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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A PALAVRA AOS AMIGOS. ALFENA AGRADECE...

Este comentário ao meu penúltimo post merece ser 'puxado' aqui para cima - pela sua acutilância e por colocar todos os assentos nas respectivas sílabas...

 

Um extracto do que escrevi:

 

(...)  Caso para dizer lhe dizer meu caro (José Manuel Ribeiro) que você está literalmente 'entre a espada e a parede' e a escolha só pode ser feita por si!

Se eu fosse a si, juntava-me à 'espada' e dava-lhe força para trespassar a parede e 'empalar' quem está para além dela. E como nós sabemos de quem se trata!


 

CesarLopes21 a 13 de Julho de 2014 às 16:15

 

Era um homem com eles bem grandes se o fizesse. Tornava-se a "excepção à regra" que conhecemos dos políticos. Mas duvido que o faça. A tal "mania", "vício" (ou o que lhe quisermos chamar), de querer investimento, postos de trabalho e mais não sei o quê, impede que um gajo com alguns dedos de testa pense em tudo: Vantagens, desvantagens, consequências, realidade dos factos (quando não há postos de trabalho por exemplo). Há realidades que custam caro a uma sociedade. E um dia mais tarde tudo se paga. Hipoteca-se o futuro com argumentos pouco plausíveis ou, pior de tudo, sem argumentos. Faz-se e pronto, porque "vai trazer investimento"! Nada o prova, nada o justifica. Olhamos para exemplos bem próximos da nossa cidade, e até dentro (quantos postos foram criados com a zona industrial do "alfenense"? Quantos armazéns hoje estão vazios? O Alfena Trade Center está ocupado com quantas empresas e postos de trabalho?) tudo por questões de enriquecimento de uns, em desvantagem de outros que perdem qualidade de vida. Sim, perdem! Perde muita gente, e muitas espécies. Porque infelizmente somos pouco dados a preocupar-nos com outras questões. Pouco importa se há linhas de água que podem simplesmente desaparecer. Pouco importa se uma parte importante da mata desaparece... Isso interessa para quê afinal? Os defensores do "desenvolvimento insustentável" diriam que até se poupa em combate aos incêndios. Interessa-lhes porque hoje é um centro de distribuição da Jerónimo Martins - Unilever, amanhã serão mais armazéns vazios. Não vou ser hipócrita, e dizer que é mau a JM abrir um centro. Até me beneficia, porque terei mais "possibilidades de emprego" na minha "zona de conforto"... Porreiro pah! Mas não sou tão inocente, nem "tolinho" para saber que o "Pai Natal" é uma figura publicitária!!! Já nisto, tenho um certo receio de pessoas que ainda acreditam nestas coisas, e que fazem de tudo para que os outros acreditem também!

 


 

publicado às 18:53

PDM DE VALONGO - PERGUNTEM AOS QUE CÁ ESTÃO, PORRA!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


E como 'não há duas sem três' - ainda sobre a sessão de ontem com o Dr. Paulo Morais - o destaque para a exposição do Dr. Ricardo Ribeiro, presidente da Associação Al Henna, onde abordou a imbecilidade de quem validou a versão do PDM agora submetida a discussão pública, onde no que se refere a Alfena, continuamos a ver os limites errados da delimitação intramunicipal, apesar da demorada consensualização com todas as freguesias ter sido formalizada já há muito.

 

Parece que a culpa é da CAOP, mas apesar da CAOP ter as costas largas, podemos ver no famigerado contrato de urbanização da JMR (Jerónimo Martins), terrenos que eram de Santo Tirso registados agora como sendo de Sobrado.

Afinal como é?

 

Depois, vemos erros de palmatória relacionados com o Património e a toponímia de Alfena que até dão a ideia de que quem redigiu a versão do PDM não é de Valongo.

 

Até pode nem ser de cá, mas não escreva 'bacoradas' sem perguntar aos que cá estão!

 

publicado às 13:46

CÂMARA DE VALONGO - ENTRE A ESPADA E A PAREDE...

 

Ainda sobre o "assunto Alfena" - o famigerado enriquecimento ilícito dos terrenos da Fonte da Prata em Alfena...

