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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

NEM TODAS AS CURVAS TÊM DE SER PERIGOSAS...

 

Antecipo-te todas as curvas, todos os sentidos proibidos, percorro-te com todo o cuidado que me ensinaram a ter e que eu procuro seguir à letra, moderando o meu fulgor interpretando todos os teus avisos - preveniram-me que eras perigosa e eu levei muito a sério quem me avisou, mas agora que nos conhecemos melhor e começamos a interagir, acho que exageraram na recomendação.

Momentos há até, em que me pareces demasiado fácil - ou estarei eu a ser demasiado temerário sem o perceber?

 

Saboreio a beleza com que te adornas – dito em linguagem popular, ‘como-te com os olhos’ -  e sorvo o teu hálito matinal, onde se misturam os perfumes de flores silvestres, de frutos maduros e da terra húmida em que te deitas e espreguiças...

 

E nesta quase tântrica caminhada ao longo de ti, neste pára-arranca intercalado com acelerações bem doseadas, dou por mim - damos por nós - e já a manhã é quase tarde e a fome de ti já começa a ter a companhia de outras fomes.

 

Insidiosos no início, outros desejos se interpuseram entre nós, sendo agora quase incontornáveis e condicionadores do pleno prazer com que te fruía – com que nos fruíamos.

 

Sempre atenta, percebes a minha previdente redução de potência e avisas-me do próximo posto de combustíveis - "a um quilómetro de distância"...

 

Um quilómetro de ti que percorro em terceira, enquanto tento abstrair-me dos apelos vindos das profundezas de mim para que tenha em atenção e por esta mesma ordem, um certo nível de fluidos e um outro reabastecimento não menos importante.

 

Fiquemos portanto por aqui.

 

Foi um prazer – é sempre um prazer viajar em estradas nacionais bonitas, ladeadas de terrenos verdejantes enfeitados de flores e árvores de frutos  – e se me permitires, depois de me retemperar e descansar um pouco, faço-me de novo ao piso...

publicado às 01:12

RECOLHA DO BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME - APENAS O 'ZÉ POVO' É SOLIDÁRIO!

Vou ser 'politicamente incorrecto' naquilo que vou escrever...

 

Antes de mais, devo dizer que sempre tenho contribuído sempre e também o fiz na recolha de alimentos que decorreu este fim de semana, levada a cabo pelo Banco Alimentar contra a Fome.

Estou além disso inscrito como voluntário há mais de 3 anos, mas pelos vistos Isabel Jonet não precisa assim tanto de colaboradores, dado que nunca me respondeu relativamente a essa manifestação de disponibilidade.

 

Dito isto vamos lá então à parte 'incorrecta' e desalinhada.

 

Este fim de semana, longe de constituir um edificante exemplo de solidária partilha por parte de muitas centenas de milhar de portugueses que teimam em contrariar a lógica da crise e provar que apesar de tudo, é possível partilhar com quem nada tem, traduz-se na mais aviltante constatação de aproveitamento comercial, por parte de quem tem conduzido o País ao actual estado de verdadeiro desastre social - grandes grupos económicos e de distribuição - e de quem tinha o dever de se  constituir como principal agente numa redistribuição dos nossos impostos, isto é, o próprio governo.

 

É inadmissível, é revoltante, é quase pornográfico, registar sem a devida e negativa nota disso o empenho de tantos milhares de voluntários a darem o litro na operação de recolha e na arrumação dos alimentos, a adesão solidária de tantas centenas de milhar de doadores e ver por outro lado, o ar seráfico com que Isabel Jonet destaca o evento, sem nada fazer para alterar o iníquo e revoltante perfil destas recolhas e sem nada dizer sobre o assunto!

 

A bem dizer, ontem e hoje, antes de sermos solidários, fomos todos coniventes com um roubo!

