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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO ATINGIDOS POR UM TORPEDO CHAMADO AGUIAR BRANCO...

 

À vista de todos, debatendo-se com uma tempestade nunca vista e com as gigantescas vagas que o empurravam de forma irreversível para a morte que espreitava nos rochedos da costa, o famoso paquete afundou-se finalmente, perante a impotência dos meios de socorro que não tinham sequer condições para sair  e que não podiam por isso ir além da mera observação à distância e perante os gritos aflitivos das pessoas que apesar da tempestade, tinham acorrido ao local. Há tragédias que transportam em si mesmas a incontornável inevitabilidade...

 

 

(...)

 

Contrariando as previsões mais alarmistas da protecção civil, o temporal amainou o suficiente para que os meios de socorro pudessem largar para aquela réstea de mar ali tão próximo e ao mesmo tempo tão distante, onde mais do que escutados, se adivinhavam os gritos dos sobreviventes da tragédia, tudo isto perante a ansiedade da população que os seguia sob a chuva agora menos intensa e que acreditava ainda num milagre.

 

(...)

 

Duas horas depois, todos os barcos e os dois helicópteros que tinha participado na operação estavam de regresso.


Passado algum tempo, algures na capitania próxima e numa sala pejada de jornalistas e alguns familiares entretanto chegados ao local, o representante do armador dava início a uma conferência de imprensa para uma espécie de balanço preliminar do infausto acontecimento.

Iniciou (e a bem dizer, conluíu também) a sua intervenção mais ou menos assim:

 

"Hoje, devido à rápida intervenção e à eficácia dos  meios de socorro, temos o prazer de anunciar com indescritível alegria que entre os cerca de 620 passageiros e tripulantes do paquete que infelizmente se afundou e que foram todos retirados do mar, existem cerca de 400 que apresentam ainda ainda alguns ténues sinais vitais e que, dependendo de encontrarmos vagas em tempo útil num qualquer hospital próximo, poderão ser ainda recuperados.

Tendo em conta a dimensão da tragédia que inicialmente se antevia, este é pois um balanço muito positivo e que nos enche a todos de alegri..."

 

(Aqui o cretino já não conseguiu concluir a palavra e quase ia sendo linchado em directo pelos presentes, não tivessem as forças da ordem intervido a tempo) 


 

(...)

 

Aqui veio a jogo o (fdp* do) ministro da Defesa. José Pedro Aguiar-Branco avança que há um cheque de 30 milhões de euros para fazer face às indemnizações por despedimento. “Estão garantidos os direitos dos trabalhadores”, assegurou Aguiar-Branco, ouvido pela Antena 1.


“Os trabalhadores vão sair e vão ser assegurados os seus direitos, estando disponíveis cerca de 30 milhões de euros para cobrir as indemnizações. Dá cerca de 50 mil euros por trabalhador”, resumiu um funcionário do ministério da Defesa em declarações registadas pelo Jornal de Notícias.


(Ficamos contentes por saber que vai ser possível assegurar um 'funeral' digno a todos os que não puderem chegar a tempo ao tal hospital próximo)


 

OBS.: Qualquer semelhança entre os dois fragmantos de notícia não é mera coincidência!


(*) fdp - famosíssimo e distintíssimo patriota

publicado às 13:25

'DESACORDIZADO' ME CONFESSO - ENTRE UNS E OUTROS, PREFIRO OS QUE ZURRAM...

 

Volta a falar-se de novo na cretinice do 'acordo ortográfico' a propósito do inquérito instaurado pelo Conselho Superior da Magistratura ao Juiz Rui Teixeira, pela sua ousadia ao pôr a mão nesta ferida que dói a todos os portugueses e que começa a fazer furor nas redes sociais.

 

Lembro aqui aquela tirada de mestre sobre o acordo, a propósito de um relatório 'acordizado' que lhe foi presente em Abril pela Direcção Geral de Reinserção Social:


"nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário" - AQUI.

