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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O URBANISMO 'CRIATIVO' DE ALFENA E A POLÍTICA DO FACTO CONSUMADO(?)...


 

Ainda a célebre - pelas piores razões - obra particular no triângulo das Rua e travessa do viveiro e Rua de Baguim, em Alfena...

 

Num determinado momento do processo, cheguei a considerar o dono do empreendimento o menos culpado em relação a esta pequena aberração urbanística.

Aliás, segundo o que me contam, ele não para de repetir para quem o queira ouvir que não pediu favores a ninguém na Câmara e que o licenciamento lhe chegou da mesma forma que chega ao comum dos cidadãos.

 

Apesar disso e não percebendo ainda muito bem porquê, mudei 'ligeiramente' de opinião...

 

Existem condicionamentos subliminares que os técnicos municipais - e não apenas em Valongo - descodificam sempre como pedidos, sobretudo quando um determinado processo aparece capeado por uma apresentação do género "esta moradia é de um amigo".

 

Não sei se foi exactamente desta maneira que este caso subiu a escadaria da Câmara e a desceu já aprovado em Abril de 2013. Não sei mas adivinho que sim, garantem-me que sim e tudo indica que assim foi de facto.

 

Ainda assim, consideraria o cidadão dono da obra o menos responsável pela aberração, não fora a sua postura excessivamente crispada no decurso dos contactos que teve com a Câmara desde o despoletar do problema.

E não apenas crispada, mas também de má fé.

 

E explico porquê:

 

Com segundas intenções ou sem elas, o presidente da Junta despoletou o problema.

A Câmara por sua vez, promoveu várias acções para aprofundar todos os detalhes do processo e envolveu nas mesmas o promotor, o seu arquitecto e até mesmo o seu advogado, sempre com um problema em cima da mesa: o desrespeito - mais ou menos evidente, mais ou menos grave, contudo, desrespeito - por regras e Regulamentos urbanísticos.

 

Apesar disso, numa acção oportunista e MUITO CRITICÁVEL, o dono da moradia em vez de fazer um pequeníssimo compasso de espera pressionando legitimamente a Câmara para se pronunciar em definitivo sobre o conflito o mais rapidamente possível, o que fez foi 'dar gás' à equipa de construção erguendo os muros em toda a extensão e colocando (tentando colocar) a Câmara perante um facto consumado: "se tomarem a decisão extrema vão ter de pagar custos elevados, porque só em muros eu já gastei mais de 40 mil Euros".

 

(Desde o dia em que fiz aquelas fotografias publicadas AQUI, o aspecto da obra mudou radicalmente, facto que atesta bem o nível de má fé com que nos deparamos).

 

Isto é tudo aquilo que dispensaríamos neste momento e que prefigurando uma clara intenção de pressionar de forma ilegítima, não pode ser tolerado de forma alguma!

Gastou 40 mil Euros? Problema dele! 'Valores mais altos se alevantam' para que possamos deixar passar em claro esta esperteza saloia e desistamos de exigir a reposição da legalidade.

Além do mais, numa parte do empreendimento o dono demoliu muros de suporte de terras que eram  em pedra para construir novos em cimento e como (quase sempre) acontece em idênticas situações - de forma criticável, digo eu - aproveitou para dar 'um chega p'ra lá' aos novos, ganhando mais uns centímetros multiplicados por vários metros lineares.

 

Também me chegam rumores sobre o activismo exacerbado de alguns maus conselheiros do cidadão em questão, que devendo ser bombeiros, têm agido de facto como verdadeiros pirómanos...

Mas ainda que tal possa corresponder à verdade, não é isso que está em cima da mesa neste processo, porque  o cidadão dono da obra é adulto, está informado e será sempre responsável em última instância por tudo o que está a ser feito.

Alfena e a Câmara de Valongo não podem deixar-se capturar por este tipo de artimanhas.

 

Em jeito de conclusão repito o que já disse em anteriores escritos: que bom seria ter constatado todo este activismo de Arnaldo Soares em relação a outros processos de 'urbanismo criativo' bem mais graves do que este...

Mas isso será matéria para futuras abordagens.

 

publicado às 20:41

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