 

 

O presidente da Câmara de Valongo costuma apregoar 'aos quatro ventos' que só quer garantir investimento para o Concelho e que as questões da corrupção são com a Justiça.

 

Lamento muito, meu caro Zé Manel, mas como o Dr. Paulo Morais disse ontem, o enriquecimento ilícito com os terrenos da Fonte da Prata vai ser mesmo promovido por si!

 

O Dr. Paulo Morais mostrou-nos a todos na sessão pública de ontem, o despacho de arquivamento do Ministério Público relativo à queixa por ele apresentada, em que se afirma que "não é verdade que Jaime Resende tenha ganho 16 milhões com o negócio dos terrenos, uma vez que isso está dependente do cumprimento de determinados pressupostos que ainda não foram cumpridos" - citei de memória.

 

E não é que o Ministério Público até tem razão?

 

O Sr. Jaime Resende - o 'testa de ferro' da Novimovest/Santander - só vai ganhar os cerca de 14 milhões que ainda tem a haver, quando a Câmara de Valongo - você, caro Zé Manel - lhe 'passar o papel', isto é, o PDM com a alteração daquela área de REN para... mina de ouro!

 

Caso para dizer lhe dizer meu caro, que você está literalmente 'entre a espada e a parede' e a escolha só pode ser feita por si!

Se eu fosse a si, juntava-me à 'espada' e dava-lhe força para trespassar a parede e 'empalar' quem está para além dela - e como nós sabemos de quem se trata!

publicado às 12:33

"O MEU PDM LAVA MELHOR QUE O TEU" - O DE VALONGO É COMO O 'OMO'...

É fácil desmontar os 'argumentos' de quem não tem argumentos!

Isso mesmo ficou provado hoje ao longo da sessão pública 'desalinhada' sobre o PDM de Valongo que teve lugar no Centro Cultural de Alfena e que contou com o inestimável contributo do Dr. Paulo Morais da Transparência e Integridade.

 

Diz-nos a Câmara pela voz do seu presidente, que "o investimento é importante, que Valongo precisa de criar postos de trabalho, que a vinda da Jerónimo Martins para o nosso Concelho tem que ser garantida a todo o custo..." - tudo isto para justificar - e para pegar apenas neste exemplo - a legalização daqueles terrenos todos, que foram comprados por 4 milhões e vendidos uns minutos depois por 20 - milhões também - na Fonte da Prata em Alfena...

 

Portanto, o PDM propõe-se mais uma vez, ser como aquele detergente muito conhecido que "lava mais branco"...

 

O Dr. Paulo Morais com a forma peculiar e cuidadosamente estruturada que o caracteriza, 'ensinou' ao Dr. José Manuel Ribeiro - que esteve presente na sessão e que até pediu ao vice-presidente da Transparência e Integridade para o "ajudar a perceber se existem outras saídas" - que a única alternativa compatível com a Lei e que defende o interesse público da autarquia e dos valonguenses, só pode ser - e a Jerónimo Martins ainda lhe ficaria grata por isso - a declaração do interesse público dos investimentos previstos, a expropriação dos terrenos pelo seu valor inicial (4 milhões) e vendê-los ao investidor por um preço justo, revertendo as mais-valias a favor dos cofres municipais, obviamente!

 

Se o presidente da Câmara quiser mesmo seguir o conselho do Dr. Paulo Morais, então só tem de aceitar o desafio que lhe faço e que anunciei no decorrer da sessão que iria promover a curto prazo: 

A convocação de uma Assembleia Municipal extraordinária para discutir o assunto, a prorrogação do período de discussão pública do PDM por um período de tempo que permita à sua equipa de advogados fundamentar um acção de expropriação por interesse público e finalmente, avançar sem medo!

Tudo o que está feito nos terrenos da Fonte da Prata é ilegal e o Santander e a Novimovest não vão correr o risco de inundar os Tribunais com aquela coisa mal cheirosa que nós sabemos que está por detrás daquele negócio do Jaime Resende... 

 

publicado às 02:28

PDM DE VALONGO - (SERÁ QUE) ALFENA QUER FAZER PARTE DESTE PLANO?

