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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

PARA LÁ DO "MANTO DIÁFANO DA FANTASIA"...

Hoje foi dia de remexer no passado – não consegui resistir ao choro plangente de uma balalaika triste (*) vindo bem do fundo do meu “baú de recordações”…

 

Tinha prometido acabar com a longa hibernação a que tenho votado as míseras 40 páginas do meu velho projecto e vou fazê-lo, mas por agora, não é sobre isso que quero desabafar.
Quando soprava a poeira dos tempos acumulada sobre velhos apontamentos de viagem, vieram-me à memória, dolorosas lembranças sobre a vida partidária que já tive e sobre as razões fortes – porque mais decantadas e consolidadas pelo tempo – que me levaram a abandonar a mesma.
E como são parecidas a maioria delas, com as que anos mais tarde levaram Mikhail Gorbatchev a lançar a sua Glasnost e a dar início à Perestroika – o princípio do fim do mito sobre a construção do socialismo na URSS.
Como ele, também eu naquela minha estadia de 7 meses em 1976 na “pátria do socialismo”, comecei a ver um pouco para além do diáfano manto de fantasia com que os ideólogos de serviço do meu Partido sempre envolviam o que verdadeiramente ali se passava.
E o que vi foi tão violento e tão desmotivador, que me impediu de continuar – como muitos companheiros de percurso fizeram – a “assobiar para o ar” fingindo que nada se passava.
Por isso escrevi, denunciei, manifestei o meu descontentamento (internamente, mas sempre ao mais alto nível do meu Partido). Não me ligaram – pior, acusaram-me de estar a facilitar a tarefa aos “nossos inimigos”!
Optei por "descer da carruagem" e deixar que os outros, mesmo avisados e conscientes do caminho errado, prosseguissem…
Depois, bem … depois foi o que se viu!
Passaram já mais de 30 anos sobre o momento em que comecei a "ver" que na terra de Vladimir Ilitch Lenine, nem tudo o que parecia era – pior, quase tudo o que parecia não era! – E apesar de todo este tempo, acho que ainda não fiz o meu "luto”.
É que apesar da hecatombe que levou ao desabar de todo o Império por detrás da “cortina de ferro”, de que o estrondo maior – ou se quisermos, a parte mais audível do terramoto – foi a queda do muro de Berlim (capital da então RDA, por onde andei também durante 45 longos dias em 1979, integrando um grupo de formação de formadores sindicais) continuo a ver antigos companheiros ainda em plena actividade ao nível das várias estruturas partidárias, sindicais, autárquicas, culturais e outras, utilizando o mesmo léxico, como se nada tivesse mudado e isto é no mínimo caricato!
(*) É apenas um projecto de título para um projecto de livro...
publicado às 11:45

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