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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O 'CORDÃO HUMANO' DE ERMESINDE E A SOLIDARIEDADE DOS DEUSES...

A 'Divina Providência' ou seja lá quem for que tem a supervisão do manípulo do chuveiro que Mãe Natureza colocou por cima de nós, hoje demonstrou que se interessa por Causas, nomeadamente aquelas que envolvem os nossos jovens.

 

Dia de 'cordão humano' de revolta pelo abandono a que os políticos votaram a Escola Secundária de Ermesinde, muita gente jovem - os mais directamente interessados em expressar a sua revolta - a maioria já vestida 'à moda de Junho' e do verão que se aproxima e a destoar, uma ameaça bem credível de borrasca atmosférica.

 

Dizia-se no meu tempo de tropa que 'chuva civil não molha militares' e hoje parece que a asserção se aplicou à justa aos nossos jovens e aos menos jovens que se juntaram ao seu protesto - também não foi assim tão forte a chuva que caiu durante o desfile...

 

E aqui é que a 'Divina Providência' se tornou parte activa e solidária com o protesto fazendo 'retenção de líquidos' até ao exacto momento em que este foi dado por concluído. Logo a seguir, seriam umas 11 horas e quinze minutos, 'rebentaram as águas' ao enorme ventre de nuvens do tecto baixo ermesindense e foi um 'ver se te avias' na busca do abrigo mais próximo.

 

Os políticos presentes e mais ou menos solidários com o protesto, esses já se tinham apressado a colocar-se debaixo de telha - da telha mais próxima, que a chuva que caiu durante alguns minutos era mais do género de molha todos do que de 'molha tolos'.

 

Mas pronto, tudo está bem quando acaba bem e agora o que se espera é que o protesto de todos e o sacrifício dos muitos que não conseguiram escapar ao banho indesejado valha a pena e consiga sensibilizar as 'almas empedernidas' de quem manda no Orçamento e se esqueceu destes jovem e de todos aqueles que com eles partilham os sacrifícios que resultam  das (quase) degradantes condições da Escola Secundária de Ermesinde.

publicado às 11:40

RECOLHA DO BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME - APENAS O 'ZÉ POVO' É SOLIDÁRIO!

Vou ser 'politicamente incorrecto' naquilo que vou escrever...

 

Antes de mais, devo dizer que sempre tenho contribuído sempre e também o fiz na recolha de alimentos que decorreu este fim de semana, levada a cabo pelo Banco Alimentar contra a Fome.

Estou além disso inscrito como voluntário há mais de 3 anos, mas pelos vistos Isabel Jonet não precisa assim tanto de colaboradores, dado que nunca me respondeu relativamente a essa manifestação de disponibilidade.

 

Dito isto vamos lá então à parte 'incorrecta' e desalinhada.

 

Este fim de semana, longe de constituir um edificante exemplo de solidária partilha por parte de muitas centenas de milhar de portugueses que teimam em contrariar a lógica da crise e provar que apesar de tudo, é possível partilhar com quem nada tem, traduz-se na mais aviltante constatação de aproveitamento comercial, por parte de quem tem conduzido o País ao actual estado de verdadeiro desastre social - grandes grupos económicos e de distribuição - e de quem tinha o dever de se  constituir como principal agente numa redistribuição dos nossos impostos, isto é, o próprio governo.

 

É inadmissível, é revoltante, é quase pornográfico, registar sem a devida e negativa nota disso o empenho de tantos milhares de voluntários a darem o litro na operação de recolha e na arrumação dos alimentos, a adesão solidária de tantas centenas de milhar de doadores e ver por outro lado, o ar seráfico com que Isabel Jonet destaca o evento, sem nada fazer para alterar o iníquo e revoltante perfil destas recolhas e sem nada dizer sobre o assunto!

 

A bem dizer, ontem e hoje, antes de sermos solidários, fomos todos coniventes com um roubo!

