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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

OS INCÊNDIOS, AS 'manif' ESPONTÂNEAS E OS ALVOS ERRADOS...

Captura de ecrã 2017-10-18, às 11.52.33.png

 

Demitiu-se a Ministra da Administração Interna... finalmente!

 

E daí?

 

Teremos resolvidos o problema das florestas, da prevenção que não é feita, do ordenamento do território, da organização dos meios humanos para a componente de combate ou da Protecção Civil que se tem limitado a acolher e a servir de plataforma giratória para tantos e tantos 'Sócrates' e 'Relvas' deste País? - refiro-me evidentemente e apenas, semelhança de muitos no que toca à robustez das respectivas formações académicas e competências profissionais com a dos ditos...

 

Nada disso!

 

Basílio Horta, Álvaro Barreto, Arlindo Cunha, Duarte Silva, Gomes da Silva, Capoulas Santos, Sevinate Pinto, Costa Neves, Jaime Silva, António Serrano, Assunção Cristas e por último, de novo Capoulas Santos, alguns dos nomes que passaram pelo Ministério da Agricultura e Florestas - com esta ou outra designação - são os principais e verdadeiros responsáveis pelos mais de 100 mortos nos incêndios deste ano

 

Dos que já passaram à história que não reza sobre eles nem sobre o seu trabalho - embora o seu miserável desempenho como governantes ainda conte e muito - desses não vale a pena falar. A história já os 'demitiu'!

 

Mas o actual - Capoulas Santos - que já desempenhou funções entre 1998 e 2002 - ao que saibamos não se demitiu.

 

(E que dizer de Assunção Cristas - que não podemos demitir porque já não risca nada - que fingindo que não andou a 'juntar lenha e combustível diverso para a fogueira que haveria de chegar' e agora até tem o descaramento de apresentar uma moção de censura?).

 

Nem António Costa que escolheu Capoulas Santos para a sua equipa e o mantém se demitiu ou pensa demitir.

 

Nem o SIRESP que tantos problemas tem dado e que tanto tem contribuído para o avolumar das múltiplas tragédias - basta ouvir nas rádios ou nas televisões algumas reportagens sobre a aflição dos profissionais no terreno a braços com a surdez do sistema - nem o SIRESP se 'demitiu'.

 

(Vale a pena revisitar a história tenebrosa desta PPP - AQUI -  e onde entre muitos outros políticos também podemos encontrar o nome do actual primeiro-ministro).

 

As redes sociais fervilham em torno de mais esta tragédia dos incêndios de domingo passado. Marcam-se manifestações pelo Facebook, pelo telemóvel, por SMS, por 'sinais de fumo', preparam-se 'incinerações' na praça pública de alguns dos políticos de serviço - espero que as 'incinerações' ao menos não envolvam o uso do fogo.

 

O Presidente da República congelou temporariamente os seus afectos e manda recados ao governo, que mais do que recados precisava era de uma valente e afectuosa estalada na cara' dada no tempo certo e não agora. Depois, 'demite' em directo a ministra da Administração Interna, faz uma 'carícia' disfarçada à moção da Cristas dos eucaliptos mas esquece-se de falar nos erros de um passado não muito distante que também o inclui e a muitos dos seus amigos próximos e  'ao SIRESP disse nada'!

 

Pois bem...

 

Tenho uma notícia para vos dar sobre todas estas acções e que se não fossem os motivos trágicos que as motivam eu apelidaria de inconsequente e lamentável folclore!

 

Os principais culpados não são aqueles a quem vocês se vão dirigir e não estão em Lisboa!

Eles estão bem mais perto e vocês vão passar à porta deles cheios de pressa na ânsia de chegar às grandes (!) manif e nem se vão lembrar de olhar para o lado para os ver.

 

Muitos dos autarcas - presidentes de Câmara deste País que agora choram lágrimas de crocodilo têm-se limitado a alapar os cus anafados nas cadeiras do poder e a usufruírem do conforto dos gabinetes e do ar condicionado da função em vez de se meterem num qualquer todo o terreno dos seus municípios para acompanharem as equipas de sapadores florestais no terreno.

 

 

(Equipas? Sapadores Florestais? Ou não existem ou são insuficientes ou simplesmente não funcionam nem têm meios para desempenharem a função).

 

- Quem melhor que o presidente da Câmara e seguramente melhor que o governo conhece a desorganização florestal do seu território?

 

- Quem conhece melhor que ninguém e seguramente melhor que o governo, os locais onde deve ou não existir edificado e que tipo florestação envolvente que deve ser permitido ou não?

 

- Quem conhece melhor que ninguém e seguramente melor que o governo, os locais onde devem ser criados pontos de abastecimento de água e bocas de incêndio funcionais que possam ser utilizados pelos Bombeiros e pelos meios aéreos de combate?

 

- Quem melhor do que ninguém e seguramente melhor que o governo pode fazer uma intervenção pro activa junto das populações no sentido de corrigir e punir se for caso disso os comportamentos negligentes associados à limpeza dos terrenos e às queimadas?

 

(Um parêntesis para dizer que não errarei muito se disser que grande parte dos incêndios de domingo - e se calhar muitos dos anteriores - tiveram de facto origem neste tipo de acções e não em mão criminosa).

 

- Quem melhor que ninguém e seguramente melhor que o governo, deve saber por onde passam as linhas de alta tensão da 'dona disto tudo' que é a REN/EDP e qual o estado das faixas de combustível sob os mesmas?

Lembro que no relatório sobre o grande incêndio de Pedrogão esse problema é referido!

 

- Quantos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) existem e dos que existem, quantos têm sido devidamente actualizados e que relatórios de acompanhamento podem ser vistos nos sites das autarquias?

 

Portanto...

 

Sem querer travar a revolta de ninguém nem as manif que estão a ser preparadas, porque não virá-las também - ou apenas - contra os principais culpados? 

 

- Porque não pegar no mato que está às vossas portas, nos eucaliptos que vos entram (quase) porta ou bairro adentro e meter tudo (ou parte se for muito) num ou dois veículos de caixa aberta e despejar à porta da Câmara?

 

- Porque é que havemos de ir para a Avenida dos Aliados - por acaso ao cimo da Avenida até fica o edifício da Câmara, mas não é em Câmaras como a do Porto que esta problemática se aplica - para Belém, para o Terreiro do Paço ou para qualquer outro sítio e não nos preocupamos com o facto de na nossa rua ou no nosso lugar não termos bocas de incêndio ou tendo-as elas estão lá apenas para nos enganar?

 

Pensem nisso...

 

 

 

publicado às 09:33

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