 

As grandes superfícies reforçaram as prateleiras com os produtos de marcas brancas - os mais doados -  colocaram na 'linha da frente' o máximo de artigos próximos das datas limite de validade - as crescentes necessidades garantem à partida, que os respectivos prazos não serão ultrapassados  - facturaram os substanciais acréscimos de vendas e tudo isto, enquanto o governo 'bate palmas' ao suplemento excepcional de IVA que resultará disto tudo - em nome da SOLIDARIEDADE do 'Zé Povo'!

 

Isto é uma verdadeira VERGONHA NACIONAL, isto mantém-se inalterado ao longo de anos, isto é um abuso permitido - porque nunca contornado - pelo Banco Alimentar e sobre o qual, Isabel Jonet nada diz nem nada faz - porque a sua 'solidariedade' se divide entre aqueles que precisam e que os ladrões que engordam à custa do nosso esforço!


PS: Já AQUI tinha escrito sobre o 'negócio da fome'. Hoje reforço a ideia que tenho sobre o assunto.

 

publicado às 13:34

O NEGÓCIO DA FOME EXISTE!


(O resto deste 'tesourinho deprimente' AQUI - por Francisco Coelho da Rocha...).

 


Execráveladj.m. e adj.f. Que se pode execrar; passível de execração; abominável.

Que ocasiona horror; abominável, detestável, ignominioso: acto execrável.
(Etm. do latim: exsecrabilis.e)


Paulo Morais não precisa que o defendam, até porque não o ofende quem quer mas apenas quem pode.

Paulo Morais tem um currículo que fala por ele, enquanto muitos falam pelo currículo que não têm. 

E por último e a propósito da hiperligação acima, como dizia o grande Galileu "e no entanto ela move-se", ou seja, Paulo Morais tem razão


(Ver a sua crónica AQUI).

 

Talvez seja exagerado dizê-lo desta maneira crua, mas a verdade, é que por detrás do imenso e abnegado trabalho de milhares de voluntários e antes deles, por detrás de milhões de vítimas que já não passam apenas necessidade mas sim FOME, existe um governo que induz esta fome através do roubo dos salários, do roubo das reformas, do roubo dos empregos (na função pública) ou da implementação de leis e 'reformas' que proporcionem aos empresários privados fazer o mesmo, do esbulho daqueles que ainda vão tendo alguma capacidade económica, através do aumento dos impostos que mais não fazem do que transformá-los em novos pobres.

 

Mas para além de todo este execrável enquadramento, o NEGÓCIO DA FOME referido por Paulo Morais - e não devemos ter medo das palavras - conta com outros não menos execráveis parceiros:

 

As grandes superfícies, os grandes grupos de distribuição que de forma vil facturam sem pudor o acréscimo das vendas esfregando as mãos e induzindo sub-repticiamente o interesse de novas campanhas para engordar o apuro de caixa no final do dia da recolha.

 

Para que tudo fosse honesto e não houvesse o mínimo motivo para alimentar a suspeita sobre este tenebroso 'lobby', as campanhas deveriam funcionar mais ou menos desta forma:

 

As equipas de recolha de géneros deverão - deveriam - ser colocadas junto de cada caixa de hipermercado ou local de doação equiparado, possibilitando assim que os produtos doados sejam - fossem - registados e pagos pelos doadores ao preço de custo e sem IVA.


Só assim deixará de existir enriquecimento ilícito através do NEGÓCIO DA FOME - para o Estado por via da cobrança do imposto e para os privados com o aumento exponencial do volume de vendas.


Tudo o que se diga para escamotear isto, é lamentável, ou pior, é execrável!


 

 

publicado às 19:35

VOCÊ E O FACEBOOK - NÃO OFENDA NINGUÉM, SOBRETUDO OS AMIGOS...

Na era das redes sociais, começa a ser uma questão recorrente a de se saber por onde passa a fronteira diáfana que delimita o espaço privado, aquele onde podemos dizer tudo sem temermos que alguém do lado de fora do nosso portão possa escutar e daí extrair alguma consequência e o outro, equivalente ao passeio da rua, ao largo ou à praça, onde 'tudo o que dissermos pode ser usado contra nós'...


