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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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VALONGO - 'GRAU ZERO' DA POLÍTICA...

É um texto de 13 de Novembro de 2014 mas bem apropriado ao momento político actual que se vive em Valongo, este que - com a devida vénia - reproduzo a seguir.

Foi publicado por Francisco Coelho da Rocha (Director do Jornal Verdadeiro Olhar) no seu Blog "Alinhamentos".

 

Estava 'escrito nas estrelas' que mais tarde ou mais cedo aquilo a que FCR chama 'grau zero da política' haveria de chegar, ou não conhecêssemos (quase) todos muito bem o actual edil valonguense.

 

Em rigor, podemos até dizer que o 'momento' não chegou. Já lá estava quando José Manuel Ribeiro 'tomou' a Concelhia de Valongo do PS para se candidatar à Câmara - Afonso Lobão que o diga - e a partir daí passou a ser um somatório de 'momentos...

_________________________

Captura de ecrã 2015-04-15, às 17.40.57.png

 O grau zero da política

Há aproximadamente um ano, em Valongo, no período compreendido entre as eleições autárquicas e a tomada de posse do novo executivo municipal, o deputado municipal socialista Celestino Neves, através do seu blogue, alertou para o facto de haver uma pessoa a apagar informação importante dos computadores da Câmara Municipal de Valongo. Nesse mesmo alerta, que foi difundido não só pelo blogue, mas através de listas de correio electrónico e mensagens telefónicas, era pedido aos funcionários municipais que ajudassem a proteger a Câmara Municipal e partilhassem a informação.

Identificado, no tal alerta, como a pessoa que estaria a apagar os tais ficheiros da Câmara Municipal, o visado deduziu uma queixa contra Celestino Neves que chegou a Tribunal e na semana passada ficou provado que o conteúdo da mensagem de alerta era falso e o próprio Celestino Neves admitiu, de forma humilde, que se tinha deixado enganar por alguém que lhe havia passado a informação como sendo fidedigna. E esse alguém – revelou Celestino Neves em Tribunal e no seu blogue – foi o actual presidente da Câmara Municipal de Valongo.

O deputado municipal eleito pelo PS escreveu que “nessa data, escrevi o texto convicto que tais factos correspondiam à verdade, até porque me foram transmitidos por pessoa que merecia, à data, credibilidade. Fi-lo, nessa data, repito, convicto que dizia a verdade, por me ter sido transmitido e solicitado pelo Sr. Dr. José Manuel Ribeiro nesse dia, à data presidente da Câmara eleito e ainda não investido, tendo-me enganado e usado para alcançar um fim político, no mínimo, censurável”. E acrescentou: “Sem conhecer os visados pelo meu ‘alerta’ – não conhecia mesmo – a partir de certa altura comecei a desconfiar que tinha apenas sido usado à ‘boa maneira’ de José Manuel Ribeiro. Sobretudo quando perguntado sobre a consistência da informação e respectivas provas, ele hesitava na resposta, gaguejava, mudava de assunto ou respondia: ‘Na altura, logo vemos isso…’”.

Celestino Neves admitiu ainda que, durante a campanha eleitoral, denunciou outros casos relacionados com uma vereadora do PSD, sempre a pedido do actual Presidente da Câmara Municipal de Valongo. “Aceitei na altura pactuar com a estratégia do então candidato José Manuel Ribeiro, que achou que a exploração destes casos por parte do mediático blogue ajudaria ao desenvolvimento da sua estratégia”, escreve o deputado socialista.

Estas revelações foram feitas no final da semana passada. Hoje, no dia em que escrevo este editorial, recebemos no jornal um panfleto impresso em gráfica (ao que parece, também o receberam centenas de pessoas e entidades no concelho de Valongo) que acusa Celestino Neves de ter construído ilegalmente um telheiro e um galinheiro na parte de trás da sua casa. O panfleto traz fotografias tiradas de helicóptero e pormenores gráficos produzidos por algum gabinete de arquitectura.

Ou seja, este ataque anónimo ao deputado municipal eleito pelo PS poucos dias depois de ele ter denunciado o actual Presidente da Câmara Municipal de Valongo é uma grande coincidência. E, em política, não há coincidências.

 

 

 

publicado às 17:42

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