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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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CORRUPÇÃO COM 'SABOR' A TEJO...

Dada a relevância do assunto, reproduzo aqui o artigo publicado no Blog Estado Sentido:


Tem a ver com a Câmara de Lisboa, uma autarquia contraditória, onde tanto podemos encontrar alguns (bons) exemplos de transparência - Lisboa Participa é aparentemente um deles - como esta aberração de que o 'Estado Sentido' nos dá conta.

António Costa já foi apontado por alguns como um possível bom primeiro ministro de Portugal.

Caso para dizer: ainda bem que essa possibilidade não se concretizou!


Uma nota final:


O artigo refere-se a Lisboa, mas com algumas (muito) ligeiras alterações, serviria que nem uma luva para Valongo do nosso descontentamento, bem como para Alfena do nosso inconformismo.


 

Há muito calor na CML (e corrupção aparentemente)

por José Maria Barcia, em 10.07.13

A Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos já disse que sim. Dois acórdãos de tribunais confirmaram a decisão. Mas António Costa acha que não deve tornar público um relatório sobre as contas da autarquia de Lisboa e recorreu para o Tribunal Constitucional, noticia o jornal Público.


Para o responsável do município de Lisboa, a obrigatoriedade de divulgar o relatório "abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizem fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político".

 

Em causa está um relatório intitulado "Obras Públicas Municipais - Sobre o Estado da Arte" da autoria de Fernando Nunes da Silva, vereador do movimento Cidadãos por Lisboa. Este relatório, conta o Público, apontava graves falhas às práticas de contratação de empreitadas em vigor nos serviços da câmara, chamando a atenção para a grande quantidade de ajustes diretos e a "vulgarização dos trabalhos a mais".

Público terá pedido este relatório em Outubro de 2011 e, perante a recusa do município, fez queixa à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, que deu razão ao jornal. Posteriormente, o Tribunal Adminsitrativo do Círculo de Lisboa intimou a CML a entregar este relatório num prazo de dez dias, decisão de que a câmara recorreu. Já em Janeiro deste ano, os juízes desembargadores do Tribunal Central Administrativo Sul negaram provimento ao recurso. Inconformado com a decisão de todos estes órgãos sempre no mesmo sentido, António Costa decidiu recorrer para o Tribunal Constitucional.

 

 

Comentário 1: Um Presidente de uma Camara Municipal não gosta de ter o seu trabalho escrutinado? Então vá para a rua.


Comentário 2: O relatório sobre as Obras Públicas Municipais refere falhas nas práticas de contratação e ajustes directos. Por outras palavras, o socialista António Costa anda a distribuir riqueza. Aos empreitores. Mas com dinheiro que não é dele. A isto chama-se corrupção. 


Comentário 3: Esta polémica vem desde 2011. Com recursos e advogados e quem sabe nunca se provará que António Costa agiu premeditadamente de forma pouco ética, usando e abusando do seu lugar de Presidente da CML.


Comentário 4: Numa altura de crise política, como é que António Costa é capaz de esconder (é o que anda a fazer desde 2011) dados da autarquia de Lisboa? Se isto acontece em Lisboa, o que fará António Costa quando for secretário-geral do PS e, Deus nos livre, Primeiro-Ministro?

 

P.s. As obras em Lisboa são, muitas vezes inexplicáveis. Este relatório deverá explicar a inexplicabilidade de António Costa, o socialista que esconde documentos.

publicado às 00:34

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