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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO DA MAIORIA ABSOLUTA E DAS NOSSAS IMENSAS DÚVIDAS...

Captura de ecrã 2017-10-29, às 23.44.50.png

 

Durante uma parte significativa do meu percurso profissional muito diversificado e muito gratificante, exerci a profissão de serralheiro de moldes cunhos e cortantes numa grande empresa industrial (fundição de ferro maleável) onde as tecnologias de ponta que em grande parte do nosso tecido industrial davam então ainda os primeiros passos, no nosso caso já eram uma componente importante do nosso sistema de trabalho.

Esta foi a parte da minha carreira que teve mais a ver com a minha formação de base, o antigo curso de formação de serralheiro das escolas industriais e comerciais, mais tarde lamentavelmente extintas.

Um serralheiro de moldes é por natureza - tem de ser - um profissional meticuloso, miudinho, preocupado com os mínimos detalhes e para quem a unidade de comprimento milímetro é uma enormidade absolutamente insuficiente para medir o detalhe da maioria das operações do dia a dia de trabalho.

Teria sido possível vivermos sem o mícron (e o micrómetro)? Se calhar até podia mas não seria a mesma coisa...

 

Mas onde eu queria mesmo chegar com este longo arrazoado era à arrumação do posto de trabalho!

 

Esta era a área em que nos orgulhávamos de sermos verdadeiramente diferentes - desde logo, em relação aos nossos 'parentes mais próximos', os serralheiros civis (de construção civil) e os serralheiros mecânicos...

A nossa semana de trabalho só terminava depois de uma arrumação meticulosa da bancada, da limpeza e da arrumação da gaveta das ferramentas e da envolvente próxima da bancada de trabalho e nenhum dia podia começar sem a preparação do 'teatro de operações': as ferramentas previstas para a tarefa a iniciar ou a recomeçar dispostas sobre a bancada, o EPI (equipamento de protecção individual) - óculos, luvas, protecção auricular, etc. devidamente em ordem e à mão.

 

Vem isto a propósito de... ah! já me recordo!

 

Transpondo para o assunto que se segue o clássico 'suponhamos' - imaginemos que os 6 vereadores a tempo inteiro ou meio tempo na Câmara de Valongo em que se inclui o presidente dos quais apenas 2 transitam da 'jornada anterior' são os 'serralheiros de moldes' da velhinha Eurofer (agora Sakthi) na Maia do exemplo anterior.

 

Nessa linha de pensamento e estando a iniciar uma nova e longa de 4 anos jornada de trabalho, bastante exigente e onde se calhar já nem o mícron é suficiente para as rigorosas medidas que terão de se aplicar ao longo da mesma, não seria avisado utilizar 'ferramentas' fiáveis - sem desprimor  para a 'loja do chinês'?

 

Atenção também ao ambiente de trabalho limpo e organizado, à planificação rigorosa das tarefas, à optimização dos meios.

 

E se não podes ter uma fresadora de comando numérico só para ti por exemplo, então terás necessariamente de implementar, sistematizar e desenvolver em permanência uma organização de tarefas que te permita o seu uso em conjugação com os interesses dos que dela igualmente necessitam.

 

Depois, muita atenção também aquela regra basilar da preparação do 'teatro de operações' referida no exemplo...

 

Portanto...

 

Libertem os armários das quinquilharias que só estorvam - esqueletos incluídos - arrumem a casa, varram o chão, não deixem ferramentas dispersas.

 

 

Ah! E tenham também especial atenção à 'fresadora de comando numérico' que por ser tão cara tem de ser partilhada. Quem usa estima e o último a usar deixa-a para o próximo como gostaria de a encontrar! 

 

"Dictum sapienti sat est"... (para o homem comum e comum vereador da Câmara de Valongo - que como todos sabemos está muito para lá de sábio - 'meia palavra' já é mais que suficiente)...

publicado às 21:47

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