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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O MEU CORVO...

Não tinha falado ainda sobre o meu corvo…

Chama-se Jeremias e ofereceu-mo um vizinho, há alguns anos atrás (depois de o ter conservado também durante uns anos na sua posse). Claro que eu sei que ninguém deveria ter uma ave destas em cativeiro, mas a verdade é que sempre que medito sobre isso, chego à conclusão que com tantos anos de vida sem liberdade – liberdade de voar, de procurar comida (às vezes sem a encontrar) liberdade de correr o risco de ser abatido por um qualquer caçador (de propósito ou por engano) –  se o libertasse agora, provavelmente o bicho não conseguiria sobreviver.
Mas pelo sim pelo não, decidi há algum tempo atrás, começar a deixar aberta a porta da jaula onde ele tem o seu habitat, deixando ao seu “critério” ficar ou simplesmente partir. Não é que, não só ele tem sistematicamente recusado o implícito convite à fuga, como nem sequer se aproxima da zona da abertura? Vá-se lá entender o que passará pela cabeça do bicho…
Por isso, não me resta outra alternativa que não seja a de todos os dias ter de lhe limpar os dejectos, mudar a água do bebedouro (e da banheira, que o bicho não dispensa o seu banhito diário…) e acrescentar a comida no comedouro – coisa aí para uma meia hora diária de trabalho e umas dezenas de Euros mensais de despesa…
Vão-me acusar pois de quê? De crueldade?
publicado às 14:29

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