E hoje, a não esquecer a sessão pública aberta sobre o PDM - às 20:30 horas no Centro Cultural de Alfena, com a presença que muito nos honra do Dr. Paulo Morais, um paladino contra a 'nacional-corrupção', e contra todas as traficâncias mafiosas, sejam elas nacionais, sejam as que agora estão 'em cima da mesa' e que se referem ao Município de Valongo.

 

As entidades promotoras são as Associações AL HENNA e CORAGEM DE MUDAR e o grupo informal de reflexão cívica "9 DE PAUS".  Faço parte da estrutura organizativa dos três promotores...

 

Tínhamos a garantia de que estariam presentes elementos da Câmara, mas neste momento e dado o 'estranho desconforto' que a nossa militância cívica parece provocar, já não sei...

Não faltarão no entanto outros ilustres participantes para animar o evento.

publicado às 11:32

A CÂMARA DE VALONGO E A "ÁGUA DO CU LAVADO"...

Hoje foi votado na reunião de Câmara o famigerado contrato de urbanização entre a Novimovest, a JMR(Jerónimo Martins) e a Câmara de Valongo.

 

Famigerado sem "aspas", como não tardará a confirmar-se...

 

A única diferença em relação à descolagem abortada há oito dias atrás, é que hoje foi primeiro decidida politicamente a questão e só a seguir se fará a assinatura com os 'mecenas de Alfena' como chegou a estar marcado na quinta-feira passada.

 

Vamos lá a ver...

 

A gente percebe que muitas das coisas que se decidem em muitas autarquias - e na de Valongo também - são o resultado de cuidadosas negociações no seio das máquinas partidárias...

 

Sabemos que a Novimovest - protuberância do Banco Santander - que tem toda aquela imensidão de terrenos vulgarmente conhecidos como 'aeroporto internacional de Alfena' ilegalmente transformados de área florestal com classificação REN em área urbanizável sem protecção de nenhum instrumento legal, sem nenhuma decisão validada pelo poder autárquico, ou seja à revelia da Lei, precisa de transformar em 'el contado' os 20 milhões virtuais com que foram registados "naquela segunda escritura pública realizada uns minutos depois da primeira que rendeu aos proprietários pobres apenas 4 milhões"...

 

Sabemos ainda, que António Vitorino não é propriamente um 'pé rapado' no aparelho socialista e também sabemos o cargo que desempenha no Banco Santander...

 

E não vou colocar mais itens nesta coisa imunda que é a negociata dos terrenos da Fonte da Prata e que agora foi varrida estrategicamente para debaixo do tapete pelo PS e pelo PSD - hoje na reunião de Câmara - porque o que agora escrevi, mais o muito que já aqui publiquei noutras ocasiões, é mais que suficiente!

 

Quem cumprimenta mãos conspurcadas - ainda que seja um simples 'aperto de mão social' sem tomar precauções, dificilmente sairá com as próprias limpas e o presidente da Câmara podia ter evitado expor-se a esse risco - contrariando embora as eventuais ordens de alguns aparelhistas influentes e/ou dirigentes igualmente influentes do Santander.

Sei que a referida conspurcação não terá sido pretendida - faço essa justiça ao actual presidente da Câmara - mas é o que acontecerá efectivamente.

 

Só para terminar este desabafo sobre a vergonha de hoje, que como já disse, significa um profundo desrespeito para com os munícipes que estão na recta final da discussão pública do PDM e que - muitos deles pelo menos - ainda acreditavam ser uma discussão séria onde tudo podia estar em causa, até mesmo o chumbo da proposta tal como é apresentada, deixo em jeito de conclusão este reavivar de memória:

 

Até àquela ida à Azambuja (no mandato anterior) para visitar a plataforma do 'merceeiro-mor', o PS foi sempre bastante crítico em relação a esta negociata - porque é disso que estamos efectivamente a falar.

A Coragem de Mudar (Maria José Azevedo e Pedro Panzina) na altura também oposição na Câmara ao lado do PS, optou em coerência por não integrar a caravana e fez bem. Manteve-se livre de contaminações desnecessárias.