Todos já lemos algum dia alguma notícia sobre uma qualquer empresa que despediu um qualquer trabalhador, só porque ele publicou no Facebook um comentário considerado ofensivo por um qualquer chefe ou mesmo pelo seu patrão.

 

Tomando o exemplo da já referida rede social, importa desde logo ter em conta que tudo começa quando definimos as condições de privacidade da nossa página, isto é, quem tem acesso àquilo que publicamos.


O nível de privacidade mais comum, será talvez o dos 'AMIGOS'. Logo, só estes é que conseguem acompanhar o que vamos publicando, funcionando a nossa página como uma espécie de 'diário', fechado com uma daquelas chavinhas minúsculas que os miúdos conhecem bem e da qual mandamos fazer tantas cópias quanto for o número daqueles a quem concedemos o título de 'amigo', os quais podem sempre que queiram entrar, comentar, partilhar as nossas publicações.

Portanto, conteúdos eventualmente ofensivos só podem ser vistos por eles e só implicarão alguma consequência se se referirem a alguém deste nosso círculo.

 

Coisa diferente seria por exemplo, se eu neste Blog escrevesse que o nosso primeiro ministro é um FdP ou um ladrão - e que fique claro que não vou escrever nada disso! - porque este Blog tem perfil público, logo, como bem diria monsieur de la Palice tudo o que eu digo já não é de âmbito privado.


Tomando o exemplo anterior, seria a mesma coisa que gritar os mesmos epítetos em plena rua, para quem me quisesse ouvir: teria seguramente a polícia à perna ou alguém a apresentar uma queixa contra mim no Ministério Público.

 

Ainda confinado ao mesmo exemplo, escrever isso na minha página do Facebook, equivaleria (apenas) a dizê-lo numa amena cavaqueira no jardim da minha casa e para a qual tivesse convidado os meus 'amigos' desta rede social. 

Desde que não 'falasse' demasiado alto para me fazer ouvir do outro lado do muro, nada do que dissesse poderia configurar qualquer tipo de crime.

 

Mas é claro que não foi sempre assim!

 

Nos tempos da 'outra senhora' correria o risco de entre os ditos 'amigos' poder estar presente um 'bufo' que fosse a correr delatar-me e isso seria o suficiente para uma estadia em Caxias.

 

Resumindo:

 

Por todas as razões e mais alguma, evite escrever coisas que possam ser consideradas ofensivas para quem quer que seja, mas sobretudo, que não o sejam para os membros da sua roda de 'amigos'.

Porque esses sim, podem usar isso contra si.

 

(Relembro que me confinei apenas ao exemplo do nível de privacidade 'AMIGOS').

 

publicado às 17:58

A 'MODA' TED, O MIGUEL GONÇALVES E O 'FALECIDO' MIGUEL RELVAS

TED
Conferência
TED é fundação privada sem fins lucrativos dos Estados Unidos mais conhecida por suas conferências na Europa, Ásia e Estados Unidos destinadas à disseminação de ideias. Wikipédia

Hoje estive a assistir - em part time - ao trabalho que se seguiu ao Jornal das 20 da TVI: conceito TED

Francamente, fico dividido entre aquelas conferências sobre motivação de há vários anos atrás - voltadas para a multiplicação em grupo, de vendedores de um determinado produto (no meu caso, tratava-se da Amway) e as conferências motivacionais baseadas em obras do pensador americano Dale Carnegie - "como falar facilmente e interessar pessoas em negócios" ou "como fazer amigos e influenciar pessoas", entre outras... 
Francamente, fiquei com aquela estranha sensação de 'déjà vu'


E para piorar, lembrei-me do 'motivador' do Impulso Jovem, encontrado pelo 'falecido' Miguel Relvas!

Fui-me definitivamente abaixo relativamente ao conceito!