 

Repesco aqui a publicação de há tempos atrás, 'roubada'  então ao excelente Blog 'A Biblioteca do Jacinto' onde a brincar(?) se fala dos 'burros' - que me perdoem os nobres animais com esta designação mas sem 'aspas' - que idealizaram e transformaram em 'quase lei' esta perfeita burrice.

 

(Por uma questão de respeito, mas também de rigor, falo apenas dos 'asnos' portugueses, porque se há país, melhor dizendo, se há povo que tenha razões para zurzir os seus 'burros' esse Povo somos nós, os falantes originais a quem se tenta agora obrigar a 'dobrar' a língua - quase no sentido literal...)


O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa

 

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

 

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.

É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

 

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.

Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?

Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.

Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

 

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.

Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

 

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

 

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.

O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

 

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

 

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

 

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

 

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?

Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

 

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

 

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!

Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

 

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

 

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

 

Max, em outrox qazos, á alternativax.

Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

 

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.

Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

 

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.

Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

 

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

 

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

publicado às 23:19

ESCUTARÁ OBAMA OS PASSOS DE PASSOS?

Passos Coelho: “Não tenho nenhuma indicação de que tenha sido” alvo de escutas...


 

Agora ficou claro!

 

Obama e os voyeurs do polémico PRISM já sabem tanto como os portugueses sobre os 'vícios privados e públicas virtudes' de Pedro Passos Coelho, primeiro ministro de Portugal.

A 'caverna dos 40' deixou de justificar o tempo de gravação ou o desgaste do material e o trabalho dos voyeurs da NSA de Obama, não porque tenha sido essa a intenção do seu inquilino mas apenas porque os '40' se tornaram tão óbvios e previsíveis e o seu padrão de delinquência demasiado evidente e explícito, .

 

Passos Coelho tem um passado de violência doméstica? Grande novidade! os portugueses já sabiam e eles agora também!


Passos Coelho tem um passado de ilícitos fiscais e profissionais, gestão danosa de empresas? Puff! Grande novidade!


Passos Coelho terá um passado ligado ao consumo de drogas? Só por piada é que algém tentará 'vender' isso como uma 'cacha'!

 

Fica claro portanto, que Portugal, esta espécie de sucursal de 'vão de escada' de Bruxelas sob administração directa da senhora Merckel, a qual delega por sua vez no moço de recados Pedro Passos Coelho, pode ficar sossegado em relação ao PRISM.

O moço de recados pode também retirar a tira de adesivo que mandou colocar no buraço da fechadura da 'caverna dos 40' para impedir que Obama pudesse espreitar o que se passa no seu interior.

 

Ah! E já agora, caro moço de recados, deixe de fazer aquelas figurinhas tristes ao telemóvel - com a mão em pala como quem não quer ser espiado - porque ninguém está interessado em ouvir o que você diz.

Apenas a germânica administradora, que decide em última instância sobre os racionamentos no 'Rectângulo' e sobre a dose letal a prodigalizar aos candidatos a gaseados, terá (eventualmente) 'direito' a ser escutada!

 

Mas também Holande e Cameron - entre outros - deverão cuidar-se, porque agora todos os 'prismáticos' meios passarão a estar alocados em pleno ao registo das suas 'públicas virtudes'!

publicado às 12:03

VOCÊ E O FACEBOOK - NÃO OFENDA NINGUÉM, SOBRETUDO OS AMIGOS...

Na era das redes sociais, começa a ser uma questão recorrente a de se saber por onde passa a fronteira diáfana que delimita o espaço privado, aquele onde podemos dizer tudo sem temermos que alguém do lado de fora do nosso portão possa escutar e daí extrair alguma consequência e o outro, equivalente ao passeio da rua, ao largo ou à praça, onde 'tudo o que dissermos pode ser usado contra nós'...


Todos já lemos algum dia alguma notícia sobre uma qualquer empresa que despediu um qualquer trabalhador, só porque ele publicou no Facebook um comentário considerado ofensivo por um qualquer chefe ou mesmo pelo seu patrão.