 

As grandes superfícies reforçaram as prateleiras com os produtos de marcas brancas - os mais doados -  colocaram na 'linha da frente' o máximo de artigos próximos das datas limite de validade - as crescentes necessidades garantem à partida, que os respectivos prazos não serão ultrapassados  - facturaram os substanciais acréscimos de vendas e tudo isto, enquanto o governo 'bate palmas' ao suplemento excepcional de IVA que resultará disto tudo - em nome da SOLIDARIEDADE do 'Zé Povo'!

 

Isto é uma verdadeira VERGONHA NACIONAL, isto mantém-se inalterado ao longo de anos, isto é um abuso permitido - porque nunca contornado - pelo Banco Alimentar e sobre o qual, Isabel Jonet nada diz nem nada faz - porque a sua 'solidariedade' se divide entre aqueles que precisam e que os ladrões que engordam à custa do nosso esforço!


PS: Já AQUI tinha escrito sobre o 'negócio da fome'. Hoje reforço a ideia que tenho sobre o assunto.

 

publicado às 13:34

SERÁ QUE JOÃO CÉSAR DAS NEVES TEM RAZÃO E PORTUGAL É UM PAÍS DE RICOS?

 

Nada como uma boa peleja para nos animar um pouco.

 

Hoje o autor deste Blog deixou-me na caixa de comentários do meu esta abordagem, feita a partir de um ângulo um pouco 'arrevesado' - digo eu -  em relação à questão dos pobres, verdadeiros ou 'inventados'(!), à questão dos salários baixos como factor da nossa competitividade, entre outras e por mim abordada AQUI.

 

Não gosto muito de me pronunciar a quente sobre assuntos desta envergadura, mas achei que o José Carmo da Rosa não se devia ir sem uma primeira 'tacada'.

Só para aquecer...

 

A resposta - para já...


 

"Ora bem…

Claro que esta 'carta aberta' em formato de resposta à outra do Carlos Paz, merecendo uma 'degustação' bem mais demorada, remete-me desde já para uma enorme contradição por parte daqueles que defendem que a saída para a competitividade de  países periféricos como Portugal só se fará pela via dos salários baixos - em concorrência com a China, ou pior, com o Vietname, a Índia , o Bangladesh, o Camboja e outros.
Se assim fosse, a Alemanha não estaria a dar cartas na Europa e a ditar as regras dos cortes.

Ou então a lógica é (mesmo) uma batata... 
CN"


Ao Carlos Paz (ex CEO da Groundforce), que acerca de uma entrevista dada pelo economista João César das Neves à TSF o manda à merda numa ‘carta-aberta a um mentecapto’ que foi publicada no Notícias Online. E ao Carlos A. Augusto, que aproveitou a boleia para postar aqui a tal carta-aberta do outro Carlos sem um link para a entrevista, mas com um NEM MAIS como aprovação e título.

 

Carlos Paz diz na sua carta “ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir. (…) disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”

 

Carlos Paz diz que ouviu brevemente!

 

Talvez resida aqui o problema, porque quando se faz acusações graves deve-se ter o cuidado de ouvir atentamente e ser preciso nas citações. Mas claro, precisão nunca foi o forte da nossa elite, que se deixa facilmente levar por emoções e pressentimentos, e depois, o que fica do que poderia ser uma interessante discussão é apenas isto: peixaria, berraria e insultos…

 

O que eu ouvi com a devida atenção do economista João César das Neves, foi que“Há uma data de gente a falar dos pobres que não são pobres e que em nome dos pobres querem defender o seu e a fingir que são pobres.”

 

Ora, Carlos Paz, que não parece viver no Casal Ventoso, nem deve ser pensionista e muito menos um pensionista que alguma vez teve fome, parece corresponder ao público-alvo a que o economista se refere: dos que ficam surdos de tanto fingir de pobre… Mas é verdade que o João César das Neves  na tal entrevista disse que:

 

“…. A maior parte dos pensionistas não são pobres”

 

O que, segundo estatísticas da Pordata sobre a Caixa-Geral de Aposentações, também é verdade…

 

Para ser franco, isto surpreendeu-me!

