Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO DAS MUITAS OMISSÕES E DOS PERSISTENTES 'ODORES' A HÚMUS...

Citando-me a mim próprio...


 


OLHAR (IM)PARCIAL
CÂMARA DE VALONGO – O HERDEIRO
 

(...) Aceitar ou repudiar. 
Ninguém é obrigado a aceitar uma herança. Mas esta decisão deve ser bem ponderada. Embora as dívidas do falecido só sejam pagas até se esgotar o valor correspondente ao da herança, o herdeiro poderá ter de provar aos credores que já não há mais bens para saldá-las (...).

(Respigado de um artigo da DECO-PROTESTE de 10 de Julho de 2012 intitulado ‘Licença para Herdar’)

Ora bem…

Como todos temos ainda bem presente na nossa memória, os céus de Valongo toldaram--se de nuvens carregadas de dúvidas, quando os valonguenses se viram de um dia para o outro, órfãos de Fernando Melo. Sobretudo, porque a fazer fé nos que mais de perto privavam com o decano dos autarcas do País, este parecia vender saúde política.

E as dúvidas sobre as consequências do infausto desenlace foram nesse momento mais que muitas. Teria o Padrinho deixado testamento lavrado? Teria indicado herdeiro específico ou iríamos ver a alaranjada família envolvida num hipotético duelo a quatro, a discutir o lugar do primogénito? 

Tiveram curta duração as ditas, porque em menos de um milissegundo, o delfim deu o passo em frente, que já se adivinhava a partir daquela frase lapidar, música para os nossos ouvidos e que foi publicada neste mesmo Jornal: ‘tenho vontade de ser Presidente da Câmara’ .

Fernando Melo, lúcido e atento como sempre foi até ao fim dos seus dias em Valongo, teve em linha de conta a vontade expressa por João Paulo Baltazar e passou-lhe para as mãos o ceptro do poder.

Ainda bem (para os dois) que nenhum agiu a contragosto, mas ainda mal para os valonguenses, porque por mais bem escolhida que seja a água de colónia do actual mandante ou as perfumadas essências que coloca na água do banho, dificilmente se libertará do cheiro a mofo que a herança lhe transmite.

Todos sabemos a enorme diferença entre o cheiro a zero quilómetros daquele carro que andamos a namorar durante meses a fio e o daqueloutro, quando, forçados pelas contas feitas e refeitas concluímos que apenas temos (quando temos) pedalada para o manhoso vendedor de usados que nos tenta impingir a história do costume: “apenas 15 mil, como novo, porque o dono era um senhor idoso e só o conduzia de vez em quando”  (15 mil martelados à socapa, obviamente).

Por mais lavagens especializadas de estofos e interiores, a carripana nunca se libertará daquele odor característico ao mofo lembrando as caves onde é aconselhável guardar as garrafas de Barca Velha de que Melo tanto gostava, nem a sua condução conseguirá disfarçar os indisfarçáveis ziguezagues provocados pelos efeitos das ditas e que de tão repetidos, acabaram por viciar irremediavelmente a direcção da viatura!

Voltando ao princípio – e ao artigo da DECO-PROTESTE – o herdeiro saiu claramente a perder ao aceitar a herança. Podia ter lavado literalmente as mãos e ter vestido uma daquelas túnicas brancas que lhe daria um ar angelical (o branco sempre esteve associado à pureza) nas eleições de Outubro. Deixou-se no entanto tentar pelo brilho efémero de um vulgar e dourado porquinho vazio de dinheiro metálico ou papel moeda mas cheio de dívidas a pagar e só tarde demais deu pelo logro.

Se é que foi logro, porque há quem encontre prazer na autoflagelação.

(Pequena nota de rodapé: o problema do herdeiro, é que a herança ainda não foi consolidada. Só o será, depois de registada no alaranjado notário da concelhia PSD. Por enquanto, João Paulo Baltazar tem apenas o seu usufruto).


 
 
 
Celestino Neves 
 
Veja abaixo mais artigos de Celestino Neves
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O REGEDOR DE ALFENA (*)
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
LIGAÇÕES PERIGOSAS...
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
Vallis Longus (*) da longa crise
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O PADRINHO DE VALONGO (*)
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
POLÍTICA E PODER
A política, como forma de atividade ou de práxis humana, está estreitamente ligada ao poder. O poder político é o poder do homem sobre outro homem, descartados outros exercícios de poder, sobre a natureza ou os animais, por exemplo. Poder que tem sido tradicionalmente definido como "consistente nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem" (Hobbes) ou, como "conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados" (Russell). (Respigado da Wikipédia)
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
AS DUAS REN DE ALFENA
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
ALFENA TERRA DE “MILAGRES”
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
JORNALISMO SEGUNDO GEOGE ORWELL
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
GASEADOS PELA CRISE - IN MEMORIAM
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
ENTRE A BULÉ DE ATENAS E A COMUNA DE PARIS, A HÍBRIDA DEMOKRATIA DE VALONGO...
 
 
Olhar (Im)Parcial
 
A ‘PLAYSTATION’ DE VALONGO
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
SOBRE OS CÉUS DE VALONGO – ‘O GRITO’
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O ‘TRADE CENTER’ DE ALFENA E OUTROS MITOS – ALGUÉM SE LEMBRA?
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
QUEREMOS A PÁTRIA DE VOLTA!
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
CÂMARA DE VALONGO – UMA HISTÓRIA DE ‘GLUTÕES’...
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
VALONGO – A TANGA E A OBSCENA OBESIDADE
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
CUMPLICIDADES ESCONDIDAS COM... ‘RABO DE FORA’
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
ÉTICA NA POLÍTICA – E PORQUE NÃO?
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
VALONGO EM ‘FIM DE CICLO’
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
VALONGO – DOIS VEREDORES, UM ‘CORAÇÃO DOCE’ E UM ‘PASQUIM’
 
 
OLHAR (IM)PARCIAL
 
O REI-SOL DO ANO – ‘A CÂMARA SOU EU’!


publicado às 11:10

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D