Mas é claro que perante tanto entusiasmo de alguns, admito que possa não ser 'banha da cobra' esta ideia de mudar o mundo dentro de uma sala, mendigando aplausos  de uma assistência ávida e mais ou menos numerosa, com um microfone colado à cara de forma a deixar libertas as mãos para gesticularem tão vigorosamente quanto se possa - como fazia o Miguel Gonçalves do Impulso Jovem do Relvas e os participantes no programa de hoje da TVI...


Admito?

publicado às 23:26

CRONOLOGIA DA VIOLÊNCIA

O homem é um ser social que ao interagir com o seu semelhante, provoca reacções - amigáveis umas, de indiferença ou hostis outras.

Um acto amistoso é retribuído com outro acto amistoso, um acto hostil obtém retorno equivalente. Só a indiferença pendularmente reciproca, é neutra e socialmente parasitária.

 

A cada acção, corresponde por isso uma reacção, a qual por sua vez, induz 'valor acrescentado' numa nova acção e potencia o retorno de uma inevitável reacção superior à primeira - com excepção como já vimos, do comportamento relacionado com a indiferença.

 

Parece um pouco confuso, mas a cronologia dos comportamentos sociais gira mais ou menos em torno destes pressupostos.

No caso particular das reacções de tipo violento, se não pararmos este perigoso ciclo vicioso, o mais certo é que estas, que numa primeira fase podem ser ainda relativamente contidas, acabem por degenerar rapidamente em conflito descontrolado.

 

Mas não há hostilidade que magoe mais, do que aquela que nos chega de forma inesperada, imerecida, indesculpável, inexplicável, da parte dos amigos imaginados, porque declarados, porém objectiva e comportamentalmente não confirmados e é esta a que mais rapidamente pode evoluir para a tal fase seguinte.

 

Quando a contrafacção alastra dos bens de consumo ao terreno das amizades, quando 'espreitamos' o interior daquele suposto amigo de sempre e nos deparamos com a deprimente etiqueta made in não sei quantos, ficamos sem chão, descremos do mundo, descremos - se é que ainda críamos - de um suposto ordenamento divino e instala-se na nossa mente um vazio que dói, uma desilusão que nos seca por dentro, uma revolta que nos suga os últimos resquícios de bondade, transfigurando-nos, trasformando-nos num 'outro eu' tão letal como o 'outro' que deu início à reacção em cadeia.


Nada como a traição - e só os amigos traem - é susceptível de gerar tão fortes reacções de violência. 



 

 

 

 

publicado às 22:42

DAR UM POUCO DE VIDA - PARA QUE OUTROS TENHAM DIREITO À VIDA INTEIRA...

Segundo me disseram, hoje devo manter uma espécie de 'resguardo', evitando exercícios físicos e grandes esforços - que bom!

Foi no Instituto Português de Sangue do Porto (Rua de Bolama n.º 133, para quem quiser ser solidário) e segundo reza a declaração que me passaram para entregar no Centro de Saúde por causa das taxas moderadoras, terei efectuado até ao presente, 36 dádivas. Muitas? Poucas? Depende do ponto de vista, mas foram aquelas que por condicionalismos vários e nunca por falta de vontade, pude fazer...

publicado às 13:46

DA PRAIA AO BALCÃO, COM DINHEIRO OU CARTÃO ...

Outono.

Até ontem - grande chuvada aquela que me surpreendeu no silêncio da noite - foi tempo de absorvermos com mais ou menos discrição, a beleza dos femininos corpos seminus – claro que admito a preferência delas pelos que ostentam menos redondezas - fruindo os prazeres do sol, as carícias das ondas nos nossos pés naquele ‘toca e foge’ que nos delicia e nos mantém na linha imaginária que guia os nossos passos entre a parte transitável da praia e a superfície navegável que lhe determina o limite.