 

Sempre pensei que os meus pais fizessem parte da grande maioria, mas não, só 20% dos pensionistas recebem uma pensão abaixo do salário-mínimo; 54% situam-se num escalão que vai de 500 a 2000 euros; outros 25% no escalão entre 2000 e 4000 euros; e só 1% recebe mais de 4000 euros. Neste escalão encontram-se certamente os advogados reformados das PPPês, políticos e os presidentes do conselho de administração de grandes empresas.

 

Carlos Paz:  “João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: ‘Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!’ Estarás tu bom da cabeça, João?” [as capitais são da autoria de Carlos Paz – CdR]

 

Carlos Paz volta a ouvir mal

 

Neste caso o economista até disse pior, não falou em ESTRAGAR mas emDESTRUIR a vida dos pobres. Ora, em toda a Europa esta temática está a ser actualmente discutida entre políticos, sindicalistas e economistas nas calmas e, tal como o nosso João César das Neves, usando apenas ARGUMENTOS. Uns acham que aumentar o salário mínimo faz perder postos de trabalho: os patrões empreguam menos gente e há o problema da concorrência. Basicamente são estes os argumentos. Outros acham que a um aumento de salário se segue automaticamente um aumento do consumo, o que é bom para a economia.

 

Eu, que não percebo patavina de economia, para poder formar uma opinião como cidadão, gostaria de ouvir calmamente as duas versões com argumentos que toda a gente perceba – de preferência sem demagogia, berraria e insultos em cartas-abertas. Resumindo, de gente boa da cabeça…

 

Voltando ao tema da pobreza

 

Toda a gente percebe que viver em Portugal com um salário-mínimo oficial de 565,83 euros é bastante difícil, mas um economista percebe um pouco mais (ou devia). Percebe que existem na Europa onze países com um salário-mínimo mais baixo que o nosso - e todos eles são potencialmente nossos concorrentes.

 

Picante detalhe. A Grécia tem o salário-mínimo fixado em 683,76 euros e tem também - talvez por isso, digo eu a medo! - uma situação económica bem pior que a nossa. Mas os 117,93 euros, que representam a diferença entre Portugal e a Grécia, é grosso modo o salário-mínimo na China…

 

A partir de aqui acho que não é preciso ser economista para perceber que:

 

-   ou estala a curto prazo uma revolução salarial na China que vai multiplicar o salário-mínimo chinês por dez;

-   ou vamos trabalhar mais do que eles;

-   ou vamos ter que arranjar maneira de fabricar coisas que eles (ainda) não conseguem fazer;

-  ou fechamos as fronteiras hermeticamente.

 

De outra forma não vejo maneira de como manter o mesmo nível de vida na Europa, com inevitáveis repercussões sobre o salário-mínimo.

 

E não vai adiantar muito escrever cartas-abertas, insultar, fazer greve, rezar, cantar a Grândola, respeitar a constituição ou as directrizes do Tribunal de Contas. Os chinocas são 25% da população mundial.

 

Mas há pior. Os próprios chineses já começaram a sentir na pele a concorrência de países com um salário-mínimo ainda mais mínimo, como o Vietname, Cambodja, Índia, Bangladesh, e este ano foi registada na China a menor taxa de crescimento dos últimos 13 anos: 7,8%. E segundo eles 8% é o mínimo necessário para manter a taxa de desemprego sob controle. Mas se os chineses empobrecem, então é que estamos lixados: não vão ter poder de compra para importar o nosso Vinho do Porto e as lojas de chineses no nosso país vão triplicar.  

publicado às 21:30

SUBNUTRIÇÃO MENTAL...

A princípio, comecei por ouvir fragmentos da co-entrevista dada ao Jornal da Noite da SIC Notícias  desta terça feira dia 6 de Novembro pela presidente do Banco Alimentar contra a Fome, Isabel Jonet. Não apanhei o essencial dos disparates.


