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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

NATAL DE PARTILHA...


Natal pleno é
Ajudar o outro a ter igual
A tudo o que já temos
(E às vezes não merecemos)
Mesmo antes do Natal
E também não ficaria mal
Um pouco de luz a menos
Porque só assim veremos
O brilho da estrela - a tal
Que dizem foi o sinal
Do Natal que hoje temos
Do Natal que queremos
Menos desigual
Aqui ou em Nazaré


P.S. - 1: Do mais simples dos desejos se pode fazer um projecto e do projecto mais simples pode nascer uma Obra...
Este é apenas o meu desejo mais simples que gostaria simplesmente de partilhar com todos os meus amigos...
P.S. - 2: Escrevi isto em Dezembro de 2009 AQUI. Acho tudo que se mantém actual - registo uma pequena alteração que considero positiva: menos esbanjamento de energia eléctrica e menos exibicionismo bacoco...
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

publicado às 20:59

CP FALIDA - A GREVE QUE OS CONTRIBUINTES PAGAM...

 

Para que não restem dúvidas, uma declaração prévia de interesses:

Eu já fui sindicalista - conheci aliás Carvalho da Silva na empresa onde comecei a trabalhar no dia 25 de Abril de 1974 e onde ele já trabalhava. Fiz depois disso e trabalhando já numa outra empresa, parte da Direcção do então maior Sindicato do Distrito do Porto e acho que não preciso de dizer, que sou a favor das greves, fiz muitas, ajudei a mobilizar os trabalhadores mais exitantes para muitas também.

 

A greve, é portanto e no entendimento que que dela faço uma forma de pressão - ou se quisermos usar uma terminologia mais sindicalista, uma forma de luta - para obrigar a entidade patronal a ceder perante reivindicações que se consideram justas. Só que como diz o poeta, em cada ano que passa, "o mundo pula e avança" (nem sempre nas mãos de uma criança) e isso exige adaptações. Para começar, uma nova geração de sindicalistas, activistas sindicais, dirigentes,  que sejam capazes de em cada momento e a propósito de cada situação de conflito, escolher o melhor caminho, a melhor forma de o percorrer e sobretudo, de perceberem que o paradigma mudou e que actualmente, só uma minoria de trabalhadores que eu considero "privilegiada" - veja-se como são as coisas: hoje ter trabalho certo é um autêntico privilégio - é que se pode "dar ao luxo" de sacrificar o seu salário nos dias de greve.

 

Mas a greve, pretendendo sempre ser uma "arma" contra o patrão incumpridor, prepotente, mau pagador, seja lá qual for o defeito que se lhe aponte, como todas as armas, pode ter efeitos colaterais nefastos e não pretendidos por quem a usa: aqueles que indirectamente e sem tarem nada a ver com o conflito, se vêm prejudicados por ele. Em situações normais, quase todos aceitam esse sacrifício como uma inevitabilidade, um contributo solidário para a luta de outros que amanhã eventualmente nos possam retribuir na mesma moeda e por isso, é que raramente ouvimos, nas reportagens que sempre se fazem a propósito das greves, uma maioria dos auscultados a manifestar-se frontalmente contra as mesmas.

 

Mas francamente! Escolher o período de Natal - aquele em que muitos que não têm carro como muitos dos sindicalistas e dos grevistas podem ter, necessitam de meios de transporte para ao menos nesta quadra, se juntarem em convívio familiar é demasiado brutal. O comboio, é um desses meios por excelência e a verdade, é que essas pessoas foram deixadas sem alternativa pelos maquinistas da CP. Pode ser muito justa a sua luta - quem sou eu para fazer juizos de valor sobre ela? - mas o prejuízo que provocariam à entidade patronal seria o mesmo, se a iniciassem antes ou depois desta quadra festiva. Por isso, é que nas reportagens que ouvi hoje, o público já não foi tão solidário e compreensivo como costuma ser.

 

Acresce que os maquinistas sabem qual é a verdadeira situação da empresa e o peso que ela já representa para os contribuintes. Os maquinistas não podem alegar que desconhecem, que parte do salário que recebem, já não resulta directamente do seu trabalho, mas sim dos nossos impostos e que por este andar, como dizia há dias um vice presidente do grupo parlamentar do PS a propósito da nossa dívida externa, "ou se põem finos" ou vão ter mais tarde ou mais cedo, de aprender a falar mandarim - uns quantos, que uma parte significativa, irá seguramente engrossar as fileiras do desemprego depois de terem recebido "12 dias por cada ano de trabalho" - como manda a Troika que se faça.

 

A greve dos maquinistas - nesta altura e nas condições actuais da empresa - é pois e antes de tudo, um "tiro no próprio pé" e é absolutamente irracional pela desumanidade que representa para com os "cidadãos não automobilizados" que pretendem comer em paz e ao menos uma vez no ano o bacalhau ou seja o que for, fora dos seus locais de residência onde a família mais alargada os aguarda.

