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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ESPAÇO SOLIDÁRIO - 3

Encontrei aqui o texto que reproduzo abaixo, em que se relata mais um dos assaltos praticados pela Caixa Geral de Depósitos.

E porque denunciar qualquer ROUBO de que se tenha  conhecimento, é dever de todos, aqui vai o meu contributo.

OBS.: Quero dizer que (ainda) sou cliente da CGD, mas prometo rever rapidamente a situação...

Ocorre-me na circunstância a canção do Zeca Afonso:

 

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm embandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

(...)


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem..
As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações
financeiras associadas à respectiva conta.
Ora sucede que muitas contas da CGD,designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal.
É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete
cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.
O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos.
É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade.Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa.
Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.

 

Medita e divulga... Mas divulga mesmo por favor...Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para o miserabilismo social.
Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios...
Porque será?

publicado às 14:15

ESPAÇO SOLIDÁRIO - 2

 

CONSULTÓRIO DN/SEFIN

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Despesas de manutenção na CGD

07 Novembro 2009O avô e o pai de Alfredo Reis decidiram abrir uma conta conjunta, no balcão do Fundão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), no montante de 500 euros, destinada aos seus filhos, ou seja, bisnetos dos depositantes. No momento da abertura da conta, o cliente deixou bem vincado que o depósito se destinava aos seus bisnetos, pelo que queria a garantia de que esse valor bem como o destino dos recursos assim depositados não seriam nunca alterados. Essa garantia foi dada e o depósito, portanto, foi concretizado. Durante alguns anos, sem que tal fosse, por qualquer modo, comunicado ao titular, no caso o bisavô ou à sua esposa, que se deslocavam à CGD com frequência sempre que iam levantar a reforma, a CGD foi retirando da conta sucessivos montantes a título de comissões de gestão. Quando os titulares, ao fim de algum tempo, se lembraram de perguntar qual o saldo da conta, descobriram então que ele estava consideravelmente abatido, por sucessivas liquidações de comissões de manutenção de conta, sem que esses débitos tenham sido comunicados aos titulares ou sem que tivessem sido enviados, com regularidade, extractos da conta.

consultório

A Sefin considera este caso exemplar de má qualidade de serviço, de falta de informação e de transparência e de abuso de confiança da parte da CGD. Isto devido à prática de comissões de manutenção e gestão de conta não previstas no contrato inicial de abertura e à ausência do envio de documentos, retratando a liquidação de comissões de manutenção de conta ou de extractos contendo informação sobre a evolução do saldo da conta. Por outro lado, a falta de consideração por quem se situou nos princípios do serviço bancário mínimo e do direito à não exclusão é igualmente criticável. Mas, sobretudo, é inaceitável que a CGD aceite uma conta em determinadas condições, de garantia do capital para os bisnetos do depositante e titular da conta e não avise que a conta seria sujeita a custos com comissões de manutenção e gestão. Ao actuar deste modo, a CGD claramente abusou da confiança que o cliente nela depositou, com a agravante que resulta das caracteristicas do depósito - de um bisavô para os seus bisnetos - e de se tratar de um banco que é público.

Contactada pelo DN, recebemos da CGD a seguinte resposta: "Nas aberturas de conta posteriores a 2000, os clientes assinam as Condições Gerais de Abertura de Conta, onde este tipo de despesas se encontra previsto. Para os clientes com contas anteriores, a Caixa envia uma carta-aviso, a primeira vez que a conta apresenta condições para cobrança destas despesas, cobrando as despesas no trimestre seguinte (existem condições de isenção destas despesas). As contas enquadradas em serviços mínimos bancários, que se regem por legislação específica e às quais a Caixa aderiu, estão isentas deste tipo de despesas. A Caixa emite extracto DO, salvo se a conta for caderneta, em que cabe ao cliente efectuar a actualização dos movimentos respectivos." 


Em parceria com a Sefin, o DN procura dar voz a quem tem razões de queixa

Envie-nos o seu caso, para a Associação Portuguesa de Defesa dos Consumidores de Produtos e Serviços Financeiros (Sefin) - sefin.mail@gmail.com - ou contacte o 213860981. Pode ainda contactar o DN, através do endereço electrónico economia@dn.pt .


 

 

publicado às 14:07

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