Depois, li algumas partes de notícias publicadas em vários jornais e também me escapou a parte mais relevante - em termos de asneiras.


Foi quando deparei com o clip vídeo da entrevista, que alguém partilhou no Facebook e com a onda de reacções de revolta que a mesma desencadeou e então decidi: "tenho de interromper o que estou a fazer para aprofundar o assunto e formar uma opinião suportada por uma análise próprio, antes de me deixar 'formatar' por opiniões de terceiros".


(Parênteses para dizer que desde aquele episódio lamentável de 2009, em que madame Jonet mandou uns ilustres advogados - pagos do bolso dela? - para ameaçar uma organização similar que adoptou uma designação semelhante, mas vocacionada para a Ajuda Animal, o Banco Alimentar Animal - BAA, ameaçando-a com os tribunais se dentro de um determinado prazo não mudassem de nome deixei de lhe reconhecer dimensão para preencher o lugar onde se encontra e não sei bem porquê, mas comecei mentalmente a associá-la àquelas 'tias queques' que se reúnem para o jogo da canasta e o chá das cinco...).


Pois bem, depois ver o vídeo, nada mais será como dantes na atitude da minha família alargada e dos meus amigos mais próximos, em relação ao Banco Alimentar Contra a Fome de Isabel Jonet - sim, porque falo apenas da Instituição enquanto presidida por ela.

A solidariedade não pode servir para a exibição de vaidades pessois ou para discursos intelectualoides de pseudo analista política, que entre uma dentadinha na torrada e o gole discreto do aromático chá, lá vai soltando uns biotites sobre os pobrezinhos que têm de aprender a gostar de o ser e os que não o sendo ainda completamente, se têm de ir preparando para 'regressarem à adequada dimensão' do País do terceiro mundo onde vivem.


A 'tia' não sabe o que diz!


Eu e algumas centenas de milhar de portugueses da erradamente designada 'classe média' nunca vivemos acima das nossas possibilidades!


Compramos os bens que temos fazendo contas ao que podíamos pagar, porque nos disseram que as pensões e reformas eram uma espécie de seguro garantido com um fundo de reserva constituído com os descontos proporcionais aos ordenados que fomos recebendo ao longo dos anos de trabalho, que a segurança social tinha esses fundos aplicados de forma segura em património e poupanças de retorno seguro, mas depois, viemos a descobrir que nos tinham andado a enganar o tempo todo: andaram a jogar na bolsa com essas poupanças, perdendo entre uma e a jogada seguinte uma parte significativa das mesmas, pagaram pensões de regimes não contributivos sem compensarem essas saídas com transferências do Orçamento geral do Estado, fizeram trinta por uma linha e nós é que vivemos acima das nossas posses?


Disseram-nos - aos pensionistas e aos trabalhadores do activo - que teríamos direito, além dos doze meses do ano, a um subsídio de férias e outro de Natal, depois roubaram-no-lo!

A seguir, vendo que isso aida era escasso para alimentar o sorvedouro do Estado-predador, roubaram mais uma fatia em cada um dos doze meses que nos deixaram e um dia destes, nem isso teremos, pelo que nos restará talvez a caridadezinha da tia Jonet e da sua sopa levezinha mas aconchegadora.


'Tia' Jonet, aceite um conselho que não me pediu, mas eu lhe dou mesmo assim: regresse às lides do lar, entregue a gestão da grande Instituição que não é sua mas sim daqueles que a alimentam com as suas dádivas e aos muitos voluntários que de forma altruísta e sem exibicionismos bacocos ou entrevistas a atirar para o parvo, asseguram no dia a dia o seu funcionamento, quando não, todos aqueles que vivem da ajuda dos milhões de 'mecenas', correm o risco de ver essa ajuda comprometida pelo somatório de disparates que a 'tia' Isabel vai debitando.

