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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO DA NOSSA DECEPÇÃO...


Valongo deu ontem/hoje a pior imagem de si próprio, ao apresentar-se como um Concelho de terceira categoria, liderado por um presidente/herdeiro/candidato a futuro presidente eleito, que se mantém um fiel seguidor dos métodos de gestão do mestre/'defunto'/cansado Fernando Melo.


Valongo apresentou-se ao público presente na Assembleia Municipal onde entre outros, foram aprovados documentos como as Grandes Opções do Plano, o Orçamento para 2013 e Mapa de Pessoal a Macroestrutura, numa maratona manhã dentro, com uma postura lamentável por parte de João Paulo Baltazar. Com a agravante de contar com a benevolência de uma Mesa demasiado permissiva e parcial, contrariamente ao que às vezes é para com os seus Deputados.


Numa Assembleia, agrade ou não ao Presidente do executivo, a 'ribalta' pertence aos Deputados e não se pode admitir o tipo de comportamento baseado no sarcasmo, no humor sem graça e de mau gosto porque envereda quase sempre e hoje exagerou.


Defendia a sua 'dama', o Orçamento 'realista'? Muito bem! Era um direito que lhe cabia, mas devia fazê-lo com a dignidade que o Órgão lhe impunha e sobretudo, com a verdade que Valongo lhe exigia! Ao invés disso, optou pelo discurso jocoso e de mau gosto da fuga às questões, da 'explicação' redonda que deixou tudo na mesma se é que não pior.


Deu no entanto para perceber, no meio da confusão instalada, três ou quatro coisas mais relevantes:


1. A Câmara não vai fazer investimentos, vai apenas executar despesa;


2. Seguindo uma linha que Melo deixou bem consolidada, vai gastar nas freguesias 'laranja', deixando cair displicentemente umas míseras migalhas nas outras, como é o caso de Alfena e que o seu Presidente de Junta - Deputado por inerência - soube hoje e bem denunciar: Ermesinde terá o seu estádio dos Sonhos', Alfena essa, terá cerca de 8 mil Euros para gastar não se sabe muito bem em quê;


3. Alfena não terá protocolos de limpezas, porque esse serviço será concessionado, mas a uma pergunta de Rogério Palhau sobre se o presidente da Câmara podia quantificar alguma poupança com essa opção - se é que ela existia - aquele pura e simplesmente disse não saber! Então opta-se por uma determinada solução em detrimento de outra já experimentada no passado recente e não se sabe se isso é ou não mais vantajoso?


4. A Câmara, que até aqui tem assegurado a alimentação das crianças nas escolas - mal, pelos vistos, com uma qualidade péssima (relatam-nos casos de uma peça de fruta dividida por duas crianças, de uma percentagem elevada de refeições à base de almôndegas, hambúrgueres e produtos semelhantes, de peixe de baixa qualidade, de legumes cortados grosseiramente e servidos crus, tudo isto para crianças pequenas) e isto porque não paga a tempo e horas à empresa concessionária, segundo nos dizem, há vários meses -  e quer agora alijar essa carga passando a 'batata quente' às IPSS que já têm dificuldades de sobra e ainda iriam ter de arcar com mais esta, de assumirem o ónus de prestarem um mau serviço porque mal pago e tardiamente - ou então, suportarem do seu bolso a parte que a dignidade de seres humanos frágeis exige e nós sabemos que tem faltado em muitos casos - temos relatórios de agrupamentos escolares que comprovam isso. Claro que algumas já declinaram a 'subida honra' dessa concessão.


Mas para que ninguém se ficasse a rir, hoje, maioria e oposição, todos estiveram à altura de um Concelho decadente. Uns e outros - com honrosas excepções, obviamente - não mereceram a senha de presença que arrecadaram. Uns porque falaram pelos cotovelos para se ouvirem a eles próprios e não dizerem nada, outros porque não disseram o que deveriam ter dito e o Povo exigia que dissessem e engrossando o número das excentricidades, até alguma oposição da Câmara, presente por inerência na Mesa da Assembleia, se envolveu na estratégia de defesa do executivo, assessorando, telefonando a alguns Deputados para obter alterações de última hora do seu sentido de voto consolidado horas antes em relação às matérias mais relevantes - com alguns frutos pelos vistos!


Caso para dizer que em Alfena há gente que a partir de ontem /hoje, vai ter razões para sorrir - pelos piores motivos - e que talvez em Campo e Valongo possa acontecer um pouco o mesmo.


Decepção, cansaço, revolta, foi o sentimento mais patente, exteriorizado por muitos que não aceitam pactuar com palhaçadas como a que ontem/hoje ocorreu em Valongo!


Face a este continuado/renovado abandono da nossa terra - na linha de genuína continuidade do 'não saudoso' Fernando Melo - o  novo PSD de Alfena vai ter de se esforçar para recuperar a credibilidade conquistada com a sua recente renovação, face ao atentado contra os interesses da sua terra e vai ter de rever o alinhamento editorial do próximo número do seu novo e interessante boletim laranja. Se não se demarcar claramente do líder concelhio e futuro candidato a presidente de Câmara, só pode esperar 'amargos de boca' em 2013!


 

PS-1: E não, não foi o presidente da Câmara ou alguém do executivo que esteve ao longo do dia a 'assediar' os eleitos do grupo municipal da Coragem de Mudar no sentido de conseguir que alterassem a sua posição de voto decidida no dia anterior em consenso com o grupo de apoio que os assessora no âmbito do nosso Regulamento Interno. Foi sim alguém que usa a nossa 'marca' mas que não tinha o direito e ao contrário deveria ter suficiente pudor,  para não aceitar fazê-lo!


PS-2: E não, não foi levantada ontem nenhuma objecção de consciência por parte de nenhum dos nossos deputados, em relação à posição assumida, pelo que qualquer alteração de última hora, deveria ter sido igualmente consensualizada previamente.


PS-3: Por último, nenhuma das 'explicações', dadas num registo de condescendente superioridade, de ostensiva jocosidade e de irrelevante consistência, pelo presidente da Câmara ao longo de um tempo que em determinada altura já nem era seu e à margem de um Regimento que pura e simplesmente foi ele próprio ficando à margem, foram de molde a levar-nos sequer à abstenção - e muito menos a votar a favor!  

publicado às 02:32

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