 

 

 

publicado às 18:58

NATAL - QUE SEJA A REGRA E NÃO A EXCEPÇÃO...

 

Não gosto do Natal!

Daquele que vejo nas montras das lojas, nos escaparates e prateleiras dos míni, super e hipermercados.

Tampouco gosto do que nos entra casa adentro através dos plasmas, dos LCD’s ou dos CRT’s que já vão rareando.

E também não gosto do “natal” que nos mostram nas galas das TV´s, do “natal” dos hospitais, das Câmaras Municipais, das Juntas de Freguesia...

Não gosto ainda do “natal” que em tantos sítios deste País de desigualdades se costuma proporcionar aos sem abrigo – sobretudo aos das grandes cidades – com algumas figuras mediáticas a misturarem-se estrategicamente com os mais desfavorecidos, que é sempre “bonito” e socialmente compensador aparecerem nas reportagens das televisões, nas fotografias dos jornais e revistas que por estas alturas costumam dar muita atenção aos mais carenciados e à forma como são mimados pela sociedade e pelos vários poderes.

Não gosto portanto e definitivamente do Natal – deste “natal” - por todas as razões indicadas e também, ou sobretudo, porque é limitado no tempo – demasiadamente limitado, que um dia é bem pouco para aquecer a alma e o estômago de quem enfrenta todas as carências durante o resto do ano.

Porém, há um Natal de que gosto sobremaneira...

Aquele que vejo no brilho dos olhos das crianças mais desfavorecidas - um brilho ainda não ofuscado pelo desejo irrealizável do último modelo de consola de jogos, do telemóvel topo de gama, ou do brinquedo da “nova geração”, um brilho que tem a mesma intensidade perante o mais simples  e modesto boneco de peluche ou o último grito dos  brinquedos “tecnológicos”, um brilho que não sofre “nuances” perante uma peça de roupa ou uns ténis de “marca” ou os mesmos objectos comparados na “loja do chinês” ou na feira semanal.

E gosto ainda mais deste Natal, se o podermos repartir pelo ano inteiro.

Alguém disse que “Natal é quando o homem quiser” e que bom que seria se o quiséssemos em todos os dias do ano...

publicado às 14:04

NATAL DE PARTILHA...

Natal pleno é

Ajudar o outro a ter igual

A tudo o que já temos

(E às vezes não merecemos)

Mesmo antes do Natal

E também não ficaria mal

Um pouco de luz a menos

Porque só assim veremos

O brilho da estrela - a tal

Que dizem foi o sinal

Do Natal que hoje temos

Do Natal que queremos

Menos desigual

Aqui ou em Nazaré


P.S.: Do mais simples dos desejos se pode fazer um projecto e do projecto mais simples pode nascer uma Obra...

Este é apenas o meu desejo mais simples que gostaria simplesmente de partilhar com todos os meus amigos...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 20:44

APETECE-ME FICAR...NO ACONCHEGO!

Há dias assim: apetece-me ficar um pouco mais no aconchego, deixando o sol entrar a jorros pela janela, desfrutando da paisagem bonita de inverno com os montes em fundo distante e as árvores das margens do Rio Leça mais ao alcance da vista, castigadas pelo frio dos últimos dias e significativamente agreste nesta última noite "bebendo" sofregamente as carícias quentes do astro-rei, hoje - a lei das compensações... - não retardadas pelo habitual nevoeiro matinal.

E mil imagens de mil momentos felizes me perpassam pela mente...

Inevitável, incontornável, é a nostalgia que de forma imperceptível me assalta...

Porém, apesar do aconchego e mesmo com a nostalgia ainda presente, há apelos a que não podemos ficar insensíveis.

O de hoje, é a doença da minha cadela Grand Danoir(a Lara) que tem de estar às 10 horas na Clinica Veterinária para fazer uma nefrectomia(extrair um rim)... 'tadinha da Lara!

publicado às 11:12

BOM NATAL (TODOS OS DIAS...)

Pessoalmente, não gosto dos dias de qualquer coisa - incluindo o dia de Natal (pelo menos, na sua forma actual).

Mas gosto de um certo espirito de Natal - o pouco que ainda resta do Natal de outros tempos e que, apesar da fúria consumista, ainda vai resistindo:

- O espírito de partilha, de convívio familiar, de tranquilidade, de aprofundamento da nossa paz interior...

E é este estado de alma que eu desejo para mim e para todos os que,  de uma maneira ou de outra, habitam no meu coração.

Para todos, desejo neste dia um bom, um autêntico Natal, que continue em todos os dias que se lhe seguirão!

publicado às 11:00

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