NA HORA DA "FACTURA"...
Como eu já tinha previsto no post anterior, o PCP que sempre tenta impor a sua liderança em todas as iniciativas da CGTP, agora faz exactamente o óbvio: take 1 - “Não vimos nada, e também não costumamos comentar as iniciativas da CGTP”…
Claro que Carvalho da Silva – perante a “esperteza saloia” dos dirigentes do PCP, que fizeram um pouco como aqueles “amigos da onça” com quem vamos às vezes ao restaurante almoçar ou jantar e que na hora da factura se escapam com um …”vou à casa de banho e venho já”, não podia fazer outra coisa que não fosse aquilo que toda a gente de bom senso esperava que fizesse: pedir desculpas em nome da CGTP.
Só que esta "limitação de danos" não os vai evitar na totalidade, porque dos actos indesculpáveis da mais primária boçalidade, que claramente envolveram militantes do PCP e que visavam, não os representantes do PS, mas (cirurgicamente) o “traidor” e o “vira casacas” (para o PCP) Vital Moreira vão ser tirados os devidos proveitos: Desde logo pelo próprio e pela sua Candidatura - o queé perfeitamente natural e depois, por todos os inimigos dos trabalhadores e das suas justas lutas.
Prestaram portanto– os boçais agressores – um mau serviço ao seu Partido e também à CGTP e enquanto as Organizações verdadeiramente responsáveis a todos os níveis da intervenção cívica deste País, não forem capazes de punir gente desta, a desmobilização de muitas pessoas de bem que se tem vindo a afastar da participação activa nas grandes acções de massas na contestação às más políticas dos vários governos, continuará a verificar-se.
Acresce a tudo isto, que ao contrário de Carvalho da Silva, que embora rejeitando a responsabilidade directa da CGTP nas agressões (o que é verdade), não fugiu ao pedido de desculpas, a Direcção do PCP não foi capaz de ir além daquela posição de um primarismo ridículo assumida por um membro da sua Comissão Política no Jornal da meia noite da RTP-N: take 2 - “não temos nada que pedir desculpa ao PS. Este é que tem de pedir desculpas ao PCP, pelos ataques que hoje nos têm dirigido…” (!)
Isto é primário, é do tempo “pré-perestroika” e está muito aquém do que seria de esperar, mesmo na era Jerónimo de Sousa!
(Escrevi sobre isto de uma outra forma em Terra Molhada)
publicado às 13:52