 

Deixe lá o sapateiro tratar da chinela, porque comentadores políticos são coisa que não falta neste País de terceiro mundo...

publicado às 23:16

A CRISE...

Vivemos tempos difíceis que alguns - talvez para facilitar o entendimento - designam de forma algo imprecisa por 'CRISE'.

Nestas alturas costumam medrar inúmeros focos infecciosos de etiologia distinta - sim, porque esta não é 'a crise' mas apenas mais uma entre as muitas que já tivemos - sendo que cada um deles conjugado de forma premeditada ou não, contribui para o avolumar da 'bola de neve' que irremediavelmente nos há-de conduzir um dia à trágica avalanche social, moral, ou mesmo civilizacional.

 

Não fazem (felizmente) parte da nossa tradição de pequeno País do Sul da Europa, aqueles folclóricos pregadores de rua anunciando o dilúvio final se não nos ajoelharmos para rezar a um Deus qualquer, se não seguirmos no fim do dia de trabalho - aqueles que o têm - para um qualquer templo de oração se não entrarmos numa qualquer 'corrente de energia' para esconjurar o mal causador de tudo isto. Mas poupados que somos ao 'massacre' destes vendedores da banha da cobra e de deuses a preço de saldo, restam-nos os comentadores televisivos, radiofónicos, os escrevedores de colunas de opinião, todos eles 'especialistas' em análise de crises, mas curiosamente também, todos eles a leste das razões históricas e mais ou menos remotas que a elas nos têm conduzido.

 

Por mim que não sou especialista neste tipo de análises a partir do sofá, não acredito em milagres de nenhum tipo e muito menos naqueles que visem corrigir as maldades dos homens. Se milagres houvesse, eles deveriam começar por impedir que este projecto idiota que vingou numa Europa que se pretendia dos cidadãos mas que se contentou em ser apenas do capital se tivesse mantido a cavar durante tantos anos a vala comum para onde os buldozer nos vão atirar um dia destes.

 

E para desconsolo de muitos teóricos que gostam muito de atribuir a estas desgraças uma relação directa causa/efeito entre a existência de diferentes regimes, que eles com toda a sua sabedoria catalogam ideologicamente - socialistas democráticos, totalitários, liberais, neoliberais, etc., etc., - esta crise trocou-lhes literalmente as voltas:

Qual 'ovo de colombo' ela é apenas o resultado da convivência conflituosa - no presente elevada ao extremo - entre ladrões e vítimas, sendo que do lado dos maus e sem qualquer distinção relevante entre eles, está o poder financeiro de que os governos são apenas a face mais visível e do lado dos roubados, estão os cidadãos individuais e as empresas de maior ou menor dimensão - aquelas que se regem por métodos socialmente validados desde há muitos anos, que também existem as outras que têm 'pontos de toque' com o 'covil dos quarenta'.

 

Enquanto não alterarmos a relação de forças entre os dois lados, enquanto não transformarmos um ou vários desses espaços designados por offshore, em espaços prisionais gigantes com capacidade para internar os '40 elevados à décima potência', nada será resolvido.

 

Ah! E não pode ser com base nos métodos actuais! Fafe talvez nos ajude  - e à Europa - a encontrar o caminho...

 

 

publicado às 13:48

OS "TALIBANS" DO FUTEBOL

O árbitro Bruno Paixão e a família estavam a ser alvo de ameaças, sendo obrigados a abandonar a residência, escreve hoje o "Diário de Notícias".

Segundo a PSP, era fundamental a família deixar o domicílio, uma vez que as ameaças faziam clara alusão à rotina da filha, colocando em causa a sua segurança. 

As ameaças surgem na sequência da divulgação dos dados de 25 árbitros das ligas profissionais de futebol, que deixaram os próprios alarmados, após receberem chamadas anónimas e e-mails.  Em causa deverá estar a violação do sistema informático da APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol).

Tal como o "Expresso" noticiou esta semana os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) já pediram "informalmente" ajuda ao FBI neste caso.

