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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

'INCONSEGUIMENTOS' TRANSGÉNICOS...

Há duas palavras que sempre que as ouço, associo de imediato à praga dos transgénicos - sim, eu disse mesmo 'praga'...

São elas: 'Monsanto' e 'inconseguimento'.

  

A primeira tem uma carga tão forte e tão aterradora que por via dela, sempre que vejo uma daquelas imensas plantações de soja ou de milho a perder de vista, ao invés de me sentir deliciado com a serena quietude da bonita mancha verde, eu sinto uma reacção de repulsa, diria mesmo de quase medo, só de imaginar o produto daquelas imensas planícies a invadir-me a tigela dos cereais da manhã ou a violar a integridade daquele iogurte que o médico me aconselha a ingerir de vez em quando.

 

E como a imaginação é fértil, a dadas páginas, olho para o óleo de fritar que eu supunha que só pudesse ser afectado pela excessiva reutilização resultante da irresponsabilidade da cozinheira do boteco da esquina na fritura da portuguesíssima patanisca, do jaquinzinho ou da batatinha frita para acompanhar o frango de aviário - ou de plástico - e quase juraria ter visto a flutuar na limpidez do conteúdo da garrafa com 'soja' no rótulo, pequeníssimos glutões que me devorariam as entranhas a curto prazo se eu não tivesse posto termo ao consumo do alegadamente substituto do azeite para uma grande parte das utilizações culinárias.

  

De exagero em exagero - será mesmo? - olho para o apelativo pacote daquele 'leite' que cada vez mais, começa a competir com o 'sumo' das simpatiquíssimas vacas e julgo sentir no seu interior o sinistro 'tic-tac' de uma bomba que me rebentaria no estômago se eu não tivesse optado a tempo pelo cítrico sumo da laranja de 'não sei onde' que apesar de tudo me parece menos ameaçadora. Entre a soja e a vaca fico-me à cautela pelo cítrico sumo.

 

E por falar em vacas...

 

Os pensamentos brotam-me como as cerejas: agora assalta-me o receio de 'inconseguir' conter-me, face ao último episódio da cerebral diarreia da 'inconseguida' segunda figura da Nação - imaginando-se talvez perante a ameaça de se ver empalada por algum caule mais robusto de um daqueles cravos vermelhos que ainda vão resistindo nos arranjos florais e nalgumas lapelas que hão-de amenizar o cinzento da esmagadora maioria daquelas almas que como em anos anteriores, hão-de fingir uma 'esfusiante alegria e incontida' no próximo dia 25 de Abril.

 

A imaginação humana é mesmo um mistério. Comecei com a Monsanto das sementes e concluo com esta inexplicável reflexão que agora mesmo me ocorreu:

 

Tivessem as Forças Armadas da Nação à data de Abril de 1974 tido a preocupação da agora muito apregoada 'paridade' e quiçá, em vez de apenas Capitães de Abril pudéssemos ter também algumas robustas e nutridas Capitãs para alegrar a alma e neutralizar a azia da inconseguida dama.

 

E se assim fosse, não estaríamos agora a braços com aquela frase cretina de "o problema é deles" atravessada na garganta.

Perante a atracção fatal de uma matrona fardada talvez ela se tivesse quedado por um mais assertivo "o prazer será meu"...

 

 

 

 

publicado às 21:18

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