Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

DESPENALIZAÇÃO OU "LIBERALIZAÇÃO"?

Com a profunda revolta de quem, considerando ter um nível de inteligência dentro da média padrão, assiste nos últimos dias - e a propósito do próximo referendo sobre a Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez - a um autêntico massacre por parte de alguns pseudo- fazedores de opinião, vejo-me obrigado a regressar a um tema, sobre o qual eu julgava já tudo ter sido dito e só faltasse decidir em consciência...

É que a INTELIGÊNCIA senhores, é um bem a preservar e os vossos ataques demagógicos e manipuladores da verdade, exigem por parte daqueles que como eu não aceitam de forma pacífica a  excisão  da mesma, a adopção de contra-medidas defensivas!

Ouço-vos falar em liberalização do aborto, e revolto-me por nos tentarem vender a ideia, de que - caso vença o SIM - as mulheres que não querem ter filhos, se calhar porque é melhor para a saúde, vão deixar de tomar a pílula, usar o tampão ou o preservativo e vão passar - pasme-se! - a fazer abortos (sei lá, tipo aí um por mês, talvez...)

Utilizam a palavra liberalização e não DESPENALIZAÇÃO:  são foneticamente semelhantes e por isso mesmo, utilizam essa artimanha como forma de mais facilmente atingirem o vosso objectivo.

Existe no entanto um facto relevante nesta matéria, de que não se lembraram na preparação da vossa campanha: É que a mulher é dotada intrinsecamente de instinto maternal e não vai seguramente aceitar que tentem vender essa ideia, sem reagir!

É claro que estamos todos de acordo, em que devem ser dadas todas as condições - e ajuda - às mulheres que tendo ficado grávidas sem o desejarem, pretendam apesar disso, levar por diante essa gravidez !

Mas também é necessário que não se penalizem aquelas que, quantas vezes na sua solidão e sem o apoio de quem mais devia apoiar - o homem - decidem que o melhor é interromper!

E depois, ouço-vos ainda dizer - pasme-se! - que o Estado não pode apoiar esta atitude nem estas mulheres...

Mas o Estado não somos todos nós - e também essas mulheres?

Com franqueza, apetece-me por uma vez, fugir ao meu padrão e terminar de forma menos conveniente:

Se a liberalização de que falam tivesse existido aqui há uns quantos anos, provavelmente não estaríamos agora a ser bombardeados por tantos demagogos!

E agora que fui de facto INCONVENIENTE - foi uma espécie de grito de revolta... - peço-vos desculpa!

publicado às 10:46

2 comentários

  • Imagem de perfil

    cneves 28.12.2006

    Minha cara amiga(permita-me que a trate assim) Maria João Carmona,
    Antes de mais, obrigado pela sua "visita" e pelo seu comentário.
    É óbvio que não estamos de acordo na abordagem que fazemos ao problema da despenalização, mas isso não deve ser impeditivo de que falemos sobre o assunto sem tabus - como eu porocuro fazer e como a minha cara amiga fez também com toda a frontalidade no seu comentário.
    Se este mesmo comentário tivesse sido feito por um homem, provavelmente, eu nem lhe responderia, simplesmente porque tem subjacente a mentalidade "machista" de que a mulher é um ser inferior a quem não se dá sequer o direito de decidir sobre o seu corpo - que o homem usa quantas vezes sem sequer "pedir licença" e sobre o qual, continua a poder dispor depois de fecundado, agora já investido de uma qualquer forma de poder instituído, quase sempre maioritariamente masculino...
    O que motiva a minha resposta, é pois o facto de ser mulher e me parecer pouco sensível ao drama das muitas mulheres a quem em desespero de causa, não resta alternativa senão interromper um processo indesejado, não planeado e quase sempre em total solidão, abandonadas quantas vezes pelo próprio parceiro.
    Têm duas formas de o fazer: Se têm dinheiro, vão "ali ao lado" e com todas as condições (embora com o mesmo sofrimento interior) interrompem, caso contrário, vão à mercenária de "vão de escada" sugeitando-se depois às graves sequelas futuras, eventualmente à morte e ainda, a um processo Judicial e à prisão!
    Convenhamos que há nestas duas situações, muito de injusto que a sociedade tem necessariamente de resolver...
    Por último, cara amiga, digo-lhe ainda:
    Ponto 1: - Certamente sem querer, foi profundamente demagógica ao comparar a despenalização da interrupção da gravidez à despenalização do roubo, ou do assassínio do marido violentador! Independentemente do conceito que possamos ter sobre o "momento" da vida, não há qualquer dúvida de queàs 10 ou 12 semanas de gravidez, LEGALMENTE não existe ainda uma pessoa...
    Ponto 2: - Não quero falar sobre "despenalização social", porque a mulher sabe que será sempre castigada pela sociedade e esse custo, ela terá sempre que suportar, mas em DESPENALIZAÇÃO LEGAL!
    E não falo nem nunca falei em LIBERALIZAÇÃO!

    Com toda a estima,
    http://a-terra-como-limite.blogs.sapo.pt
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

    Mais sobre mim

    imagem de perfil

    Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2020
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2019
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2018
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2017
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2016
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2015
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2014
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2013
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2012
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2011
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2010
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2009
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2008
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2007
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2006
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D