 

Tomando o exemplo da já referida rede social, importa desde logo ter em conta que tudo começa quando definimos as condições de privacidade da nossa página, isto é, quem tem acesso àquilo que publicamos.


O nível de privacidade mais comum, será talvez o dos 'AMIGOS'. Logo, só estes é que conseguem acompanhar o que vamos publicando, funcionando a nossa página como uma espécie de 'diário', fechado com uma daquelas chavinhas minúsculas que os miúdos conhecem bem e da qual mandamos fazer tantas cópias quanto for o número daqueles a quem concedemos o título de 'amigo', os quais podem sempre que queiram entrar, comentar, partilhar as nossas publicações.

Portanto, conteúdos eventualmente ofensivos só podem ser vistos por eles e só implicarão alguma consequência se se referirem a alguém deste nosso círculo.

 

Coisa diferente seria por exemplo, se eu neste Blog escrevesse que o nosso primeiro ministro é um FdP ou um ladrão - e que fique claro que não vou escrever nada disso! - porque este Blog tem perfil público, logo, como bem diria monsieur de la Palice tudo o que eu digo já não é de âmbito privado.


Tomando o exemplo anterior, seria a mesma coisa que gritar os mesmos epítetos em plena rua, para quem me quisesse ouvir: teria seguramente a polícia à perna ou alguém a apresentar uma queixa contra mim no Ministério Público.

 

Ainda confinado ao mesmo exemplo, escrever isso na minha página do Facebook, equivaleria (apenas) a dizê-lo numa amena cavaqueira no jardim da minha casa e para a qual tivesse convidado os meus 'amigos' desta rede social. 

Desde que não 'falasse' demasiado alto para me fazer ouvir do outro lado do muro, nada do que dissesse poderia configurar qualquer tipo de crime.

 

Mas é claro que não foi sempre assim!

 

Nos tempos da 'outra senhora' correria o risco de entre os ditos 'amigos' poder estar presente um 'bufo' que fosse a correr delatar-me e isso seria o suficiente para uma estadia em Caxias.

 

Resumindo:

 

Por todas as razões e mais alguma, evite escrever coisas que possam ser consideradas ofensivas para quem quer que seja, mas sobretudo, que não o sejam para os membros da sua roda de 'amigos'.

Porque esses sim, podem usar isso contra si.

 

(Relembro que me confinei apenas ao exemplo do nível de privacidade 'AMIGOS').

 

publicado às 17:58

PROPAGANDAS ELEITORAIS - QUEM NÃO TIVESSE DINHEIRO NÃO TERIA VÍCIOS...

 

E quem o tivesse (ao dinheiro) também os não poderia ter todos (aos 'vicios')!


Já escrevi sobre isto há algum tempo atrás...

 

1.  Não concordo com o actual perfil das campanhas eleitorais - presidência da República, legislativas e autárquicas - e também europeias!

Desde logo, acho que deveria ser completamente banida a possibilidade - ainda por cima assente em desigualdades e potencialmente geradora de distorções nos resultados finais - de inundar o País de outdoors, de pinturas murais, de 'aventais' nos postes de iluminação, nos sinais de trânsito e em tudo onde a fértil imaginação dos gestores das máquinas de 'agitprop' encontre uma nesga de espaço.

 

2. Ligado a isto - este problema não existiria sem a existência do que vem a a seguir - está a questão do financiamento dos partidos ou grupos equiparados através do Orçamento do Estado. Discordo em absoluto de que as campanhas tenham de ser pagas pelos contribuintes e sobretudo, que em resultado das mesmas, se subtraiam meios significativos que poderiam ser utilizados para aliviar muitas situações de emergência social.

 

3. Apesar da limitação anterior, tudo deve ser feito para mitigar as diferenças entre partidos de ricos e de proletários, estabelecendo regras claras e proporcionais para os 'pafonds' superiores das campanhas, limites para os financiamentos privados (os únicos), tudo isto associado a um maior controlo das contas em geral e das referentes às campanhas em especial.

