalidade relativamente à matéria do processo!

 

Desobedeceu de forma ilegítima, 'puniu' ele próprio em vez de sugerir punição, enfim, todos os ingredientes para que Pedro Panzina tenha proposto e tenha ficado consensualizado, o seguinte:

 

- Não decidir hoje sobre o processo disciplinar presente, porque continua a enfermar das lacunas graves inicialmente referenciadas - embora o Dr. Arnaldo Soares achasse que estavam criadas todas as condições para decidir hoje;

- Substituir o instrutor, nomeando outra pessoa que consiga de forma leal - como é dever de todos os funcionários -  dar cumprimento à anterior deliberação da Câmara;

- Incumbir o Senhor Presidente de mandar instaurar um processo disciplinar ao até aqui instrutor, por desobediência qualificada;

- Face à gravidade de algumas considerações produzidas pelo mesmo, comunicar ainda o assunto ao Ministério Público;

 

Por proposta do vereador Afonso Lobão e embora como já foi referido as propostas de Pedro Panzina tivessem obtido consenso, foi decidido - com um voto contra e uma abstenção por parte da Coragem de Mudar -  deixar essa decisão para a próxima reunião de Câmara.

 

Talvez então o engenheiro - qual 'formiga que já se julgava com direito a ter catarro' venha a descobrir qual é o seu verdadeiro lugar e deixe de pretender 'ir além da chinela'.

 

Outra questão que mereceu alguma discussão pela forma atamancada como foi conduzida pela Junta de freguesia de Alfena, foi a do Rali Cidade de Alfena, que terá lugar no próximo Sábado e Domingo e que provocará uma série de constrangimentos aos moradores.

 

Como é habitual, os dinâmicos UpA só ontem é que apresentaram o pedido de licenciamento na Câmara - tanto assim, que esta se viu obrigada a fazer uma adenda de última hora à agenda de trabalhos.

 

Existem inúmeras questões de segurança que estão envoltas numa profunda nebulosa e nem as autoridades - comandante do destacamento da GNR de Santo Tirso, Capitão Sá, nem o comandante do posto de Alfena , 1º. Sargento Freitas,  têm ideia de como é que no pormenor vão ser resolvidas. Confiam apenas na larga experiência dos organizadores  com credenciais incontestáveis: o CAMI (Clube Automóvel do Minho e a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting).

 

Para além de ter sido tratado tudo em cima da hora - na minha modesta opinião que tive aliás oportunidade de manifestar aos responsáveis atrás mencionados - quem deveria liderar o processo da segurança deveriam ser eles e não os organizadores, mas enfim...

 

Mas onde eu queria chegar, era ao recorte do processo de licenciamento da Câmara hoje aprovado, que coloco a seguir e que não fora o alerta, mais uma vez de Pedro Panzina, que certamente levará à alteração do texto por parte da Câmara, Alfena passaria seguramente a integrar o 'Guinness Book' com um Rali automóvel 'mais excêntrico do mundo, quiçá do próprio País', por incluir troços de percurso 'aéreos'!

 

O que está (estava) autorizado - com base no pedido apresentado pelos dinâmicos UpA - era o percurso seguinte, sendo com base no mesmo, que as autoridades encerrariam as ruas:

 

 


Vejamos então - e no que à 'super especial cidade de Alfena' se refere - o que aconteceria se tudo seguisse conforme foi presente à reunião de Câmara:

 

Os bólides viriam a acelerar pela Rua da Várzea fora, chegariam ao início da Rua Nª. Senhora da Piedade, que como todos sabemos - todos não, pelos vistos... - se inicia junto ao entroncamento com a Rua do Bandeirinha (troço não licenciado), teriam uma catapulta montada, que os faria levantar voo, aterrariam na rotunda do Míni Preço, contornariam a mesma, entrando na Rua das Laranjeiras (não licenciada) e que como todos sabemos - todos não, pelos vistos... - antecede a Avenida Padre Nuno Cardoso. Aqui e pelo mesmo processo anteriormente descrito, levantariam de novo voo até entrarem na referida Avenida. Fariam ao fundo a inversão de marcha e repetiriam a façanha da mesma forma, sobrevoando a Rua das Laranjeiras, aterrando na rotuda do Mini Preço e assim  sucessivamente!

Seria lindo, seria único e ficaríamos na história - não fosse o Dr. Pedro Panzina ter levantado a questão 'roubando' aos alfenenses esta possibilidade única de constarem do livro dos recordes...


São estes os autarcas que temos por Alfena e que nem as ruas da própria cidade conhecem...

 

Esperemos que não se tenham esquecido de mais nada, nomeadamente da questão dos carros estacionados e se isso acontecer, da forma como os vão conseguir remover se não encontrarem os donos, nesta altura de férias em que muita gente anda por fora!

publicado às 14:12

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