A partir de agora, esse tipo de beleza, grande parte da qual deveria ser considerada ‘património estético da humanidade’, vai ser substituída – escondida seria talvez o termo mais adequado - por aquela outra ‘beleza’ vendida num balcão perto de nós: marcas como Ralph Laurent, Diesel, Levis, Calvim Klein e tantas outras - passe a publicidade que ninguém me encomendou - vão assumir o 'papel principal', valorizadas é claro, pela diferença entra o cabide da loja e o suporte onde passarão a ser publicamente exibidas...


Mas já agora e para que não me chamem de tendencioso, deixem-me dizer que em tempos de crise e de negócios fáceis, podem também ser encontradas sobre uma simples tábua da feira mais próxima - que a contrafacção não exige balcões luxuosos nem atendimento personalizado - ou ainda numa loja do chinês perto de si.


Apesar de tudo, gosto mais da época estival, não apenas porque é mais do tipo de nos ‘encher o olho’ mas sobretudo, porque na loja de marca, na feira ou na loja do chinês, a beleza do Outono/Inverno que agora se começa a vender, nos pesa sempre muito mais na carteira e contém em si mesma uma insanável contradição: pagamos para não ver aquilo que ela vai esconder!

publicado às 00:27

A FORÇA DAS PALAVRAS...


Mão amiga fez-me chagar este exemplo concreto da imensa força das palavras.

E este exemplo vale para todas as áreas da nossa intervenção - cívica, profissional, social ou outra.

publicado às 18:24

ESTE MUNDO NÃO É PARA AMIGOS...

Este mundo em que vivemos, é cada vez mais exigente e intolerante com os nossos ritmos pessoais, obrigando-nos tantas vezes a abdicar de nós próprios, dos nossos momentos de lazer, de criatividade (artística, literária ou de qualquer outro tipo) dos nossos intervalos de relax, da nossa solidão - que nem toda a solidão é má e às vezes, precisamos mesmo de estar sós.

 

Mas a maior de todas as crueldades é aquela que nos impossibilita - pelo menos tantas vezes quanto desejamos e necessitamos - do convívio com os amigos. Eles são o nosso bem mais precioso a preservar, eles são a nossa 'família alargada', complementando-a, quando não a substituem mesmo, eles são tantas e tantas vezes, o nosso suporte anímico, o ombro que suporta a nossa cabeça transformada em tristeza, a mão que nos estende o lenço que seca as nossas lágrimas contidas pela barreira de força da nossa mente, pela couraça com que as emparedamos.

 

Quando a família, com a melhor de todas as intenções te aponta os 'seus' caminhos, os amigos escutam as dúvidas que tens sobre os teus.

 

Quando a família, com a melhor de todas as intenções se sente na obrigação de te dizer 'alguma coisa' - "não te preocupes, isso vai-se resolver, amanhã já estarás bem" e coisas assim - os amigos ouvem-te, deixam que que libertes tudo o que te vai na alma, sabendo que o seu 'silêncio presente' é quase sempre o melhor dos lenitivos.

 

Quando a família, com a melhor de todas as intenções te tenta levantar do chão, os amigos optam quase sempre por se sentarem ao teu lado, enquanto se opera a transfusão da sua reserva suplementar de energia que juntando-se à que te resta, te garantirá a autonomia e o ânimo para te levantares por ti próprio - eles manter-se-ão no entanto a postos para te amparar se porventura não o conseguires.

 

Os amigos não tentam pegar em ti ao colo - mas mantêm-no disponível se tu o procurares - estão sempre presentes com a sua solidária e propositada discrição.

 

Este mundo agitado, que exige de nós que cometamos todos os excessos, que nos obriga tantas vezes a ultrapassar os nossos humanos e naturais limites, este mundo desumanizado e impessoal de competição sem metas - ou com metas que nunca alcançaremos, porque estão sempre equidistantes em relação ao nosso ânimo para as alcançar - este mundo não é para amigos é para competidores ferozes e eu não gosto de um mundo assim - porque prefiro ter amigos!

publicado às 18:52

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