 

Sou dos que pensam que a democracia tem custos e é justo que o País que optou por este sistema de governação - que não sendo isento de erros,  é o menos imperfeito de todos - os suporte da única forma possível: através dos nossos impostos, logo, divididos por todos os que os pagam e também por aqueles que deixam de receber uma parte dos mesmos através, da sua redistribuição pela via das várias ajudas sociais. Mas esses custos nunca deveriam começar nas campanhas 'pornográficas'  em que tropeçamos um pouco por todo o lado neste País de contrastes também eles às vezes bem 'pornográficos'

 

Queremos um sistema assente na existência de partidos políticos fortes? Muito bem! Temos esse direito! (aqui tenho de dizer que acho que a democracia não se esgota nos partidos) mas se é isso que queremos, então suportemos - como acontece nos clubes, nas agremiações, nos grupos de amigos - os custos desse nosso querer!

 

Esta a reflexão sobre os custos e a organização da democracia a montante (as eleições e as campanhas que a elas conduzem).

Em próxima oportunidade, referir-me-ei à situação a jusante, onde muito deverá também mudar.

 

Para que o poder democrático se reconcilie com o Povo e para que os políticos deixem de ser uma 'vil classe' a quem muito poucos reconhecem utilidade que valha aquilo que nos custa!

 

publicado às 18:02

AS METÁSTASES DA PÁTRIA DE CAMÕES

 

 


Existem momentos em que a revolta que nos assalta é tão grande que nos apetece ir além das palavras, o que não é bom, porque nos tira o discernimento e nos pode vulnerabilizar perante a 'lei vigente'.

Nessas alturas, o melhor mesmo, é socorrermo-nos daqueles que  sabem brandir como ninguém o verbo e zurzir com ele de forma cirúrgica as pústulas instaladas no corpo da Pátria de Camões e que urge excisar antes que o metastizem de forma irreparável!

 

Com a devida vénia de um Homem ilustre chamado José António Barreiros, aqui vai a sua REVOLTA DAS PALAVRAS de hoje:


O calendário oferece oportunidades, tendo dias. Há o dia do Pai e o dia da Mãe em que à sociedade dos filhos se dá a oportunidade de, com uma prenda ou um telefonema, mostrarem que houve progenitura e ela tem um espaço de cuidado no seu coração. Mesmo para aqueles que, ao aproximar-se a hora da inutilidade dos que lhes deram a vida, se eriçam já ansiosos pelos despojos da partilha, entre si discutem qual o melhor lar onde se desembaracem do peso de lhes aturar a decadência física e o embaraço mental. E o dia dos namorados, com corações e jantarinhos à luz da vela e oportunidade de carinho na monotonia de quanta vida íntima e uma noite de enlace em semanas de desinteresse. E o dia do trabalhador em que este se permite um dia vazio à burguês, fazendo nada e pensando em coisa nenhuma, pondo de férias a sua raquítica consciência de classe.