Recorde-se que na derrota do Sporting frente ao Gil Vicente, na passada segunda-feira, o árbitro foi fortemente criticado pelo presidente dos 'leões' e pelos adeptos, que de acordo com o jornal, pediram em fóruns os contactos de Bruno Paixão.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/bruno-paixao-sai-de-casa-apos-ameacas=f714351#ixzz1q7jF9ifg


Normalmente não utilizo este espaço nem gasto o meu tempo para falar sobre futebol.

Que me desculpem os adeptos mentalmente saudáveis, que eu acredito que, em maior ou menor número conforme a dimensão dos respectivos clubes, (ainda) existem, tenho para mim que em abstracto, o "fenómeno" futebol é uma doença, um mal silencioso que se vai desenvolvendo e que em muitos casos, atingida a fase terminal, transforma seres aparentemente normais em verdadeiros monstros em autênticas máquinas de destruição maciça.

Mas o que mais me revolta, é que ao contrário das drogas que também o fazem, esta transformação das pessoas noutra coisa que não são, conduzindo-as de forma inexorável ao estado terminal de decadência moral e física que inúmeras vezes constatamos, o futebol é apoiado, recebe dinheiro dos impostos, recebe benesses várias do poder político  e consegue ser uma ilha de favorecimentos dentro do Estado de direito - dos vários Estados de direito, que o fenómeno não é apenas português.

O que li AQUI, devia fazer-nos pensar melhor no assunto e colocarmos a nós próprios a questão de saber se não terá chegado o momento de impor às SAD's e aos clubes em geral a Lei que vigora para todos os cidadãos - e da mesma maneira, aos jogadores de futebol os sacrifícios que são exigidos aos outros cidadãos - falo aqui obviamente no caso português.

Permitir que estes "talibans" dos novos tempos se passeiem por aí promovendo a violência e o ódio à custa dos meus impostos, mesmo que me digam que são a excepção dentro de uma regra que é diferente, não me convence. É que são uma excepção demasiado volumosa para passar despercebida e pior do que isso, são uma excepção multicolor e transversal às várias classes, o que a torna ainda mais preocupante.

publicado às 10:59

O "BRAÇO ARMADO" DO GOVERNO

Greve Geral

PSP diz que jornalistas têm que andar identificados

por LusaHoje

A PSP vai averiguar os incidentes entre as forças policiais e os jornalistas que hoje ficaram feridos, para "verificar a legalidade dos actos que as fotos demonstram", apelando à sua "correcta identificação" durante as manifestações.


A imagem dá para ver o elevado risco que a jornalista representava para os polícias. Começa aliás por não estar devidamente identificada - a PSP parece que vai pedir ao governo que obrigue os jornalistas e foto-jornalistas a trazerem uma tatuagem gigante na testa e a pintarem as faces com cores adequadas para serem identificados à distância - e depois, repare-se na máquina fotográfica ameaçadora que ela empunha!

Um foto-jornalista a cobrir uma manifestação, constitui sempre um enorme risco para os agentes da polícia, sobretudo para os infiltrados à civil, porque constituirão sempre a prova ocular no sentido integral do termo, dos desmandos dos agentes.

Hoje numa reportagem que passou num dos canais de TV, ouvimos uma (acho que) comissária da PSP com ar de teenager - deve ter subido na carreira mais à custa do palminho de cara do que à competência profissional - armada em porta-voz da corporação e a dizer que os agentes terão respondido ao arremesso de petardos e chávenas, a partir de uma esplanada.

Já tínhamos ouvido falar de uma nova técnica de terrorismo urbano - uma espécie de intifada à portuguesa - que consiste na transformação das câmaras fotográficas numa espécie de lança-rockets (neste caso, lança petardos e chávenas).

E também já tínhamos ouvido falar em polícias que se esquecem de tomar os comprimidos à hora certa e depois têm alucinações enquanto trabalham.

