Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A 'AUTO-FLAGELAÇÃO' DE ALMERINDO CARNEIRO DA SEC - OU COMO UMA JUSTIÇA JUSTA ÀS VEZES 'COMPLICA'...

 

ESTE É "UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI (CONTINUAREI A ESCREVER) SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA – APENAS DELIMITA”.

 

Captura de ecrã 2015-07-21, às 21.06.47.png

 

Desde as 10:32 de 17 de Abril de 2006 que este é um espaço de liberdade responsável mas não domesticável, formal sempre que se justifica, institucional algumas vezes mas contestatário e desalinhado na maioria delas. O ‘ADN’ tem destas coisas e não há como escapar à sua influência.

Tem sido assim e assim continuará no futuro – enquanto o futuro fizer sentido.

 

E posto isto...

 

Tinha preparada para esta altura, volvidos que são 33 dias sobre o óptimo dia 18 de Junho, uma longa apreciação sobre o desenrolar do julgamento da queixa contra mim pela SEC e Almerindo Carneiro, por 'dois crimes de difamação agravada'.

 

Tendo sido constituído arguido no início do processo e respeitador que sou do funcionamento da Justiça, remeti-me ao silêncio relativamente ao assunto.

 

Com a leitura da sentença em que fui integralmente absolvido, deixei de estar obrigado a esse dever de reserva.

Mesmo assim preferi deixar passar o prazo previsto no CPP para a interposição de recursos – novamente por uma questão de respeito para com o Tribunal e para com a Exma. Juiz que produziu o brilhante Relatório de Sentença que a seguir reproduzirei.

 

Depois de ler calmamente o mesmo, um notável trabalho da Senhora Juiz como já disse, optei por fazer ‘delete’ da maioria do texto com excepção de alguns parágrafos.

Referem-se os mesmos ao ex-presidente da Câmara de Valongo e aos dois ‘pequeninos autarcas’ socialistas de Ermesinde, todos testemunhas de acusação e que  aparentemente - foi pelo menos essa a impressão que me deixaram - demonstraram não conviver lá muito bem com a verdade...

 

No lugar do texto apagado, coloco as 15 páginas da sentença, porque de facto, julgo que fará jurisprudência - em Valongo e não só.

 

Aqui fica portanto e antes da Sentença, a parte do texto que resolvi manter:

_____________________________

 

1) Sobre o depoimento de João Paulo Baltazar:

 

Não se percebeu muito bem – eu pelo menos não percebi - o que ali o levou uma vez que nunca lhe atribuí em momento algum a autoria de qualquer ilícito relacionado com a SEC.

Claro que entendo a sua necessidade de reconstruir todo um percurso liberto de obstáculos com vistas à reconquista da Câmara do subúrbio em 2017 e terá sido portanto esse o seu principal objectivo, mas já que se pôs a jeito sempre lhe digo que os famigerados pagamentos da ‘sua’ Câmara à SEC sem passarem pelo Administrador Judicial tinham de vir à baila. No seu testemunho esforçou-se por desmentir que alguma vez tivesse agido em situação de favor.

Sobre aquele incómodo assunto que o relacionava com uma alegada passagem pelo escritório da SEC na Rua de Monforte logo a seguir às eleições perdidas em 2013 para entregar um último cheque do PAEL, obviamente negou tudo.

 

Estava ‘sob juramento’ pelo que teremos de presumir que disse “apenas a verdade, só a verdade, nada mais que a verdade”.

 

(Talvez até nem fosse um cheque mas um simples e inocente bilhete de cinema aquele papelinho que mudou de mãos no dia referido por algumas testemunhas).

 

Ficou no entanto a pairar uma relevante dúvida:

 

Porque carga de água é que, já no decurso do Processo Especial de Revitalização, os Bancos credores de importâncias relacionadas com ‘factoring’ da SEC passaram à frente na enorme lista de todos os restantes credores?

_____________________________

 

2) Quanto à 'narrativa' construída pelos ‘pequeninos autarcas’ socialistas (?) de Ermesinde:

 

Ficou-se por isso mesmo, isto é, por um somatório de imprecisões, de efabulações, de ‘quase mentiras’ e de muitos atropelos ao juramento prestado no início dos depoimentos - a cumplicidade com o autor da queixa e a amizade solidificada ao longo de muitos almoços e jantares em comum a congeminar estratégias 'esconsas' exigiam-no.

Ficará para 'memória futura' a lamentável postura cívica que já conhecíamos e uma vez mais confirmada ao longo dos seus depoimentos.

Mas sobre isso, lamento se os desiludo, não gastarei mais o meu 'latim'.

Fazer 'figurinhas tristes' é um direito que lhes assiste e eu não interferirei com esse seu 'solitário - cada vez mais solitário - prazer'...

 

A SENTENÇA

Sentença_1_jpeg.jpeg

Sentença_2_jpeg.jpeg

Sentença_3_jpeg.jpeg

Sentença_4_jpeg.jpeg

Sentença_5_jpeg.jpeg

Sentença_6_jpeg.jpeg

Sentença_7_jpeg.jpeg

Sentença_8_jpeg.jpeg

Sentença_9_jpeg.jpeg

Sentença_10_jpeg.jpeg

Sentença_11_jpeg.jpeg

Sentença_12_jpeg.jpeg

Sentença_13_jpeg.jpeg

Sentença_14_jpeg.jpeg

 

____________________________________ 

 

Notas finais - ou talvez não...

 

Para quem se vai habituando no dia-a-dia a duvidar de uma Justiça justa, o dia 18 de Junho foi um pequeno contributo que nos ajuda a  reconciliarmo-nos com a mesma.

 

A “questão Almerindo Carneiro” terminou pois no dia 18 de Junho com a minha absolvição.

 

A questão da SEC essa continuará a ter neste Blog o acolhimento solidário que sempre teve.

 

Enquanto houver um trabalhador à espera que lhe paguem o que lhe é devido, enquanto houver notícias sobre ‘dispersão manhosa’ de património pertencente à massa falida, enquanto virmos os administradores da SEC – agora ‘desempregados’ – a passearem-se pelo burgo em viaturas de alta cilindrada e topo de gama, a solidariedade para com os mais frágeis jamais será negada!

 

 

publicado às 23:59

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D