 

Para os que fizeram o caminho de ida tolhidos por muitas dúvidas - não era o caso obviamente do PSD - o merceeiro-mor tinha reservados alguns garrafões de "água do cu lavado" que lhes amenizou o caminho de volta e os muitos meses (anos) que se seguiram. Até à reunião de hoje.


Nota explicativa sobre o significado da frese popular "água do cu lavado":

 

(1) No Porto, quando um cônjuge ou um namorado se embeiçava por outra mulher e fazia tudo o que esta queria e dizia, atribuíam este procedimento ao facto da amásia lhe ter "dado a beber água de cu lavado"(2). 

(2)Esta expressão deriva duma antiquíssima costumeira "que consistia em dar desta água às crianças, nos primeiros dias de nascidos, para que lhes não tardasse a fala" - Gomes Monteiro e Corta Leão, "a Vida Misteriosa das Palavras", Portugália Editora, Lisboa, 1944, p.18.

 

publicado às 23:33

ALFENA E O GARIMPO DA 'FONTE DA PRATA' - O BRILHO EFÉMERO DAS PEPITAS DO COSTUME...

"E disse-lhe (o Diabo): Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" - Mateus, 4_9

 

Mais um comentário do amigo A. da Vicência que não resisto a puxar cá para cima.

 

Já o disse a propósito do meu projecto de MUDAR VALONGO que cada vez é menos meu, isto é, cada vez menos aquilo que alguns imaginamos e para o qual trabalhamos!

Por causa disso é que ando a actualizar-me em relação àquilo que fez Egas Moniz para honrar a sua palavra. Só não vou fazê-lo perante o rei de Espanha. Aliás, não o farei perante nenhum rei mas apenas perante o único soberano que reconheço e respeito: o POVO.

 

O comentário:

 

A. da Vicência, deixou um comentário ao post CÂMARA (PS) DE VALONGO - MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES... às 11:11, 2014-07-09.

"Mudam-se os tempos"... Há quem diga que só os burros não mudam, mas tal não é verdade. Experimentem mudar-lhes a manjedoura, por exemplo, e verão que até estes animais não deixarão de a procurar, mudando os seus hábitos. Como vê, meu Caro, o importante é a manjedoura. Relativamente, às atitudes que refere, nunca tive grandes ilusões, conheço razoavelmente bem o sistema mafioso enfeudado aos interesses que lhes garantem tachos e prebendas, ao qual está hipotecada a tralha aparelhista gananciosa, dos partidos do bloco central. Em devido tempo, lembro-me que lhe tentei arrefecer o entusiasmo, advertindo-o para para o inevitável dever de fidelidade do seu candidato a tais interesses. Se assim não fosse, se não tivesse prestado essas garantias à cúpula mafiosa, não teria hipóteses de ser ele o candidato. Não tenha dúvidas, meu Amigo, nesta republiqueta democrática da treta, manda o bloqueio central dos tachos, das negociatas, das traficâncias e de todas as manigâncias. Que nomeia os respectivos capatazes locais.

Abraço do A. da Vicência"

publicado às 13:02

ALFENA E A DISCUSSÃO DO PDM - "EU AINDA SOU DO TEMPO"...

Vou republicar a seguir a esta pequena introdução, o post que publiquei em  28 de Janeiro de 2012 - sobre a 'promessa' Jerónimo Martins.

 

Nessa altura na Câmara de Valongo, as coisas ainda funcionavam de forma mais ou menos expectável e natural, isto é, Fernando Melo e João Paulo Baltazar mantinham a sua dedicação (quase) exclusiva aos assuntos da corrupção... oops! desde a Assembleia Municipal de ontem e depois da ameaça velada do perdedor de Setembro passado, que esta palavra faz tilintar campainhas de aviso no meu cérebro - e o PS e a Coragem de Mudar, na oposição, lá iam repartindo entre si as despesas da festa no trabalho de oposição.

 

Pois é...

 

Quem diria que tempos viriam em que os defensores da legalidade urbanística dessa altura, aqueles que denunciavam nos jornais o 'faroest' urbanístico de Fernando Melo e seus comparsas, passariam a ser os mais activos defensores da 'criação de emprego' em Alfena por parte do 'merceeiro-mor' de Portugal.

