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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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'O PAÍS DO DEMO' - REINTERPRETANDO AQUILINO RIBEIRO...

'Terras do Demo' (1919), apenas um pedacinho da vasta e notável Obra que o grande Aquilino Ribeiro  nos legou e de que AQUI se dá conta.


Na simbologia do título e desta frase ("Cristo nunca ali rompeu sandálias ou passou el-rei a caçar") aplicadas ao contexto austero e agreste daquela região que o inspirou - Moimenta da Beira, Vila Nova de Paiva, Soutosa (onde se localiza a casa onde viveu parte da sua vida e agora transformada em Casa-Museu com o seu nome) - Aquilino ficou-se então pelo singular, mas não sei porque estranha associação de ideias, a actual situação do País, remete-me para um País onde o singular de Aquilino deixou entretanto de fazer sentido.


Terras dos Demos, são agora aquelas por onde se estende este País, onde o singular já seria castigo bastante mas o plural gigantesco dos muitos (demónios) que proliferam na zona urbana de Lisboa virou completa tortura.


País ou 'A Via Sinuosa' (1918) onde penamos neste sofrido caminhar, travando 'A Batalha sem Fim' (1932) em que transformaram a 'Aventura maravilhosa' (1936) que em tempos nos prometeram, mas onde nos roubam a herança da força anímica que nos deixaram 'Os Avós dos nossos Avós' (1943), violando esta Terra de Heróis que era (mas já não é) nossa e onde os melhores e mais capazes já não têm lugar.


Deixando para trás um rasto de 'Lápides Partidas' (1945) obrigam-nos a seguir pelos 'Caminhos Errados' (1947) em que transformaram as auto-estradas Sem Custos para os UTilizadores(?) - só se for para os que vão no lugar do pendura e mesmo assim nem sempre - e que desembocam todos no atalho sem saída onde imponente, nos espera o macabro cadafalso.


Entretanto, vamos tentando resistir ao 'Arcanjo Negro'(1947) que f-a-l-a  d-e-v-a-g-a-r-i-n-h-o - para prolongar o mais possível no tempo, a dor que nos causa cada palavra sua  s-o-l-e-t-r-a-d-a com intencional maldade.


Estes já não são os tempos do grande Aquilino: hoje, 'Quando os Lobos Uivam' (1958) nunca se ficam por aí: atacam, mordem matam e pior do que isso, transmutados em 'Demos', sugam-nos a 'alma', que no fundo é o legado de continuidade que recebemos de quem nos criou e que bem gostaríamos deixar aos nossos filhos.


Este 'País' desunido e tirano, onde nos obrigam a ficar 'ligados à máquina' - aos que já não conseguem fugir, como fizeram há dias aqueles 24 enfermeiros que foram pedir asilo ao Reino Unido, antes de entrarem em coma - já não é Pátria, é presídio, já não é Mãe mas sim madrasta, já não é berço, é tumba!


(Enquanto quisermos, enquanto deixarmos, enquanto não soltarmos o nosso 'grito do ipiranga', sacudindo a cerviz do jugo que a faz curvar e encontrarmos nas profundezas do nosso ser, força bastante para aliviar o aperto do garrote que nos doseia em contagem regressiva o débito do oxigénio que que nos mantém (ainda) 'equiparados' a seres vivos).

 

publicado às 10:40

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