Registamos no entanto com agrado, que a polícia além de aconselhar os jornalistas a andarem devidamente identificados - imaginamos nós que para não correrem o risco (os polícias) de agredirem um pacífico cidadão anónimo que apenas pretende gritar a plenos pulmões "gatuno, gatuno, gatuno" - palavra de ordem que deixou de constituir novidade, a partir do momento em que os próprios polícias passaram a usá-la nas suas manifestações contra o governo -  também defendem que estes (os jornalistas) se coloquem sempre do lado da barreira das forças da ordem.

Percebe-se: São mais fáceis de controlar, é mais fácil bloquear-lhes o campo de visão dos "olhos digitais" e se for necessário malhar, não precisam (os polícias) de andarem para ali em corridas desenfreadas atrás dos terroristas.

Haja paciência para ir aguentando isto! Mas acho que a população terá um dia que se mobilizar para fazer uma contra-manifestação quando os polícias vierem para a rua protestar mais uma vez contra o governo por falta disto, daquilo e daqueloutro. Quem se coloca do lado do inimigo e se assume como braço armado do ladrão e do criminoso, não merece solidariedade nem comportamentos neutrais quando vier reclamar desse mesmo ladrão e criminoso!

publicado às 13:17

TALVEZ A IGREJA CATÓLICA AINDA TENHA FUTURO - COM HOMENS DESTES...

D. JANUÁRIO TORGAL FERREIRA: “Tenho vergonha do meu País”

O bispo das Forças Armadas acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência diante da multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade e do respeito por elas próprias. E diz que não quer ser cúmplice.

Numa entrevista ao jornalista Manuel Vilas Boas, da TSF, o bispo, diz não querer ser cúmplice com “esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias”, elogia a esquerda e acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência.

E afirma que hoje em dia, uma pessoa que toca em aspectos sociais é alguém que é de esquerda. “Mas então honra seja feita à esquerda”, afirma, apontando que há muitos comunistas que são mais católicos que muitos católicos”. E questiona: “porque é que só em momentos eleitorais se vai para as feiras? Se vai para os banhos de multidão e se dá beijinhos em gente mais simples?”


Não está ainda tudo perdido, enquanto existirem Homens como D. Januário, Bispo das Forças Armadas, D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal e mais uns quantos Homens com H Grande, com voz no seio da Igreja Católica portuguesa.

De facto, a Igreja dos pobres, dos desfavorecidos, dos despojados de quase tudo e agora até da própria dignidade como seres humanos, é a única herdeira dos valores, que nos diz a história, eram defendidos por Cristo.

A Igreja da opulência, da corrupção, do alinhamento com os homens pequenos da pequena política, essa enveredou desde há muito por um comportamento autofágico que a não conseguir reverter, a fará caminhar a passos largos rumo à vala comum da qual a história nada contará daqui a umas quantas dezenas de anos.

Pureza de princípios, voz descomprometida capaz de proferir as verdades mais incómodas, é o único caminho de salvação possível para a nova Igreja de Cristo. Não nos esqueçamos que ele próprio escolheu ser homem entre os mais humildes e viver as suas próprias dificuldades - mas nunca de forma passiva ou subserviente!

Portugal é inegavelmente um País de maioria católica e por isso tem necessidade como do pão para a boca, do contributo desta nova Igreja e que da sua linha sucessória livre de pecado - em termos de princípios - se destaquem muitos Homens como estes, que com a sua legítima e bem-vinda voz influente, sigam o exemplo do Mestre e ajudem a correr com os "vendilhões do templo".

 

publicado às 23:57

JERÓNIMO MARTINS / PINGO DOCE - SOLIDARIEDADE E PEDAGOGIA...

 

Ler notícia completa AQUI:

 

O Pingo Doce - o do anúncio "sabe bem pagar tão pouco" - pertence ao grupo patriótico da Jerónimo Martins, aquele que transferiu a sua sede para a Holanda por razões obviamente patrióticas.