Tudo com muitas excepções, claro, entre elas o daqueles que aproveitam estes dias para comemorarem o anti-dia, fazendo tudo para que se note que não querem saber do dia e estão contra o dia, irritados e afirmativamente façanhudos por trazer-lhes o calendário, o calendário juliano ou o calendário gregoriano, um e cada um dos dias e entre os dias dedicados calhar-lhes terem de conviver com a data e os odiados comuns mortais. São os que são sempre o outro e estão sempre do contra.
Além disso, há as efemérides que são um brinde dado pelos mortos aos políticos comemoradores e aos editores. Dias de lembrança engalanada com discursos e escritos e publicações. No dia seguinte volta o senhor morto ao seu coval, devolvido ao facto de ter passado o dia e com ele a ocasião. E a História engole nas suas páginas o acontecido, que entra em nova contagem até datas certas, de decénios e lustres para que se erga então de novo a tenda da celebração.
Vem isto a propósito de ser hoje o Dia que, ao ser o de Portugal, é também o de Camões.
A épica que Camões cantou está hoje ali pelo Restelo a rosnar impossibilidades das Índias e a inutilidade da viagem. É um verso heróico já esquecido cantado a tristonhas gaivotas em terra. De Portugueses plebeus do Quinto Império. De concidadãos que qualquer Intende governa, explorando e apoucando, sem precisar sequer da ameaça do cadafalso ou do pelourinho, apenas valendo-se de se terem tornado a horda vagabunda dos conformados mansos.
Quanto a Portugal são oito séculos a ter dado vergonhosamente nisto. Não sei se no Parlamento ou no Largo da Câmara Municipal ou talvez no Terreiro do Paço, com formatura compulsiva de Sapadores Bombeiros ou de sonolentos magalas, as senhoras autoridades, uma vez mais, cumprirão o caduco protocolo da comemoração. Imagino bem que sim e que haja discurso e fita, penderucalho de condecoração e oportunidade para fazer de conta. O povinho esse quererá lá saber. Amanhã a imprensa dirá do que se disse o que foi "recado" como se de alcoviteiros falasse ou de regateiras.
No seu bojo, naquele recôndito de alma onde nasce no português a saudade e a aventura, há, porém, uma raiva surda que começa a urdir. É ainda um rumor. Tem a ver com a penúria mas vai para além dela. Surge porque se está mal mas isso é apenas a ocasião. Explica-se por estarmos fartos disto tudo mas é a voz anterior à saturação. Não em todos porque nunca é em todos, a maioria acha sempre bem tudo e qualquer coisa e aprende a desenrascar-se em qualquer canto, avinhando-se de alienação, imbecilizados a futebol e a televisão. É naqueles poucos que de quando em vez fizeram as datas que depois morrem, em que a terra a treme, rompe o que está pelo sismo do que talvez pudesse ser.
Há uma raça de portugueses que os portugueses nem sabem. Dormem a esta hora. São sete e pouco da manhã e é dia de Portugal. Se eles quisessem aclamava-se uma nova dinastia, defenestrado o usurpador e seus intendentes.
 
publicado às 23:35

VALONGO - OS TRAVESTIS' DA POLÍTICA...

A propósito do dinástico presidente 'sempre em festa' da Câmara de Valongo que herdou o carcomido trono de Fernando Melo depois de este se ter cansado de ser mordido pelo caruncho que já não se satisfazia com a madeira do assento, há um desabafo que não posso deixar de partilhar:

Sei - sabemos todos - que João Paulo Baltazar é o  presidente de Câmara e não se lhe exige que dispa essa 'camisola' quando vai ao convívio da carne assada e da bifana organizado pela 'associação xpto', quando participa no convívio do 'grupo dos amigos da festa' ou ainda, quando aceita atirar a primeira pedra da 'capelinha de não sei o quê' ou da 'igreja de não sei onde'.

Mas também sabemos que os promotores - todos, incluindo alguns párocos menos atentos à 'porca da política' - sabem que ele é também neste momento, além de presidente da Câmara mais corrupta do País nos últimos 20 anos, o candidato do PSD (ou independente... ) ao próximo mandato.

 

Se há coisas que me irritam solenemente - embora não seja o meu gosto que esteja aqui em causa - são aqueles políticos que em momentos eleitorais da 'caça ao voto' viram regra geral, profundos devotos, 'papa-hóstias' compulsivos, carregadores - ou acompanhantes - de andores! 

Se eles não têm pudor para se 'travestirem' desta forma despudorada, tenham-no ao menos os outros a quem eles se colam, quais emplastros, para poderem aceder ao seu 'pequenino momento de palco'.

publicado às 14:14

O DESGRAÇADO ESTADO 'DE DIREITO' E A DESGRAÇADA III REPÚBLICA...

 

Hoje - a contra gosto, devo dizê-lo - lá fui ouvindo o debate na Assembleia da República, com a cambada que manda no País a falar, falar e não dizer nada e a oposição, que deveria ser a voz crítica desse mesmo País, a dizer, a dizer e a não fazer nada...