(Para os menos familiarizados com o novo léxico em uso por estas bandas, importa esclarecer que a frase 'criação de empregos' é a password para aceder à função PDM e alterar a classificação dos terrenos da Fonte da Prata de REN para Zona Industrial. Esta password é a mesma que foi utilizada para o mesmo efeito, relativamente à área onde foi construído o Hospital Privado de Alfena). 

 

Só por mera curiosidade e também pela sua relevância quase 'arqueológica' partilho este excerto de um comunicado enviado às redacções dos Jornais pelo  líder concelhio do PS que era... José Manuel Ribeiro:

 

"Valongo - PS acusa câmara municipal de criar “faroeste urbanístico”

O PS de Valongo considerou hoje que a câmara local “está de novo a reforçar uma imagem de autêntico ‘faroeste urbanístico’” naquele concelho, prometendo avançar com queixas para o Ministério Público e a Polícia Judiciária.

Em comunicado enviado hoje à Agência Lusa, o presidente do PS de Valongo insurge-se contra o “pedido de alteração do uso do solo para terrenos sitos no município de Valongo, no âmbito da revisão do Plano Director Municipal”, que será discutido já esta quinta feira pelo executivo municipal, numa reunião “à porta fechada”.

José Manuel Ribeiro refere que “a proposta que o presidente da Câmara Municipal de Valongo estranhamente inscreveu” para esta reunião abrange “uma área muito considerável, cerca de 125 hectares, e que está integrada em área florestal e em reserva ecológica nacional, de acordo com o actual PDM (...)"

 

Então aqui vai a republicação acima referida:


 

Em boa verdade, ninguém sabe ainda qual vai ser a posição do Partido Socialista na próxima quinta feira dia 2 de Fevereiro, na reunião ordinária da Câmara, sobre a repescagem do relatório da consulta pública à excepção ao PDM (plataforma da Jerónimo Martins)...

 

Mas nunca será demais lembrar um "pequenino" pormenor neste processo que pode fazer toda a diferença: na altura de tomarem uma decisão - qualquer que ela seja - deverão ter presente que a excepção não é concedida à Jerónimo Martins, um grupo importante no contexto das empresas nacionais, que dá emprego a mais de 20 mil trabalhadores no País - pese embora o facto incontornável, de sabermos que cada emprego gerado nos grandes grupos de distribuição, destrói uns quantos na pequena concorrência tradicional.

 

O que vão decidir, é premiar o grupo Novimovest - o mesmo que está por detrás no mega processo de especulação com aqueles terrenos, o mesmo que atentou contra as leis do País, alterando de forma brutal e nalguns casos irreversível, o perfil daquela vasta área, terraplanando, entubando ribeiras, alterando o curso de linhas de água, tudo isto, sem qualquer autorização e sem que a Câmara tivesse "dado por nada", tivesse levantado um auto, tivesse aplicado uma coima.

 

Este grupo, detido pelo Banco Santander, é e será o dono de toda aquela vastíssima superfície terraplanada a que alguns chamam por graça o "novo aeroporto internacional de Alfena", sendo que a Jerónimo Martins será a detentora do direito da fracção a destacar, durante um determinado número de anos. E mesmo esse período, não é líquido que não possa ser interrompido a qualquer momento, se por razões de interesse fiscal ou de custos da mão de obra, o grupo decidir deslocalizar-se para outro País qualquer onde o peso destes factores seja menor - como o fez recentemente com a mudança da sua sede para a Holanda!

 

Se o fizer, não vai manter a plataforma de distribuição a muitas "milhas náuticas" de distância nem ajudará a obter passaporte de emigrantes para os seus trabalhadores.

 

Vamos pois ser claros quanto a isto e "chamar os bois pelos nomes", porque é assim que deve ser feito e fica sempre bem fazê-lo!

 

Depois, também fica bem recordar como é que aquela excepção, que há cerca de dois meses foi posta a consulta pública, foi aprovada no mandato anterior de Fernando Melo: 2 votos a favor e 7 abstenções (incluindo a maioria dos vereadores da maioria - passe a redundância).

