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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO PRIMEIRO! UM SLOGAN A PARTILHAR… POR TODOS.


Na reunião de Câmara de hoje, entre críticas construtivas e outras que o são muito pouco, destaco duas que o são muito pouco.


A primeira:


Começo por dizer que tenho pena de ter de referir uma prestação menos boa de uma pessoa que respeito e cujo trabalho enquanto deputado municipal me habituei a admirar: o actual vereador da CDU, Adriano Ribeiro.

 

Sei bem que existem constrangimentos inultrapassáveis no papel de qualquer autarca eleito que dependa das 'dinâmicas partidárias' e a CDU não foge à regra. O Adriano Ribeiro terá talvez aqui - como qualquer um dos seus pares dos outros partidos - uma atenuante para o discurso que leu, redigido de forma 'centralista', sobre a proposta de alteração da organização dos serviços municipais - a conhecida macroestrutura.

 

Face à situação que transita do mandato anterior, claramente configurada para 'encaixar' amigos e familiares dos eleitos e não para dar resposta aos problemas que se colocam à organização e que foi tão criticada por toda a oposição ao longos dos anos de desvario de Fernando Melo - lembramo-nos bem de expressões como 'árvore genealógica', 'polvo de Valongo' e outras - esta mudança teria forçosamente que ter lugar no mais curto prazo possível.

Sobretudo a partir da extinção da equipe multidisciplinar chefiada pela prima do anterior presidente e cuja nomeação quase deu origem à 'terceira guerra mundial' entre o seu ajunto Hélio Rebelo e a Drª. Arminda Clara Poças.

 

Acresce ainda a esta necessidade de melhorar a qualidade das chefias, o esforço que deve ser feito para as reduzir a um nível que tenha apenas a ver com o assegurar do funcionamento dos serviços e nunca, com a criação artificial de lugares.

 

É proposta pois uma redução, o que terá natural e benéfica repercussão na diminuição dos custos de funcionamento, mas em contrapartida, optou-se por um transparente concurso público que como todos sabemos, a lei impõe que seja aberto e que por isso pode implicar na possibilidade real de ter de admitir alguém que venha de fora.

 

Podia a opção da nomeação ser mais aconselhável, dados os conhecidos constrangimentos financeiros da Câmara?

 

Como diz o outro, 'poder até podia, mas não seria a mesma coisa'!

 

Estando bem identificado o nível de 'contaminação da máquina' provocado por 20 anos de poder com o nível de corrupção que se atingiu no nosso Concelho, optar por essa solução, para além de ser mais frágil em termos de segurança, corria ainda o risco de ser catalogado como 'mais do mesmo', fossem quais fossem os nomeados.

 

Além do mais, não é líquido que possa ocorrer em resultado do referido concurso uma margem de admissões externas de tal forma expressiva que possa pôr em causa os ganhos resultantes da já mencionada redução.


Quanto à segunda:

 

Sobre a redução da taxa do IMI (para os prédios urbanos) dos actuais 0,360% para o valor proposto de 0,355% e que irá à próxima Assembleia Municipal para decisão, é pouco expressiva em termos individuais é certo. Adriano Ribeiro falou em poupanças da ordem dos 2,5 euros, para valores patrimoniais à volta de, se não erro, 50 mil euros, criticando o impacto desta benesse.

 

Mesmo assim, isto significa que a Câmara abdica de uma receita da ordem dos 120 mil euros, valor que no contexto actual, não deixa de ter algum impacto financeiro que terá de ser compensado com alguns cortes ao nível das despesas.

 

É evidente que os que mais beneficiam são sempre os detentores de imóveis mais valiosos, mas quanto a isso, temos pena mas não se pode fazer nada, porque decorre da lei e do próprio CIMI vigente.

 

No entanto, faltou ao vereador Adriano - e à CDU - assinalar o reconhecimento e a valorização do sinal que é dado aos valonguenses, de que as promessas eleitorais do actual presidente não foram apenas para levar até à boca das urnas.

Numa altura em que os impostos sobem, em que se roubam os reformados e os trabalhadores da função pública, em que se preparam ataques semelhantes aos do sector privado, em que se metem no bolso dos bancos e dos grandes grupos económicos centenas de milhões de euros, registamos que no nosso município alguém vai poder 'tomar mais dois ou três cafés por ano'. Pode ser pouco, mas não deixa de ser um contra ciclo interessante...


Nota positiva - por enquanto - para a postura da oposição à direita liderada por João Paulo Baltazar, facto que escapando um pouco ao previsível, merece por isso mesmo ser destacado.

publicado às 14:26

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