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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O CONSELHO DE ESTADO...

Cavaco Silva convocou o Conselho de Estado para a próxima sexta feira.


Referida assim, parece uma notícia perfeitamente inócua. Já o tem feito mais vezes e sem motivos tão relevantes como são aqueles que aparentemente o levaram a esta tomada de decisão: talvez pense, que estando o País a resvalar a uma velocidade estonteante para um estado de desagregação tal, alguém entre os vários portadores de ideias que o costumam aconselhar, há-de ter lá bem no fundo do bolso do protocolar casaco azul, misturado com algum cotão, algum resquício de solução que possa catalisar os restantes comparsas conduzindo-os a um caminho de reflexão com consequências - ao contrário do que é costume ocorrer.


Mas temos dois problemas de base que representam um enorme óbice a que tal aconteça:

Primeiro, porque não temos um verdadeiro Chefe de Estado. Se o tivéssemos, este nunca poderia ser conivente com a insanidade que impera entre os governantes da Pátria e por outro lado, como o faria um verdadeiro líder animado de espírito patriótico, já teria calçado a famosa 'luva branca' para a figurada bofetada que se impõe desde há muito: abdicando das mordomias próprias, cortando no despesismo do seu Palácio, na imensidão do seu staff - a ver se os outros, motivados pelo efeito de indução (leia-se vergonha) se sentiriam tentados a fazer o mesmo.


Não temos por isso Chefe de Estado, na verdadeira acepção da palavra.

E como poderíamos tê-lo aliás - e esse é o segundo problema - se não temos Estado?


Temos efectivamente vários poderes - primeiro, segundo, terceiro e há até quem diga que também um quarto - que podendo tudo, não podem nada, porque quem manda verdadeiramente, é o supra poder - quinto, sexto? pouco interessa para o caso - aquele que manipula os invisíveis fios que movimentam os bonecos de fato azul que atravancam e poluem o hemiciclo onde era suposto que o Estado que somos todos nós, se sentisse verdadeiramente representado.


Não o fazem porém, voluntariamente manietados e reduzidos à vergonha e ao escárnio por parte do Povo, devoradores da comida que falta nas mesas deste, abocanhadores não de uma fatia, mas do bolo todo, aquele que deveria chegar para que ao menos todos pudéssemos ter um minúsculo naco que minorasse aquela incómoda sensação de vazio que sentimos quando deitamos os nossos filhos ou nós próprios e olhamos desconsolados para o enorme espaço que afinal um pequeno frigorífico pode comportar - demasiado grande, quase tão grande como o volume do enorme ventre dos que nos retiram a possibilidade de preencher um pouco melhor o seu interior.


Por isso, com o País neste estado, não há Estado que justifique um Conselho de Estado e não havendo Estado, para quê um chefe sem Estado e não sendo necessário porquê um conselho para o aconselhar a fazer o que deveria fazer um chefe de Estado na situação actual em que não temos nem um nem outro? Será que, tal como nos eleitos das autarquias também aqueles proeminentes homens de azul têm direito a 'senhas de presença'? É que se assim for, poupem na despesa e usem o dinheiro para reconstruir o Estado!


E ao Povo já pouco interessará que seja um Estado verde-rubro ou de outra cor qualquer, com escudo ou com coroa, desde que não seja um Estado corrupto - um poço sem fundo, onde por mais que esbanjemos os nossos impostos a tentar tapar o buraco, parece que cada vez o fundo está mais fundo e nós mais longe de nos libertarmos do martírio dos glutões que no fundo cada vez mais fundo os vão devorando.

 

 

 

publicado às 22:50

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