 

É que no momento da "repescagem" do Relatório da consulta pública, estas questões vão ser seguramente "varridas para debaixo do tapete" - para facilitar o voto - nomeadamente, evitar-se-á falar no "caso de polícia" da Novimovest, evitar-se-á falar nas participações ao Ministério Público sobre o assunto, evitar-se-á falar das incongruências e da sonegação de elementos essenciais no Processo Administrativo da nova Carta REN de Valongo, da falta de informação sobre o estado actual do processo de revisão do PDM, da (conveniente) alteração da posição da CCDR-N, que passou de "oposição militante" em relação à desclassificação daquela área a colaboradora activa na consensualização das pretensões da Câmara.

 

Por último, importa realçar que Valongo não tem uma ideia de desenvolvimento para o Conselho. Surge um investidor com uma ideiazinha, pede uma excepção ao PDM e se for do grupo dos amigos, concede-se-lhe a concretização do desejo, depois surge um outro, com outra ideiazinha, provavelmente até menos "inha" do que a do anterior, mas porque está na "lista negra" chapa-se-lhe com o carimbo de indeferido e andamos nisto!

 

É portanto, de uma mudança de paradigma que Valongo necessita, mas isso todos sabem, todos, menos Fernando Melo e quem o suporta - ou apenas o ampara! 

 

 

 

 

publicado às 02:09

ESTA PARÁBOLA PODIA SER SOBRE ALFENA...

Era uma vez...

 

Uma leira de terreno sem utilidade nenhuma e que por isso mesmo, tinha um valor quase simbólico, isto é, não valia nada que pudesse despertar a cobiça de quem quer que fosse.

 

(Isto era o que o dono da dita pensava).

 

Um belo dia, numa daquelas caminhadas para queimar calorias e ver as vistas e os eucaliptos - passou por ali um conhecido homem de óculos escuros e de negócios, oops, de 'negócios escuros e de óculos' e...

 

- "Olha que giro! Uma leira que não vale nada, vou perguntar ao dono se quer vender..."

 

O dono que não tinha nenhuma ideia sobre 'utilidades alternativas' para a leira sem utilidade nenhuma disse:

 

- "Eu bendo, quanto bale?"

 

Marralha daqui, marralha dali, fita métrica estendida e 'reestendida' em todas as direcções - "deixe verificar bem isto, que eu não quero que pense que estou enganá-lo..." - o nosso homem de negócios escuros e de óculos ou vice-versa chegou a um valor 'justo' e lá combinaram uma data para selar o negócio no sítio onde este tipo de negócios são selados: no cartório notarial.

 

Entretanto...

 

Este pequeno episódio repetiu-se N'vezes com N'proprietários de outras N'leiras:

 

- "Olha aqui mais uma leira, olha mais outra e outra, etc., etc." e os respectivos - "bendo, quanto bale?" 

 

Enquanto isso...

 

Num outro belo dia semelhante aos outros belos dias já referidos, o nosso homem de 'negócios escuros e de óculos, ou vice-versa' cruzou-se numa das suas caminhadas para 'queimar calorias e ver as vistas e os eucaliptos', com uma conhecida 'fada-madrinha' munida da característica varinha de condão. Observadora como costumam ser quase todas as 'fadas-madrinhas' esta leu nos olhos por detrás dos 'óculos escuros do homem de negócios talvez escuros' o que lhe ia na alma que ele não tinha e propôs-lhe um pacto:

 

- "Proponho-te transformar em lingotes de ouro maciço estes terrenos que não valem nada se me acenderes uma velinha e recheares a minha caixa de esmolas" - pura usurpação de identidade da fada-madrinha, esta de querer fazer-se passar por santa com direito a velinhas e caixa de esmolas, mas enfim...

 

Mas como diz o Povo na sua fé, "o homem põe e Deus dispõe" e um belo dia, oops, um mau dia a 'fada-madrinha que se fingiu de santa' incompatibilizou-se com o 'divino' e foi apeada por este do pedestal que dava poder à varinha de condão.

 

Resumindo...

 

Ainda hoje o nosso 'homem de óculos escuros e de negócios, ou vice-versa' olha para aquelas courelas todas unidas, e oscila entre a depressão e a esperança de que o milagre prometido aconteça, mas nada! - pelo menos até agora...