Sim porque o facto de Portugal ter grupos económicos sólidos - como a EDP/China, a REN/idem, a Jerónimo Martins/Holanda, só pode contribuir para aumentar a autoestima dos portugueses e fazer com que - habituados como estamos a "dar o litro" para nos virarmos na vida, passemos a dar o "litro e meio" para benefício dos tais grupos patrióticos.

Mas o Pingo Doce é um case study (também) por outras razões: 

Sabendo que os nossos Tribunais estão subocupados, que há Juízes, advogados e funcionários de braços cruzados sem terem nada para fazer e em risco de perderem o emprego - os portugueses de repente resolveram começar a portar-se bem, os políticos resolveram deixar de sujar as mãos, os mega processos como "face oculta", "operação furacão" e outros, foram todos felizmente solucionados a contento dos principais interessados - resolveu contribuir, modestamente é certo, mas é sempre um começo, com queixas deste género, sobre pequenos furtos praticados por sem abrigo. 

Claro que a resolução destes processos fica cara ao País, mas resolve dois problemas: evita os despedimentos na área da Justiça, e introduz na sociedade uma nova forma de pedagogia relativa aos crimes de "colarinho sujo": Onde á que já se viu um sem abrigo ter o desplante de roubar um champô? Para quê, para gastar água ao País, quando todos sabemos que esta é um bem cada vez mais escasso? E também um polvo? Alguém faz ideia da enormidade de energia que se consome a cozinhar aquele bicharoco tentacular? Sim, porque não estamos a ver o sem abrigo a comê-lo cru!

Para quem leu a desenvolvida entrevista hoje publicada no JN, concedida pelo vice da Câmara de Valongo sobre o bom que seria termos aqui em Alfena o "céu" que nos promete Jerónimo Martins, estes exemplos de cidadania só podem incentivar-nos ainda mais - sobretudo pelos postos de trabalho que seriam transferidos de outros lados para aqui (Vila do Conde por exemplo) porque no que toca a alfenenses, vai ser mais ou menos como no Hospital privado de Alfena.

Portanto, um conselho aos sem abrigo que por cá (também) temos: banho, só nas águas do Leça e sem champô e polvo, nem pensem! Na plataforma que não vai ser construída, não teriam hipótese, porque iria estar guardada 24x24 horas por tropa privada de elite intensamente treinada no País das tulipas. Latagões de compleição robusta e avantajada - que aquelas vacas que vemos nos filmes, pastando na imensidão dos seus campos, produzem um tipo de leite especialmente nutritivo e em quantidades tão abundantes, que até permitem ao Pingo Doce vendê-lo a cerca de metade do custo do nosso! A ASAE que o diga...

publicado às 23:24

O "SERVIÇO PÚBLICO" DA RTP (!)

Até determinado momento, eu pertencia ao grupo dos portugueses que pensavam que a RTP prestava um serviço público ao País e que por isso mesmo, deveria ser defendida da privatização baseada apenas em razões economicistas - um verdadeiro serviço público é importante e tem custos!

Ontem (anteontem dia 12), foi a gota de água que me fez rever a minha posição: "serviço público" não é clonar os concorrentes na promoção da barbárie - deixando-se infiltrar pelos "lobbies" das touradas e por aqueles que pelos vistos ainda sonham com uma sociedade de "tipo superior" e de gostos requintados onde o primitivismo é uma "arte" e a tradição, mesmo que incontestavelmente reprovada pela maioria do Povo, deve ser preservada.

Os Romanos não conseguiram fazê-lo, com sorte para os cristãos.

Hitler também não o conseguiu!

Os esclavagistas foram derrotados!

E estes novos bárbaros também o vão ser - apesar de "só" torturam toiros e não seres humanos!

Eu sei o nome de alguns "funcionários públicos" da RTP que ontem deveriam ter sido lidados em vez dos nobres animais  - e já agora, se pudéssemos ser iguais aos espanhóis, recebido a estocada final!

Sei mas prefiro não referi-lo - por agora...

publicado às 00:55

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