 

Uns e outros, demasiado previsíveis, nesta espécie de democracia encenada com base num guião ao qual já não prestam - uns e outros - a atenção que seria de esperar, um guião que uns, por óbvias razões tentam reescrever e outros por razões óbvias, vão brandindo de forma inconsequente,  porque uns e outros, já o reescreveram, já lhe foram infiéis alguma vez  - ou não defendessem todos eles a alternância, ou não integrassem parte deles, o grupo dos partidos do  'arco do poder'.

 

Perante tantas barbaridades que fomos ouvindo saídas da boca do cretino que nos governa, perante o lavar de mãos da figura de cera daquele que jurou jurou ser o garante da Constituição e do regular funcionamento das Instituições mas que está tão enterrado como os outros no lodo que tudo mina e tudo põe em causa,  porque tão corrupto como os restantes, porque de mãos tão conspurcadas como os outros todos que deveria demitir - o BPN, os lucros contra a corrente que engrossaram a sua conta bancária e da sua filha não são abstracções, Dias Loureiro e Oliveira e Costa não são figuras de ficção - a oposição só tinha uma coisa a fazer, uma coisa que nunca foi feita, mas que por isso mesmo, ganharia ainda mais impacto: abandonar aquele debate miserável em que se falava de matar pessoas à fome , de abreviar a vida de pessoas frágeis - milhares e milhares de reformados -  como se estivessem a falar de coisas menores, como se estivessem a debater a 'mortalidade dos frangos de aviário'!

 

Quem aceita debater a possibilidade de decidir sobre a vida e a morte de seres humanos, quem aceita debater tudo e mais alguma coisa, fazendo de conta que não vivemos num Estado de Direito, está a aceitar tudo isso e mais alguma coisa, de forma tácita!

 

Porque isto de decidir se matamos (apenas) 10 mil portugueses, ou se devemos ser mais ambiciosos e subir a parada até aos 30 mil ou mais, não se reduz a uma mera questão de números. É em si mesma, uma questão de Direitos Humanos e esses não se debatem com ninguém que (apenas) está disponível para não os cumprir.


O Holocausto não se debate com aqueles que se propõem praticá-lo - quando muito, debate-se com os Juízes que se proponham julgar Paços Coelho e Cavaco Silva!

 

Hoje, foi uma manhã/gota de água no meu 'copo' de paciência que transbordou!

 

Hoje deixei de poder ouvir o PS, O PCP, os Verdes, o Bloco de Esquerda - porque eles, não deviam ter ficado neste debate até ao fim

  

 

publicado às 13:57

A III REPÚBLICA MORREU - SÓ FALTA MARCAR-LHE O ENTERRO!

 

Ontem comemoramos mais um aniversário do 25 de Abril.

Comemorações oficiais, na Assembleia da República, da forma que a clic do poder e do 'arco do poder' acham mais conveniente e contando obviamente com a conivência da oposição à esquerda que não consegue esconder a atracção que sente por uns efémeros minutos de palco - ainda por cima transmitidos em directo pelas televisões - onde pode mostrar que também tem bom gosto para escolher a fatiota o vestido novo ou a cor da gravata, quando o que seria de todo exigível, é que se demarcasse pela ausência, como aliás e pela segunda vez fizeram os dirigentes da Associação 25 de Abril e os militares por esta representados.

 

No final, assistimos ao protesto 'para inglês ver' do líder da bancada do Partido Socialista, Carlos Zorrinho, 'zurzindo' o presidente da República - que aliás merece toda a 'artilharia' que lhe possa cair em cima - como se Zorrinho fosse uma virgem impoluta, como se não tivesse passado e como se tudo o que nos está a acontecer tivesse apenas a ver com este governo!

 

Pois pasmemos então com estes recortes:




 


 


Por estas e por outras, é que sempre que ouço a 'esquerda rosa' a falar na necessidade de eleições, dou comigo assustado a perguntar aos meus botões: "será que ainda conseguimos piorar mais um pouco?"


Isto a meu ver, já não vai lá com alternância!