 

A única coisa que lhe tem aquecido a alma que ele já não tem há muito e que está prestes a ocorrer, é que as novas 'tábuas da Lei' que em breve substituirão as velhinhas de 1995 - também há quem lhes chame 'PDM' - prometem fazer renascer o apagado condão da 'varinha de condão', pese embora o facto de já não ser empunhada pela 'fada madrinha que tinha a mania que era santa'.

Pormenor sem importância, porque o que verdadeiramente conta é o efeito do condão e não a origem do mesmo.

 

Esta podia ser uma 'parábola' sobre Alfena...

 

 

publicado às 22:46

ALFENA - UM OLHAR CRÍTICO SOBRE O NOSSO BURGO...

 

 

Os membros da Assembleia Municipal de Valongo visitaram hoje a cidade de Alfena, visita que contou com a presença do presidente da Câmara, Dr. José Manuel Ribeiro...

 

O percurso teve em conta muito do que há de bom na nossa cidade e que importa realçar - S. Lázaro e o casamento feliz com o nosso querido Rio Leça, o aproveitamento do espaço sob o viaduto da A41, o futuro Museu do Brinquedo (parte do acervo histórico/cultural mais relevante da nossa terra anda espalhado um pouco por todo o lado mas ainda não tem um ancoradouro no seu ponto de origem) a futura plataforma solidária de Alfena/Valongo em Cabeda - mas não deixou lançar também um olhar crítico sobre algumas coisas negativas - profundamente negativas direi eu...

 

'Ardilosamente' ou não, o nosso anfitrião' e presidente de Junta 'conduziu' o autocarro em que nos fazíamos transportar, até ao novo 'ex-libris' de Alfena - a construção da Rua do Viveiro...

 

Fez bem, porque uma coisa é denunciarmos, falarmos sobre o assunto, outra bem diferente é termos parado na confluência das Rua e Travessa do Viveiro e Rua de Baguim e olharmos para aquela espécie de 'bunker' inserido numa imaginária 'rotunda triangular', delimitado por muros que mais parecem ameias de um castelo medieval e vermos 'em directo' os constrangimentos do cidadão comum face à circulação automóvel ainda que incipiente num dia de sábado.

Finalmente, os eleitos da Assembleia Municipal tiveram a oportunidade de tirar conclusões ditadas apenas pelos seus próprios olhos, relativamente  aos vários erros ali cometidos - erros do executivo anterior da Câmara que licenciou o empreendimento, mas também do actual que não teve a coragem de os travar, lançando mão de todos os instrumentos que pudesse ter ao seu alcance.

 

Para último lugar deixei propositadamente a Escola Secundária de Alfena (Lombelho) e o problema da falta de transportes escolares, que pode a médio prazo, colocar em causa o futuro daquele estabelecimento de ensino.

Ao contrário de muitas das escolas do nosso Concelho, aquela tem instalações modelares que são um verdadeiro exemplo para as suas congéneres, a braços com problemas estruturais de toda a ordem - até mesmo de saúde pública.

 

Porém, os alunos são obrigados a fazer a pé todos os dias, faça sol ou faça chuva, em dias de temporal ou de intenso calor.

O mesmo percurso que hoje fomos convidados a fazer, sem o 'upgrade' da mochila carregada de livros e sem a 'ditadura das horas marcadas' a impôr-nos o ritmo da passada.

 

Correndo o risco de mais uma vez ser politicamente inconveniente, eu não hesito em afirmar: entre os nossos jovens que são o futuro do nosso País e os vultuosos auxílios que apesar da crise se vão distribuindo por algumas actividades alegadamente culturais ou desportivas incuindo o futebol, eu optaria claramente pelos transportes escolares - em moldes idênticos aos que existiam no passado recente.

Desculpem-me os 'maluquinhos da bola' - alguns deles quem sabe, com filhos a fazerem diariamente o íngreme percurso - mas isto é o que eu penso.

 

Foi uma boa visita que nos permitiu ao longo de quase toda ela olhar para o nosso Leça e ponderar no muito que temos ainda para fazer, no sentido de nos reconciliarmos com ele...

 

 

publicado às 13:46

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