Ainda que por hipótese teórica admitíssemos essa alternância protagonizada pelos Partidos à esquerda do PS, o problema continuaria! O sistema já contaminou também essa área, bastando ver a forma como votam, quando se trata de discutir as mordomias dos deputados, ou os projectos legislativos que daí têm vindo para cortar na 'gordura' do Parlamento!

 

A solução já não existe no actual quadro desta III República completamente putrefacta!


A solução só pode surgir pelo derrube do Regime - e não apenas do governo - e por uma IV República de mãos limpas, com uma nova Carta Constitucional assente num verdadeiro sistema de Justiça - que na realidade  não existe - e numa Democracia directa ou semi directa na velha tradição municipalista portuguesa, onde os cidadãos conheçam e possam sindicar quem os representa e tenham uma palavra a dizer sobre a gestão da coisa pública que vá muito para além da simples participação nos actos eleitorais.

publicado às 16:02

TERRORISMOS - O PERIGO DAS GENERALIZAÇÕES...

 

Hoje 'digeri' com acrescida dificuldade alguns nacos intragáveis dos vários telejornais - com alguns flashes de Relvas, algumas pérolas do omnisciente professor Marcelo e coisas do género pelo meio. Nada de muito diferente em relação à generalidade dos dias que nos atormentam há dias demais, mas a dado momento da minha 'autoflagelação' registei um facto preocupante que por enquanto vou manter sob atenta vigilância - não sou daqueles que ao menor sinal suspeito em relação à sua saúde (neste caso mental) vão logo a correr para o especialista.


Enquanto o meu apêndice auditivo da direita ouvia as várias asneiras dos governantes, comentadores e afins sobre a crise, sobre as razões da mesma e as hipóteses de cura que no entender deles, todos escolhidos a dedo e portanto, todos muito entendidos na matéria, existem e vão começar a curto prazo a ser aplicadas aos doentes - podemos portanto começar a falar com o cangalheiro - o apêndice esquerdo começou a ouvir em fundo aquele barulho característico dos muitos aviões que costumam passar lá muito em cima, mas mesmo assim por cima da minha casa (a rota do Aeroporto Sá Carneiro é mais ou menos por aqui).


Sem dar por isso, o conteúdo visual que ia passando no LCD da parede em frente, na minha sala de jantar, passou a 'OFF' e comecei a 'ver' em diferido aquela cena do ataque às torres gémeas naquele fatídico 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.


Uma ideia ganhou consistência na minha mente - que só mais tarde descobri, se tinha deixado adormecer: E se naquelas torres não estivessem cidadãos anónimos, trabalhadores, empresários honestos, chefes de família exemplares, crianças, elementos válidos da sociedade americana, mas apenas políticos corruptos, profissionais da guerra e do terrorismo de Estado, torturadores legais, 'lobbystas' da indústria de guerra, organizadores de golpes de Estado em países 'inimigos', tudo 'espécies' que na América abundam, como todos sabemos?


Será que este acto - o mesmo acto, com os mesmos executores, os mesmos aviões e as mesmas torres - seria mesmo assim um horrendo acto terrorista?


Depois, como é normal que aconteça com uma mente adormecida, comecei a imaginar os nossos governantes todos e mais a catrefada de boys, consultores, consultores dos consultores, corruptores e corruptos que proliferam à sua volta e com os quais interagem - sem esquecer os equiparados anteriores, que nisto da alternância, a única coisa que costuma mudar são as 'moscas' - todos enfiados num daqueles paquetes grandes, o maior de todos e ao qual tivesse sido 'desaparafusado' o fundo para que conseguisse flutuar apenas até ao mar alto, onde os  deixássemos como uma espécie de miminho para os tubarões degustarem.


Será que esta imaginada (sonhada) acção alguma vez tivesse a hipótese de ser executada,  seria classificada como 'horrendo acto terrorista'?


Teremos então por absurdo, de considerar que existem em Portugal cerca de 10 milhões de terroristas e que as vítimas - aquelas a quem seria devido um qualquer monumento de homenagem (em alto mar não iria ser fácil) - seriam os tais milhares de facínoras atrás referidos?

publicado às 23:52

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